O papa não é um alvo a ser acertado. Artigo de Michele Giulio Masciarelli

  Michele Giulio Masciarelli – 06 Fevereiro 2020  Se a redescoberta da “colegialidade episcopal” foi a grande novidade do Vaticano II, a redescoberta da “sinodalidade”, como forma e estilo da Igreja, foi a feliz surpresa deste segundo pós-Concílio, vivido com o pontificado do Papa Francisco que, enfatizando um dos temas centrais do Vaticano II (o “povo de Deus”), promoveu, de fato, o retorno ao Concílio, depois de se ter sofrido muito com a tentativa prolongada de obscurecê-lo. A opinião é do teólogo italiano Michele Giulio Masciarelli, sacerdote da Arquidiocese de Chieti-Vasto, professor da Pontifícia Faculdade Marianum, em Roma, e do Istituto Teologico Abruzzese-Molisano, em Chieti, na Itália, em artigo publicado por Settimana News, 04-02-2020. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

110 bispos juntam-se em Sintra convocados por críticos do Papa

António Marujo | 28 Jan 2020 Foto: Vista da Penha Longa, local escolhido pelo Acton Institute desde há quatro anos para o encontro de bispos / © lele3100/Wikimedia Commons Discreto, confidencial, reservado, familiar, informal. Com palavras como estas, vários intervenientes relativizaram, ao 7MARGENS, a importância do encontro que decorreu no hotel Penha Longa (Sintra), entre 22 e 25 de Janeiro, e que reuniu 110 bispos católicos de 42 países.

Francisco denuncia os ideólogos que “querem a pureza da Igreja” e acabam por “golpear o próprio Cristo”

Religión Digital – 09 Outubro 2019 – Foto: Reprodução – Youtube   Francisco fez uma pausa nos árduos trabalhos do Sínodo da Amazônia para presidir a audiência pública de quarta-feira. Frente a dezena de milhares de pessoas (especialmente os barulhentos de língua espanhola), o Papa falou da figura de Saulo, depois Paulo. “Um homem que quer destruir a Igreja, e que depois será o instrumento de Deus para anunciar o Evangelho”. A reportagem é publicada por Religión Digital, 09-10-2019. A tradução é de Wagner Fernandes de Azevedo.

O próximo alvo Ultraconservadores miram a sucessão do papa Francisco para reforçar o avanço de políticos de direita.

Jamil Chade, 22/09/2019 – Foto: BBC Edição: Marcos Sergio Silva e Wellington Ramalhoso Jamil Chade – do UOL, em Genebra (Suíça) Tiziana Fabi/AFP – Yara Nardi/Reuters Ele denuncia a destruição da floresta, o capital sem ética, diz que sua instituição está aberta a todos e que os imigrantes precisam ser recebidos. Ataca populistas e nacionalistas, se abraça a líderes indígenas rejeitados por governos e pede que os marginalizados sejam colocados no centro de todas as políticas sociais.

Cardeal Müller: documento vaticano sobre a Amazônia contém heresia e estupidez. “Não tem nada a ver com o cristianismo”

Artigo polêmico para debate* Debra Heine – 15 Julho 2019 – Foto: Indígenas  Yawanawa de mutum – acre/  Ricardo Stuckert O cardeal Gerhard Müller juntou-se ao seu colega alemão, o cardeal Walter Brandmüller, para condenar o tão debatido texto de trabalho do Vaticano para o próximo Sínodo da Amazônia, nos termos mais fortes possíveis, chamando-o de uma obra não apenas de heresia, mas também de estupidez. A reportagem é de Debra Heine, publicada por PJMedia.com, 11-07-2019. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Apologia do Papa Elétrico

… este texto foi elaborado por três pessoas não-crentes, mas com um sentido e lucidez verdadeiramente surpreendentes e questionadores.   Gorka Larrabeiti, Santiago Alba Rico e Carlos Fernández Liria ÊXODO 148 – Maio 2019 – Foto: O Popular O presente “Punto de mira1” neste número de Éxodo  pode causar surpresa aos nossos leitores. Antes de tudo, pelo seu título, mas sobretudo pelo seu conteúdo. Difere, sem dúvida, do que normalmente visa oferecer um ‘punto de mira’: apresentar o estado da questão, da temática que se pretende abordar em cada edição. Portanto, requer duas palavras que o “situem” no contexto deste número. À primeira vista, este ‘punto de mira’ parece ser mais um artigo na seção “A fondo”.

A Igreja sob pressão: reforma ou contrarreforma? Artigo de Massimo Faggioli

Massimo Faggioli – 27 Março 2019 – Foto – Daqui  Ao longo da história, não houve nenhuma mudança na Igreja sem pelo menos alguma pressão externa. A pressão de grupos católicos e de forças externas, que não confiam na capacidade da Igreja de policiar a si mesma, é uma espada de dois gumes – a favor ou contra a genuína reforma eclesial. A opinião é do historiador italiano Massimo Faggioli, professor da Villanova University, nos Estados Unidos, em artigo publicado em La Croix International, 26-03-2019. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Cardeal Marx defende reforma católica profunda e provoca onda de reacções

Temas como o poder, o celibato, a moral sexual e a participação de mulheres e leigos têm de ser discutidos, defendeu o arcebispo de Munique.   António Marujo | 24 Mar 19 | O cardeal Reinhard Marx, arcebispo de Munique. Foto © Klaus D. Wolf/Erzbischöfliches Ordinariat München Mas há quem note que a reforma pretendida ainda não avançou e que as declarações  colocam o cardeal Marx “a fazer figura de palrador”. As recentes declarações do cardeal alemão Reinhard Marx, defendendo uma reforma profunda da Igreja que passe pela discussão de temas como os abusos clericais e sexuais, o papel das mulheres na Igreja, a moral sexual católica e o celibato, provocaram reacções genericamente positivas mas também algumas reservas, ao longo desta última semana.

SEIS ANOS DEPOIS: DESAFIOS PARA FRANCISCO

  Anselmo Borges, 17/03/2019 Foto: Francisco visita famílias de Padres casados, em Roma / CTV José Arregi,   diz que: “todo o feminismo é um machismo com saias” “Sim, o problema talvez tenha que ver com saias, mas com as saias do clero com sotaina.  Tem muito que ver com o clericalismo que sacraliza e enaltece os clérigos, que exalta a figura desencarnada de Maria Mãe e Virgem para assim humilhar a mulher de carne e osso, que impõe o celibato como estado mais perfeito e sagrado, que ‘sacrifica’ o sexo a troco de poder sagrado e hierárquico, que reprime e por isso exacerba a sexualidade.

A encruzilhada do catolicismo brasileiro

Jorge Alexandre Alves – 03 Março 2019 Estará nas mãos do episcopado brasileiro resgatar uma tradição profética recente  ou optar por cair em um triunfalismo fundamentalista, alimentado por doses cavalares de formalismo litúrgico   e distanciamento da vida concreta do povo, escreve Jorge Alexandre Alves,  sociólogo, professor do IFRJ, participante do Movimento Fé e Política, em artigo publicado por ISER-Assessoria, 28-02-2019.