“Os vírus no Vaticano são outros … ” Francisco não teme o coronavírus
Maria Antonietta Calabrò, 28/02/20 Foto: Albertro Pizzoli via Getty mages Tradução: Orlando Almeida A resposta do Pontífice a quem o aconselham a se proteger da epidemia. Um forte resfriado força-o, pelo segundo dia consecutivo, a cancelar todos os compromissos oficiais
Costadoat: “A Amazônia não precisa de sacerdotes, mas de presbíteros testados pelas suas comunidades”
Face à proposta de Faus: que os padres romanos celibatários deixem Roma e vão para a América do Sul Jorge Costadoat – 02.17.2020 Foto: Padres na Amazônia/ Religión Digital Tradução: Orlando Almeida “Roma está cheia de casas de formação e de universidades que romanizam os sacerdotes e os convertem em ministros do sacrifício eucarístico para o perdão dos pecados” “Essa ideia pré-conciliar restritiva de sacerdote não desapareceu, revigorou-se e constitui a forja do clericalismo que o catolicismo atual lamenta em todos os lugares”
Francisco denuncia os ideólogos que “querem a pureza da Igreja” e acabam por “golpear o próprio Cristo”
Religión Digital – 09 Outubro 2019 – Foto: Reprodução – Youtube Francisco fez uma pausa nos árduos trabalhos do Sínodo da Amazônia para presidir a audiência pública de quarta-feira. Frente a dezena de milhares de pessoas (especialmente os barulhentos de língua espanhola), o Papa falou da figura de Saulo, depois Paulo. “Um homem que quer destruir a Igreja, e que depois será o instrumento de Deus para anunciar o Evangelho”. A reportagem é publicada por Religión Digital, 09-10-2019. A tradução é de Wagner Fernandes de Azevedo.
Sínodo para a Amazônia põe os ‘haters’ profissionais do Papa Francisco no limite
Michael Sean Winters – 05 Outubro 2019 Na Foto: Papa Francisco, prestando atenção, durante um encontro com o povo no Instituto Jorge Basadre em Puerto Maldonado, Peru, Jan. 19, 2018 / (CNS/Paul Haring) – “As acusações histéricas de heresia e erros do Instrumentum Laboris nos dizem mais sobre os acusadores do que do acusado. E os “haters” não são poucos nem são insignificantes. A sugestão que dei em artigo publicado no mês de agosto é, hoje, ainda mais necessária: Os bispos dos EUA deveriam cancelar a pauta da assembleia plenária de novembro próximo e empregar todo o seu tempo discutindo como lidar com os que têm difundido as sementes do cisma”, escreve Michael Sean Winters, em artigo publicado por National Catholic Reporter, 02-10-2019. A tradução é de Isaque Gomes Correa.
“Estamos assistindo a um colapso do sistema de poder católico”
Entrevista com Henri Tincq Jérôme Cordelier e Thomas Mahler – 04 Outubro 2019 Foto: Daqui Observador informado do mundo católico, Henri Tincq denuncia em um livro engajado o governo “clerical” e “sexista” da Igreja. A entrevista é de Jérôme Cordelier e Thomas Mahler, publicada por Le Point, 02-10-2019. A tradução é de André Langer.
Deveríamos chamar os padres de ”padres”?
Anne Inman – 19/08/2019 – Foto: Fatos Desconhecidos Talvez seja hora de levar a sério os perigos inerentes ao uso da forma de tratamento “padre”. A opinião é da teóloga inglesa Anne Inman, professora da Universidade de Notre Dame, em Londres. O artigo foi publicado em The Tablet, 16-08-2019. A tradução é de Moisés Sbardelotto.
EUA: um complô para fazer com que o papa renuncie
Franca Giansoldati – 20 Agosto 2019, 20/08/2019 O verão mais quente dos últimos séculos no Hemisfério Norte, devido ao aquecimento climático, foi mitigado pelo papa graças à temperatura constante do ar condicionado. Francisco permaneceu fechado em Santa Marta, onde seguiu em frente com o notável trabalho em suspenso, preparando-se para a iminente viagem africana, mas sem deixar de se atualizar sobre os focos de tensão que, aqui e acolá, visam a enfraquecer o seu pontificado e a colocá-lo em dificuldade, alimentando divisões e submetendo-o a estresses contínuos. A reportagem é de Franca Giansoldati, publicada em Il Messaggero, 20-08-2019. A tradução é de Moisés Sbardelotto.
Porquê um tão longo silêncio (III) – Romper o silêncio, quebrar os silêncios
… CONTINUAÇÃO (III) Ignace Berten, OP | 14 Ago 19 Na Foto: Multidão de católicos à espera do resultado do conclave, em 2005: Francisco pede “a participação ativa de todos os elementos do povo de Deus”, escreve Ignace Berten. Foto © Wikimedia Commons Tradução: Florbela Gomes Não há na Igreja contemporânea apenas o silêncio dos responsáveis sobre aos crimes sexuais praticados, há também o silêncio imposto aos teólogos e indiretamente aos fiéis sobre as questões doutrinais. Existe uma ligação clara entre o clericalismo e os ministérios e é urgente lançar sobre ambos um debate teológico verdadeiramente livre. (A publicação deste ensaio fica completa com esta terceira parte, depois da primeira sobre a estratégia do silêncio e a segunda acerca do clericalismo e abuso de poder.)
Porquê um tão longo silêncio (II) – Clericalismo, abuso do poder e ausência de debate
… CONTINUAÇÃO Ignace Berten, OP| 13 Ago 19 | Foto: Os casos de abuso sexual na Igreja Católica. Ilustração © Christian Seebauer/Wikimedia Commons Tradução: Florbela Gomes Na segunda parte do seu texto (cujo primeiro capítulo se pode ler aqui), Ignace Berten analisa as causas do manto de silêncio com que a hierarquia da Igreja Católica tentou esconder as práticas de abusos sexuais. A Igreja, por meio dos seus atores institucionais, faz questão de manter a sua imagem de guardiã da ordem moral da sociedade e da influência que deseja ter nesse campo. O autor, padre dominicano belga e teólogo, aponta o clericalismo católico como um dos elementos mais decisivos da atual conjuntura eclesial e traça um percurso para enfrentar a crise.
Porquê um tão longo silêncio (I) – Alguns sabiam, mas não quiseram saber
Ignace Berten, OP | 12 Ago 19 Foto ©:“Padres pedófilos? Isso é um problema americano…” Sob a capa: Ficheiros (dossiês – NdR) dos casos da Polónia, da Áustria, da França, da Irlanda… Ilustração: Direitos Reservados; (ilustração na capa: grafite em Lisboa, representando um padre atrás de crianças / Milliped/Wikimedia Commons) No auge da crise desencadeada pelas revelações quanto à amplitude da pedofilia na Igreja Católica, com a divulgação dos relatórios sobre a Pensilvânia e o Chile, Ignace Berten (dominicano, mestre em teologia e figura de relevo internacional – ver perfil no final do texto), publicou uma reflexão que, um ano depois, mantém grande atualidade. O 7MARGENS publica o texto em três capítulos. Neste primeiro, o autor procura elucidar as causas do silêncio sobre aquelas práticas eclesiais criminais.