Demissão das mulheres de “Donne Chiesa Mondo” provoca perplexidades e ameaça ideia de reforma

A demissão de Lucetta Scaraffia e da equipa editorial da revista Donne Chiesa Mondo (“Mulheres Igreja Mundo”) provoca várias perplexidades e pode não estar ainda completamente clarificada em todos os seus contornos.   António Marujo | 29 Mar 19 – Ilustração de abertura © Sara Naves / Pixabay :  Em várias religiões, as mulheres estão impedidas de aceder ao ofício de ministros de culto, em outras não podem rezar ou mesmo entrar em locais de devoção ao lado dos homens. (Foto © Pixabay Um espelho das lutas pelo poder no Vaticano? Mais um sinal de que a oposição interna ao Papa Francisco não o larga? Manifestações de idiossincrasias pessoais e incompatíveis? Um empurrão a alguém que os seus detractores dizem não ser pró-Francisco? Um sinal de que o Papa está a perder a batalha da reforma? Tudo isso e ainda outros factores escondidos?

Cardeal Marx defende reforma católica profunda e provoca onda de reacções

Temas como o poder, o celibato, a moral sexual e a participação de mulheres e leigos têm de ser discutidos, defendeu o arcebispo de Munique.   António Marujo | 24 Mar 19 | O cardeal Reinhard Marx, arcebispo de Munique. Foto © Klaus D. Wolf/Erzbischöfliches Ordinariat München Mas há quem note que a reforma pretendida ainda não avançou e que as declarações  colocam o cardeal Marx “a fazer figura de palrador”. As recentes declarações do cardeal alemão Reinhard Marx, defendendo uma reforma profunda da Igreja que passe pela discussão de temas como os abusos clericais e sexuais, o papel das mulheres na Igreja, a moral sexual católica e o celibato, provocaram reacções genericamente positivas mas também algumas reservas, ao longo desta última semana.

SEIS ANOS DEPOIS: DESAFIOS PARA FRANCISCO

  Anselmo Borges, 17/03/2019 Foto: Francisco visita famílias de Padres casados, em Roma / CTV José Arregi,   diz que: “todo o feminismo é um machismo com saias” “Sim, o problema talvez tenha que ver com saias, mas com as saias do clero com sotaina.  Tem muito que ver com o clericalismo que sacraliza e enaltece os clérigos, que exalta a figura desencarnada de Maria Mãe e Virgem para assim humilhar a mulher de carne e osso, que impõe o celibato como estado mais perfeito e sagrado, que ‘sacrifica’ o sexo a troco de poder sagrado e hierárquico, que reprime e por isso exacerba a sexualidade.

O Sínodo da Juventude: uma síntese dos tempos de crises

Wagner Fernandes de Azevedo | 08/11/2018 Foto: comshalom.org Quando o Sínodo dos Jovens foi convocado em 2016 pelo Papa Francisco, a expectativa da contínua sinodalidade do seu pontificado, e legada do Vaticano II, era por uma assembleia transformadora. O Sínodo da Família, em 2014 e 2015, resultou na exortação Amoris Laetitia. Pouco digerida e aceita nos setores conservadores, acentuou uma oposição pública a Francisco.

  HIERARQUIAS CIUMENTAS?

Frei Bento Domingues, O.P., 07/10/2018 – Imagem: Meio & Mensagem No mundo sacral, a religião, com os luxuosos cerimoniais em que vive a classe sacerdotal, serve para dar cobertura à exploração dos trabalhadores e à humilhação dos pobres. Essa religião é vomitada por Deus. Sem a prática da justiça e o cuidado dos pobres, a religião é uma abominação.

Para uma Igreja a duas vozes

Anne-Maria Pelletier – 03/10/2018 – Foto: elespectador.com Estamos a assistir a um enorme terramoto, que faz prever réplicas do que já aconteceu num país como a Irlanda. Desta vez em grande escala, a credibilidade da Igreja corre o risco de colapsar, tornando ao mesmo tempo invisível o sinal do Evangelho levado por incontáveis cristãos comprometidos em todo o mundo em obras fundamentais de compaixão, mediação, humanização.

Caelibatus delendus est! É preciso abolir o celibato sacerdotal obrigatório

  Além de causar muito sofrimento, “o que dá coesão ao clericalismo é o celibato”   Victorino Pérez Prieto (na foto) , 14 de setembro de 2018 Tradução: Orlando Almeida Está na hora de acabar com a lei do celibato obrigatório. Penso sinceramente que este é o kairós, o momento adequado para eliminar a nefasta união que se estabeleceu na Igreja Romana do Ocidente entre presbiterado e celibato. Estou convencido, como mais alguns colegas que já estão se manifestando timidamente neste momento, de que o que dá coesão ao clericalismo é o celibato.

‘Igreja – Carisma e Poder’ de Leonardo Boff oferece roteiro para sair do clericalismo

O Espírito sabe o que faz. Como talvez nunca antes, é hora de agirmos e confiarmos nele.     Christine Schenk – 17 Setembro 2018 – Foto: IHU   Sugestões são abundantes, incluindo: o estabelecimento de um novo National Review Board (“Conselho Nacional de Revisão”, em tradução livre) na esperança de responsabilizar os bispos; monitorar os conselhos de revisão dos leigos diocesanos; patrocinar os protestos nas catedrais; e até mesmo nomear mulheres como cardeais. Isto pode ser útil a curto prazo.

Pe. Hans Zollner afirma que crise de abusos é um chamado para nova visão de sacerdócio

Cindy Wooden – 1 Agosto 2018  Um padre jesuíta que tem estado na linha de frente na defesa dos sobreviventes de abusos sexuais clericais e no desenvolvimento de programas detalhados para prevenir abusos, disse que a crise que se dá novamente nos Estados Unidos é uma convocação à uma nova maneira de imaginar a Igreja e assumir a responsabilidade por isto. A reportagem é de Cindy Wooden, publicada por Catholic News Service, 09-08-2018. A tradução é de Victor D. Thiesen.

A lição de Osorno: leigos resolvem falar e agir

“A IGREJA CHILENA NÃO É CAPAZ DE REVERTER SITUAÇÕES NEGATIVAS”   José Agustín Cabré, 8 de junho de 2018 Foto: Os leigos de Osorno RD  Tradução: Orlando Almeida Os Leigos de Osorno “deram uma lição que deve ser imitada por outras comunidades” “… é legítimo perguntar-se: onde está a Conferência Episcopal? Existe de fato o Comitê Permanente dos bispos? Serve para alguma coisa a Nunciatura que se viu ultrapassada e vê pela janela que outros tiveram de assumir as responsabilidades que lhes correspondiam?”