Desvio teológico: a alienação de Bento em relação a Ratzinger. Artigo de Massimo Faggioli

Massimi Faggioli – 25 Janeiro 2020 “Ratzinger foi um dos teólogos mais importantes do Vaticano II. Isso torna ainda mais perturbador o seu repúdio ao Vaticano II. É triste ver o bispo emérito de Roma se afastar do seu próprio legado conciliar.” O comentário é do historiador italiano Massimo Faggioli, professor da Villanova University, nos EUA, em artigo publicado em Commonweal, 23-01-2020. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

O cristianismo muda de pele a cada cinco séculos

Marco Rizzi – 07 Janeiro 2020  O atual pontífice gosta de repetir que não estamos vivendo simplesmente uma época de mudanças, mas sim, mais radicalmente, uma “mudança de época”. Ele fez isso novamente no discurso proferido à Cúria vaticana para as saudações de Natal, quando anunciou importantes mudanças na estrutura de governo da Igreja Católica. A reportagem é de Marco Rizzi, publicada no caderno La Lettura, do jornal Corriere della Sera, 05-01-2020. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

O maior “erro” do Vaticano II

P. Francisco Martins, sj –   29 Novembro 2019 Afinal o problema não foi nem o latim a menos, nem a cautela a mais, mas a falta de “olho para o negócio” humano. Stephen Bullivant explica.

Demissão do Papa Francisco

Anselmo Borges – 22 Setembro 2019  Foto: O Papa Francisco / YouTube Francisco não exclui a possibilidade de um cisma, mas não tem medo. Ele tem muitos opositores e até inimigos, incluindo cardeais influentes, como G. Müller, R. Burke, W. Brandmüller, R. Sarah, que o acusam de não ser um grande teólogo e de herético. “Existe uma luta política na Igreja entre os que querem a Igreja sonhada pelo Vaticano II e os que a não querem.  Estou convencido de que não se trata só de um ataque contra o Papa.  Francisco está convencido da sua acção desde que foi eleito.  Na realidade, do que se trata é de influenciar a eleição do próximo Papa.”  – diz Arturo Sosa – Superior Geral dos Jesuítas

Os Opositores à Igreja de Francisco

Micaela Diaz – Igreja Viva 01.08.19 // redamazonica.org// Foto: Daqui  – Tradução: Orlando Almeida Introdução histórica Não é a primeira vez nem é estranho que existam na Igreja grupos divergentes e opositores, desde Paulo, que enfrentou Cefas em Antioquia (Gal 2,14),  até os nossos dias. Houve-os desde os primeiros concílios até os dois últimos. No Concílio Vaticano I (1870),  um grupo de bispos e de teólogos era contra a definição da infalibilidade papal.

“Um olhar de fé para além dos escândalos”. Artigo de Marcelo Barros

Marcelo Barros – 21 Maio 2019 – Sodoma (Foto: Divulgação) “Não tenho nenhuma dúvida de que nos ambientes da hierarquia e do clero católico, há muita gente boa, séria, consagrada ao seu ministério, que não merece esse tipo de acusação feita pelo livro de Martel. Posso garantir que, entre bispos e padres, tanto mais velhos como jovens, muitos vivem a fé e o testemunho do reino com toda consagração. Tanto no episcopado, como no clero e institutos religiosos, seja entre conservadores, seja entre os mais abertos, há muita doação e generosidade missionária”, escreve Marcelo Barros, monge beneditino, escritor e teólogo brasileiro, em artigo publicado por Religión Digital, 20-05-2019.

Reformando a Igreja ‘sem possibilidade de retorno’

Como o Papa Francisco está iniciando processos de reforma da Igreja que será difícil reverter    Robert Mickens, Roma, 28/06/2019 . Foto: international.la-croix.com Quantos cardeais são necessários para ajudar o Papa Francisco a reformar a Cúria Romana? E de quantos anos eles precisam para fazer o trabalho? Muitos católicos – ao menos aqueles que estão esperando que o papa possa ter sucesso em descentralizar o poder eclesial do Vaticano – ficaram frustrados porque, após cerca de seis anos, não houve respostas definitivas para estas questões. Depois de se reunir cerca de cinco vezes por ano, o Conselho dos Cardeais (um corpo inicialmente composto por oito membros ou C8, ampliado logo depois para C9 e mais recentemente diminuído para C6) ainda não deu ao papa uma versão final de uma nova constituição apostólica para reformar as repartições centrais da Igreja. Mas eles estão chegando perto.

Cardeal Marx defende reforma católica profunda e provoca onda de reacções

Temas como o poder, o celibato, a moral sexual e a participação de mulheres e leigos têm de ser discutidos, defendeu o arcebispo de Munique.   António Marujo | 24 Mar 19 | O cardeal Reinhard Marx, arcebispo de Munique. Foto © Klaus D. Wolf/Erzbischöfliches Ordinariat München Mas há quem note que a reforma pretendida ainda não avançou e que as declarações  colocam o cardeal Marx “a fazer figura de palrador”. As recentes declarações do cardeal alemão Reinhard Marx, defendendo uma reforma profunda da Igreja que passe pela discussão de temas como os abusos clericais e sexuais, o papel das mulheres na Igreja, a moral sexual católica e o celibato, provocaram reacções genericamente positivas mas também algumas reservas, ao longo desta última semana.

“Como é possível que o Papa tenha sucesso e a Igreja católica esteja em crise?”. Entrevista com Luca Diotallevi

 Domenico Agasso Jr – 22 Março 2019 –  Foto: Eli B / Flickr “Francisco procura retomar com vigor o caminho da reforma eclesial, iniciada por Paulo VI e que depois daquele pontificado conheceu uma perda de intensidade e direção até o gesto decisivo e marcante da renúncia de Bento XVI“, afirma ao Vatican Insider o sociólogo Luca Diotallevi, autor do livro “Il paradosso di Papa Francesco, la secolarizzazione tra boom religioso e crisi del cristianesimo” . Diotallevi, professor de sociologia na Universidade de Roma Tre, já colocou em discussão algumas aquisições tradicionais da sociologia religiosa em ensaios como “A ordem imperfeita, modernização, estado, secularização” e “Fim da corrida, a crise do cristianismo como religião confessional”. A reportagem é de Domenico Agasso Jr., publicada por Vatican Insider, 03-03-2019. A tradução é de Luisa Rabolini.

Há 60 anos, o primeiro anúncio do Concílio Vaticano II. Uma inesperada primavera

L´Osservatore Romano – 25/01/2019 – Foto: Cléofas Papa há apenas 90 dias, João XXIII anunciou no dia 25 de janeiro de 1959, festa da conversão de São Paulo Apóstolo, a decisão de celebrar um concílio ecumênico. Depois do solene pontifical na Basílica Ostiense, na conclusão do Oitavário de Oração pela Unidade dos Cristãos, na Sala Capitular do mosteiro beneditino adjacente, o pontífice encontrou-se com os cardeais que participaram do rito, comunicando-lhes a vontade de convocar a cúpula conciliar e de realizar um sínodo diocesano para Roma, na perspectiva da “desejada e esperada” atualização do Código de Direito Canônico. A reportagem é de L’ Osservatore Romano, 24-01-2019. A tradução é de Moisés Sbardelotto.