França, agora os filhos dos padres também poderão ser reconhecidos

  DOMENICO AGASSO JR-  19/05/2019 Foto: João Francisco Gomes/Observador: Sou filho de Padre Tadução: Orlando Almeida O secretário geral da Conferência Episcopal recebe e escuta três e organiza reuniões e testemunhas com alguns bispos. Um passo em linha com as indicações do Cardeal Stella

Cardeal Marx defende reforma católica profunda e provoca onda de reacções

Temas como o poder, o celibato, a moral sexual e a participação de mulheres e leigos têm de ser discutidos, defendeu o arcebispo de Munique.   António Marujo | 24 Mar 19 | O cardeal Reinhard Marx, arcebispo de Munique. Foto © Klaus D. Wolf/Erzbischöfliches Ordinariat München Mas há quem note que a reforma pretendida ainda não avançou e que as declarações  colocam o cardeal Marx “a fazer figura de palrador”. As recentes declarações do cardeal alemão Reinhard Marx, defendendo uma reforma profunda da Igreja que passe pela discussão de temas como os abusos clericais e sexuais, o papel das mulheres na Igreja, a moral sexual católica e o celibato, provocaram reacções genericamente positivas mas também algumas reservas, ao longo desta última semana.

“A não aceitação da renúncia do cardeal Barbarin revela os limites da governança do Papa”. Entrevista com François Mabille

Sophie Lebrun – 21 Março 2019  Foto: Francisco e Barbarin –  Vatican Media /CPP/CIRIC Enquanto o Papa recusou a renúncia do cardeal Philippe Barbarin, condenado em primeira instância pelo Tribunal de Lyon por não ter denunciado crimes de pedofilia, e que entrou com recurso, o arcebispo decidiu “retirar-se” como pastor da diocese. Análise de uma situação inédita realizada por François Mabille, pesquisador do grupo Sociedades, Religiões, Laicidades (GSRL) do CNRS. A entrevista é de Sophie Lebrun, publicada por La Vie, 20-03-2019. A tradução é de André Langer.

SEIS ANOS DEPOIS: DESAFIOS PARA FRANCISCO

  Anselmo Borges, 17/03/2019 Foto: Francisco visita famílias de Padres casados, em Roma / CTV José Arregi,   diz que: “todo o feminismo é um machismo com saias” “Sim, o problema talvez tenha que ver com saias, mas com as saias do clero com sotaina.  Tem muito que ver com o clericalismo que sacraliza e enaltece os clérigos, que exalta a figura desencarnada de Maria Mãe e Virgem para assim humilhar a mulher de carne e osso, que impõe o celibato como estado mais perfeito e sagrado, que ‘sacrifica’ o sexo a troco de poder sagrado e hierárquico, que reprime e por isso exacerba a sexualidade.

Por que a Igreja oficial reluta a discutir a sexualidade e a lei do celibato

Leonardo Boff – 13/03/2019 – Foto: Carta Maior / Daqui: Por que a Igreja romano-católica não abole a lei do celibato? Porque seria contraditório à sua estrutura de base. Ela é, socialmente, (teologicamente demandaria outro tipo de reflexão) uma instituição total, autoritária, patriarcal, machista e fortemente hierarquizada. Uma Igreja que se estrutura ao redor do poder sagrado realiza o que C. G. Jung denunciava: “onde predomina o poder aí não há amor nem ternura”. É o que ocorre com o machismo e a rigidez, não em todos, mas em significativa parte dos padres e bispos que presidem as comunidades cristãs.

