ACABAR COM O CLERICALISMO
Frei Bento Domingues, O.P. , 23/02/2020 – Foto: Daqui Bergoglio talvez venha a reconhecer a perspicácia da proposta radical do antigo Bispo do Porto. A liturgia eucarística é obra de toda a comunidade, e não, apenas, dos padres e dos bispos. A todos pertence tornar visível, palpável, sensível a presença invisível de Cristo nas celebrações.
Costadoat: “A Amazônia não precisa de sacerdotes, mas de presbíteros testados pelas suas comunidades”
Face à proposta de Faus: que os padres romanos celibatários deixem Roma e vão para a América do Sul Jorge Costadoat – 02.17.2020 Foto: Padres na Amazônia/ Religión Digital Tradução: Orlando Almeida “Roma está cheia de casas de formação e de universidades que romanizam os sacerdotes e os convertem em ministros do sacrifício eucarístico para o perdão dos pecados” “Essa ideia pré-conciliar restritiva de sacerdote não desapareceu, revigorou-se e constitui a forja do clericalismo que o catolicismo atual lamenta em todos os lugares”
Padre Damián Montes: “Não faz justiça à Igreja confundir dogma com doutrina”
Padre Damián Montes – 16/02/20 – Foto: Damián Maria Montes, sacerdote, redentorista Tradução: Orlando Almeida “O atual catecismo é de 1997, e alguns artigos foram alterados, por autorização do Papa Francisco” “A questão do ‘Limbo’ é um exemplo claríssimo de que as coisas podem ser mudadas” 07.01.2020 | Damián María Montes (no seu Facebook)
O sonho da floresta amazônica e a insônia da floresta curial. Papa Francisco entre profecia e vigilância na “Querida Amazônia”
por Andrea Grillo Publicado em 12 de fevereiro de 2020 no blog: Come se non O texto da Exortação Apostólica “Querida Amazônia” (= QA), publicado hoje, 12 de fevereiro de 2020, é caracterizado por uma primeiro traço original. Ou seja, a sua “posição” em relação ao texto final do Sínodo extraordinário, ou seja Amazônia: novos caminhos para a Igreja e para uma ecologia integral (= ANC). De fato, a decisão de promover diretamente o texto final do Sínodo, na sua articulação, como “documento de referência” – tal como se afirma explicitamente nos n. 2-3 de QA – cria uma espécie de referência explícita – quase uma conjugação – da Exortação em relação ao Sínodo na sua integralidade. De fato, a escolha firme de não citar nunca o texto final, mas de assumi-lo como autorizado na sua totalidade, é assim expressa: “Não pretendo substituí-lo, nem repeti-lo” (QA 2).
Desvio teológico: a alienação de Bento em relação a Ratzinger. Artigo de Massimo Faggioli
Massimi Faggioli – 25 Janeiro 2020 “Ratzinger foi um dos teólogos mais importantes do Vaticano II. Isso torna ainda mais perturbador o seu repúdio ao Vaticano II. É triste ver o bispo emérito de Roma se afastar do seu próprio legado conciliar.” O comentário é do historiador italiano Massimo Faggioli, professor da Villanova University, nos EUA, em artigo publicado em Commonweal, 23-01-2020. A tradução é de Moisés Sbardelotto.
“Estamos assistindo a um colapso do sistema de poder católico”
Entrevista com Henri Tincq Jérôme Cordelier e Thomas Mahler – 04 Outubro 2019 Foto: Daqui Observador informado do mundo católico, Henri Tincq denuncia em um livro engajado o governo “clerical” e “sexista” da Igreja. A entrevista é de Jérôme Cordelier e Thomas Mahler, publicada por Le Point, 02-10-2019. A tradução é de André Langer.
Porquê um tão longo silêncio (II) – Clericalismo, abuso do poder e ausência de debate
… CONTINUAÇÃO Ignace Berten, OP| 13 Ago 19 | Foto: Os casos de abuso sexual na Igreja Católica. Ilustração © Christian Seebauer/Wikimedia Commons Tradução: Florbela Gomes Na segunda parte do seu texto (cujo primeiro capítulo se pode ler aqui), Ignace Berten analisa as causas do manto de silêncio com que a hierarquia da Igreja Católica tentou esconder as práticas de abusos sexuais. A Igreja, por meio dos seus atores institucionais, faz questão de manter a sua imagem de guardiã da ordem moral da sociedade e da influência que deseja ter nesse campo. O autor, padre dominicano belga e teólogo, aponta o clericalismo católico como um dos elementos mais decisivos da atual conjuntura eclesial e traça um percurso para enfrentar a crise.
Porquê um tão longo silêncio (I) – Alguns sabiam, mas não quiseram saber
Ignace Berten, OP | 12 Ago 19 Foto ©:“Padres pedófilos? Isso é um problema americano…” Sob a capa: Ficheiros (dossiês – NdR) dos casos da Polónia, da Áustria, da França, da Irlanda… Ilustração: Direitos Reservados; (ilustração na capa: grafite em Lisboa, representando um padre atrás de crianças / Milliped/Wikimedia Commons) No auge da crise desencadeada pelas revelações quanto à amplitude da pedofilia na Igreja Católica, com a divulgação dos relatórios sobre a Pensilvânia e o Chile, Ignace Berten (dominicano, mestre em teologia e figura de relevo internacional – ver perfil no final do texto), publicou uma reflexão que, um ano depois, mantém grande atualidade. O 7MARGENS publica o texto em três capítulos. Neste primeiro, o autor procura elucidar as causas do silêncio sobre aquelas práticas eclesiais criminais.
“Müller e companhia já preparam o conclave para que o sucessor de Francisco tenha que tomar outro caminho”, alerta José María Castillo
O terror dos teólogos que ousavam pensar com liberdade nos reinados de João Paulo II e Bento XVI, cardeal Müller, agora quer excomungar Francisco José María Castillo – 31/07/2019 – Foto: Daqui “Recentemente o cardeal Müller disse, segundo circula pela imprensa, que a Igreja tem agora “um papa herético“. Não entendo a cabeça de um cardeal tão reconhecido, como é o caso do cardeal Müller, que tenha chegado a dizer e difundir tal disparate […] O que está por trás disso tudo? Sem dúvida alguma, gastar e desgastar a imagem e o modo de governar do papa Francisco, preparar o conclave, para que o sucessor tenha que seguir outro caminho”, escreve o teólogo espanhol José María Castillo, em artigo publicado por Religión Digital, 31-07-2019. A tradução é de Wagner Fernandes de Azevedo.
“O Opus Dei diante de um verdadeiro problema”
Gregório Delgado del Río – 24 Julho 2019 – Foto: IHU “A inegável realidade da obra do jesuíta aragonês Francisco Javier Hernández (redescobrimento e características que mostra em comparação com o Caminho) supõe um autêntico golpe para aqueles que no Opus Dei vem insistindo na originalidade absoluta de seu carisma, pois, teria sido conhecido no marco de alguns exercícios espirituais pela ação do Espírito Santo. Vamos ver o que acontece! Temo o pior: o silêncio”, escreve Gregório Delgado del Río, em artigo publicado por Religión Digital, 22-07-2019. A tradução é do Cepat.