Por que a Igreja oficial reluta a discutir a sexualidade e a lei do celibato
Leonardo Boff – 13/03/2019 – Foto: Carta Maior / Daqui: Por que a Igreja romano-católica não abole a lei do celibato? Porque seria contraditório à sua estrutura de base. Ela é, socialmente, (teologicamente demandaria outro tipo de reflexão) uma instituição total, autoritária, patriarcal, machista e fortemente hierarquizada. Uma Igreja que se estrutura ao redor do poder sagrado realiza o que C. G. Jung denunciava: “onde predomina o poder aí não há amor nem ternura”. É o que ocorre com o machismo e a rigidez, não em todos, mas em significativa parte dos padres e bispos que presidem as comunidades cristãs.
O Cardeal Stella explica as linhas mestras aplicadas nos casos dos padres de rito latino que têm filhos. O critério a seguir é o bem das crianças
Andrea Tornielli, 27/02/2019. Foto: Card. Beniamino Stella/ Vatican News Tradução: Orlando Almeida O dos “filhos dos padres” é um tema que se manteve por muito tempo tabu, com a consequência de que frequentemente, sobretudo no passado, estas crianças cresciam sem ter um pai conhecido e reconhecido. Trata-se, no entanto, de um problema distinto do que foi enfrentado na semana passada no Vaticano, centrado sobre os abusos cometidos contra menores.
«O celibato obrigatório não faz sentido», P.e Anselmo Borges em entrevista ao «Público»
Natália Faria – Feb 21/02/2019 – Foto: Adriano Miranda Anselmo Borges, padre e professor de filosofia da Universidade de Coimbra, não espera grandes anúncios do encontro entre o Papa e os presidentes das conferências episcopais do mundo inteiro, mas diz acalentar a esperança de ver os candidatos a padres sujeitos a um escrutínio psicológico e formados fora dos seminários. A ordenação de mulheres e de homens casados e o fim do celibato obrigatório – defende ainda – são imprescindíveis.
Quando e por que a Igreja Católica passou a impor o celibato aos padres
Edison Veiga – De Milão para a BBC News Brasil, 15/09/2018 Foto: Hoje em dia o celibato é necessário para quem quer se tornar sacerdote na Igreja Católica /Direito de imagem: PASCOM/SÃO ROQUE Image caption Não há nada que indique que a Igreja Católica vá rever a norma a curto prazo, mas o próprio papa Francisco já afirmou: o celibato clerical, ou seja, o voto que obriga os padres a permanecerem castos, não é um dogma de fé – e, sim, um regulamento da Igreja. Dogmas são coisas que a Igreja considera “verdades absolutas”: pontos fundamentais e indiscutíveis de sua fé, que portanto não podem ser modificados. São dogmas, por exemplo, a ressurreição de Cristo e a Santíssima Trindade.
Manifesto do Cardeal Müller ataca a doutrina de Francisco
Paolo Rodari – 09 Fevereiro 2019 “O Cardeal Gerhard Müller, ex-chefe da Doutrina da fé, publicou um Manifesto que parece uma correção dos muitos dos erros doutrinais que Francisco ensinou durante seu pontificado. A intenção do Cardeal era publicar o manifesto em 10 de fevereiro. A data é a véspera do aniversário do anúncio “da renúncia de Bento XVI ao pontificado e, também, “a véspera da ordenação do cardeal para o sacerdócio”. No entanto, “um web site polonês quebrou o embargo e o documento foi divulgado hoje”. A reportagem é de Paolo Rodari, publiicada por La Repubblica, 09-02-2019. A tradução é de Luisa Rabolini.
A Igreja e o sexo
Anselmo Borges – 12 Janeiro 2019 Duas jovens interrogaram o Papa Francisco sobre a sexualidade, perguntando concretamente se o facto de pertencerem à primeira geração que ousa falar abertamente destes temas não explica as incompreensões e o silêncio embaraçado dos mais velhos. Francisco respondeu: “A sexualidade, o sexo, é um presente de Deus. Não é de modo nenhum um tabu. É um dom de Deus, um presente que o Senhor nos dá. Tem dois objetivos: amar-se e gerar vida. É uma paixão, e um amor apaixonado. O verdadeiro amor é apaixonado. “
Experiência Erótica na Vida Cristã
Ademir Guedes Azevedo 13 de dezembro de 2018 Foto: Estátua de Eros, Picadilly Circus, London. / Fotolia.com “Só a experiência erótica nos poderá salvar do apocalipse da indiferença e do individualismo que contaminou a vida cristã“, escreve Ademir Guedes Azevedo, padre, missionário passionista e mestrando em teologia fundamental na Pontifícia Universidade Gregoriana.
Padres casados alemães pedem aos seus bispos que busquem a abolição do celibato obrigatório
“O TEMPO URGE, SERIA UM PRIMEIRO PASSO DE UMA MUDANÇA RUMO A UMA IGREJA VERDADEIRAMENTE INCULTURADA” Associação Alemã de Padres Casados – VKPF – 22/11/2018 Foto: O celibato em debate / Periodista Digital Tradução: Orlando Almeida “Sexo e prazer não se opõem ao serviço sacerdotal, pelo contrário, fazem parte de uma espiritualidade plena” Nós aprendemos… que uma vida sexual ativa para todos é uma necessidade existencial
É possível um cisma na Igreja Católica americana? Artigo de Thomas Reese
Thomas J. Reese – 14 Novembro 2018 Foto: IHU – Pxhere “A questão na reunião dos bispos dos Estados Unidos em Baltimore não é o cisma, mas sim a credibilidade. Se os bispos não forem capazes de lidar de maneira credível com o abuso sexual durante a sua reunião em Baltimore, os fiéis não vão se dividir; eles simplesmente vão embora.” O comentário é do jesuíta estadunidense Thomas J. Reese, ex-editor-chefe da revista America, dos jesuítas dos Estados Unidos, de 1998 a 2005, e autor de O Vaticano por dentro(Ed. Edusc, 1998), em artigo publicado por Religion News Service, 13-11-2018. A tradução é de Moisés Sbardelotto.
O Sínodo da Juventude: uma síntese dos tempos de crises
Wagner Fernandes de Azevedo | 08/11/2018 Foto: comshalom.org Quando o Sínodo dos Jovens foi convocado em 2016 pelo Papa Francisco, a expectativa da contínua sinodalidade do seu pontificado, e legada do Vaticano II, era por uma assembleia transformadora. O Sínodo da Família, em 2014 e 2015, resultou na exortação Amoris Laetitia. Pouco digerida e aceita nos setores conservadores, acentuou uma oposição pública a Francisco.