Francisco, seis anos depois: que há de bom, de mau e de misericordioso. Artigo de Thomas Reese

Thomas J. Reese – 14/03/20169 – Foto: América Latina en movimiento “Para Francisco, a Igreja não é um clube de campo para os bons e os belos. Pelo contrário, é uma ‘Igreja pobre para os pobres’, um ‘hospital de campanha’ para os feridos. É por isso que ele enfatiza a compaixão e a misericórdia.” O comentário é do jesuíta estadunidense Thomas J. Reese, ex-editor-chefe da revista America, dos jesuítas dos Estados Unidos, de 1998 a 2005, e autor de “O Vaticano por dentro” (Ed. Edusc, 1998), em artigo publicado por Religion News Service, 13-03-2019. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

‘Se eu publicasse as minhas gravações, o vaticano explodia’

Cardeais homossexuais praticantes, padres que pagam para ter sexo com rapazes e até um teólogo que adotou um prostituto e o tratou como a um filho. No Armário do Vaticano (ed. Sextante) descreve de forma perturbadora o que se passa no seio da Igreja e como o Papa está a tentar mudar o sistema.   José Cabrita Saraiva – 4 de março 2019 . Foto: No Armário do Vaticano (ed. Sextante) descreve de forma perturbadora o que se passa no seio da Igreja e como o Papa está a tentar mudar o sistema.  / Jornal SOL – Sapo Graças à sua rede de contactos na comunidade gay, Frédéric Martel teve acesso à vida íntima de padres, bispos e cardeais no Vaticano. O resultado da sua investigação de quatro anos é um livro explosivo sobre a predominância das tendências homossexuais entre os prelados e a guerra que o combate à hipocrisia promovido pelo Papa Francisco desencadeou na Santa Sé. O autor sabe que vai chocar: “E digo a católicos: ‘Talvez não gostem do meu livro. Talvez não o queiram ler. Talvez achem que eu sou um mentiroso. Mas [se tudo se mantiver como está] nos próximos 50 anos vão continuar a ouvir esta história, todos os anos terão bispos acusados de abusos sexuais. Vai ser muito doloroso para vocês’. A nosso ver, pequenas imperfeições na sua leitura bíblica, não lhe tiram o mérito da grande pesquisa.

A encruzilhada do catolicismo brasileiro

Jorge Alexandre Alves – 03 Março 2019 Estará nas mãos do episcopado brasileiro resgatar uma tradição profética recente  ou optar por cair em um triunfalismo fundamentalista, alimentado por doses cavalares de formalismo litúrgico   e distanciamento da vida concreta do povo, escreve Jorge Alexandre Alves,  sociólogo, professor do IFRJ, participante do Movimento Fé e Política, em artigo publicado por ISER-Assessoria, 28-02-2019.

«O celibato obrigatório não faz sentido», P.e Anselmo Borges em entrevista ao «Público»

  Natália Faria – Feb 21/02/2019 – Foto: Adriano Miranda Anselmo Borges, padre e professor de filosofia da Universidade de Coimbra, não espera grandes anúncios do encontro entre o Papa e os presidentes das conferências episcopais do mundo inteiro, mas diz acalentar a esperança de ver os candidatos a padres sujeitos a um escrutínio psicológico e formados fora dos seminários. A ordenação de mulheres e de homens casados e o fim do celibato obrigatório – defende ainda – são imprescindíveis.

Francisco e as diretrizes contra a pedofilia. 21 pontos de reflexão sugeridos aos bispos

Andrés Beltramo Álvarez – 22/02/2019 – Foto: Rcardo Perna ♦ Normas para regular a transferência de sacerdotes de uma diocese para outra ou a migração de aspirantes ao sacerdócio de seminário para outro seminário; ♦ disposições para facilitar a participação dos leigos em investigações e processos canônicos; ♦ uma avaliação “psicológica” dos candidatos ao sacerdócio e à vida consagrada. ♦ Indicações sobre protocolos específicos para as acusações contra bispos, ♦ a idade mínima para o matrimônio, os processos de cura nas dioceses e sobre as relações com os meios de comunicação. A reportagem é de Andrés Beltramo Álvarez, publicada por Vatican Insider, 21-02-2019. A tradução é de André Langer.