Uma crítica da Igreja sobre a crise atual dos direitos ameaçados

Jacques Távora Alfonsin – 12/07/17 “O Papa falava para juízas/es, uma coincidência com a situação brasileira de hoje, quando o Superior Tribunal Eleitoral julga, no momento em que são escritas essas linhas, se a última eleição para a presidência da República aqui no Brasil, foi viciada, ou não, para ser considerada válida. A palavra de Francisco reconhece nas/os magistradas/os uma coragem e uma liberdade de uma autenticidade tão opostas às injustiças que podem colocar em risco as suas próprias vidas”, escreve Jacques Távora Alfonsin, procurador aposentado do estado do Rio Grande do Sul e membro da ONG Acesso, Cidadania e Direitos Humanos.

CNBB e quase 100 bispos convocam população para a greve geral

 Mauro Lopes – 28 de abril de 2017 A CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil –( aqui) e 98 arcebispos e bispos de um universo de 308 na ativa neste momento no país lançaram convocações à população para a greve geral contra as reformas do governo Temer e a política de massacre dos pobres do país iniciada depois do golpe de Estado. É uma mobilização eclesial na direção dos pobres não vista desde o fim do regime militar no Brasil, sob o impacto da mudança de rumos que o Papa Francisco lidera na Igreja em todo o mundo.

“Assusta-nos o fato de que os Estados Unidos estejam negociando duas bases com Macri”.

Entrevista com Leonardo Boff Martín Granovsky – 17/08/2016 – Imagem: http://jornalggn.com.br/  Franciscano até 1992, Leonardo Boff concedeu uma entrevista a este jornal, na qual narrou sua própria experiência perante a Inquisição e questionou o rumo do Brasil e da Argentina com a subordinação aos capitais transnacionais. Este sujeito alto e bonachão de 77 anos que conversa com o Página/12 sobre sua preocupação com o Brasil e a Argentina é o mesmo que em 1992 decidiu abandonar o hábito quando era padre franciscano e o Vaticano o ameaçava outra vez com a mesma condenação já sofrida em 1985: o silêncio.

Organizações ecumênicas se manifestam sobre a conjuntura brasileira

O Fórum Ecumênico ACT-Brasil (FEACT) denuncia para parceiros ecumênicos internacionais a ruptura democrática ocorrida no Brasil. Em sua carta, o FEACT destaca pontos que considera preocupantes na conjuntura política brasileira atual. O documento afirma que, desde 2013, com as mobilizações de rua, o Brasil passou a viver um processo de desestabilização democrática. “Inicialmente, estas mobilizações foram resultado da ação organizada do movimento estudantil pelo passe livre. No entanto, gradativamente, elas foram se transformando.

“É o Congresso o câncer que está destruindo a política e impossibilitando a concertação”. Entrevista especial com Cândido Grzybowski

Patricia Fachin – 31 de março de 2016  Foto:www.notibras.com  Grzybowski diz ainda que o “câncer” que está “matando” a política brasileira é o Congresso e não o Judiciário ou a Polícia Federal. “É o Congresso quem está destruindo a política e apelando para o Judiciário a toda hora e atropelando as decisões. A tentativa de Cunha de tentar mudar a composição dos conselhos para se beneficiar, mostra bem onde estamos. É esse jogo que está sendo feito e que acaba sendo levado ao Tribunal para desempatar a disputa”.