Clero e abuso: culpas e remédios da teologia moral. Artigo de Roberto Massaro

Roberto Massaro – 16 Fevereiro 2019 – Foto: Igreja / Pixabay  “Se a missão da teologia moral é contribuir para que o humano possa alcançar a plena floração e seja capaz de produzir e difundir amor, então o seu ensinamento não pode deixar de indicar percursos de crescimento que levem os futuros ministros a uma relação harmoniosa com a própria sexualidade.” A opinião é do teólogo e sacerdote italiano Roberto Massaro, professor da Teologia Moral Sexual na Facoltà Teologica Pugliese, na Itália. O artigo foi publicado em Settimana News, 08-02-2019. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Quando e por que a Igreja Católica passou a impor o celibato aos padres

Edison Veiga  – De Milão para a BBC News Brasil, 15/09/2018 Foto: Hoje em dia o celibato é necessário para quem quer se tornar sacerdote na Igreja Católica /Direito de imagem: PASCOM/SÃO ROQUE Image caption Não há nada que indique que a Igreja Católica vá rever a norma a curto prazo, mas o próprio papa Francisco já afirmou: o celibato clerical, ou seja, o voto que obriga os padres a permanecerem castos, não é um dogma de fé – e, sim, um regulamento da Igreja. Dogmas são coisas que a Igreja considera “verdades absolutas”: pontos fundamentais e indiscutíveis de sua fé, que portanto não podem ser modificados. São dogmas, por exemplo, a ressurreição de Cristo e a Santíssima Trindade.

Padre acusado de abusos tenta barrar filme sobre pedofilia em Berlim

  AFP – 08/02/2019 Um padre francês acusado de abusos contra mais de 80 jovens tenta adiar a estreia de um filme, apresentado nesta sexta-feira (8) no Festival de Berlim sobre um escândalo de pedofilia na Igreja Católica francesa, que também envolve um cardeal. O diretor François Ozon rodou no ano passado o filme “Grâce à Dieu” (Graças a Deus), que relata a criação da associação de vítimas “La Parole Liberée” (A Palavra libertada),  fundada em Lyon (centro-leste da França) em 2015 por ex-escoteiros que sofreram abusos de um padre pedófilo, Bernard Preynat.

Arcebispo da Paraíba esclarece divulgação de supostas irregularidades na diocese

CNBB – 28 Janeiro 2019 Foto: Vatican News  Em Nota à Imprensa o arcebispo da Paraíba, dom Delson Pedreira da Cruz, esclarece fatos envolvendo o clero e o ex arcebispo, dom Aldo Pagotto, divulgados de modo sensacionalista pela Rede Globo de Televisão, no programa Fantástico, do domingo passado. A nota é publicada por CNBB, 26-01-2019.

Abusos sexuais, cinco perguntas sobre a reunião de cúpula organizada no Vaticano

    Nicolas Senèze, em Roma, em 14/01/2019 Tradução: Orlando Almeida Foto: O papa Francisco em audiência privada com quatro representantes da Conferência Episcopal Americana, em 13/09/2018 / VaticanMedia-Foto / CPP / CIRIC Todos os presidentes das conferências episcopais do mundo são convocados a Roma, de 21 a 24 de fevereiro, para refletir junto com o papa e os responsáveis da Cúria, sobre a prevenção dos abusos sobre os menores e os adultos vulneráveis.

A crise vaticana em quatro atos

Daniel Verdú – 14/01/2019 – Foto: IHU-Pixabay A situação no Vaticano é delicada, destaca a maioria das fontes consultadas. “Há muitas frentes abertas”, aponta um membro da cúria que despachou com o Papa nos últimos meses. Ninguém lembra uma oposição tão forte a um Pontífice por parte da ala conservadora. Em alguns ambientes da cúria, muitas vezes distante a este Papa, pensam já além e fazem suas apostas. A reportagem é de Daniel Verdú, publicada por El País, 13-01-2019. A tradução é de Graziela Wolfart.

A Igreja e o sexo

Anselmo Borges – 12 Janeiro 2019 Duas jovens interrogaram o Papa Francisco sobre a sexualidade, perguntando concretamente se o facto de pertencerem à primeira geração que ousa falar abertamente destes temas não explica as incompreensões e o silêncio embaraçado dos mais velhos. Francisco respondeu: “A sexualidade, o sexo, é um presente de Deus. Não é de modo nenhum um tabu. É um dom de Deus, um presente que o Senhor nos dá. Tem dois objetivos: amar-se e gerar vida. É uma paixão, e um amor apaixonado. O verdadeiro amor é apaixonado. “

Cardeal Marx pede uma revisão do celibato obrigatório: ‘A verdade não é eterna’

Cameron Doody – 07 Janeiro 2019  Foto: Cardeal Marx / IHU – vaticannews São importantes na Igreja o desenvolvimento de programas anti-pederastia “e sua melhora, prevenção e revisões independentes, mas é preciso algo mais”. Algo como a reavaliação do celibato sacerdotal obrigatório. Esta é a opinião do cardeal Reinhard Marx, que, à luz do “fracasso” que revelou o escândalo de abusos em várias partes do mundo, voltou a defender que a Igreja “evolua” na disciplina sexual que requer do clero.

O Vaticano ocultou a pedofilia do fundador dos Legionários de Cristo durante  63 anos

O prefeito da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada reconhece que a sede pontifícia tinha, desde 1943, documentos sobre a conduta de Marcial Maciel   JUAN G. BEDOYA – Madrid,  2 jan 2019  Tradução: Orlando Almeida Foto: João Paulo II e Marcial Maciel no Vaticano em 30.11.04 – Tony Gentile/ Reuters “A longa amizade e a intransponível proteção dada por João Paulo II ao pedófilo, drogado, corrupto e corruptor Pe. Marcial Degollado Maciel, impedindo o cardeal Ratzinger de o processar, é um assunto mal resolvido no Vaticano. Além de gerar muitas dúvidas sobre a política das canonizações. Inclusive sobre a apressada canonização desse papa, a toque de caixa, efetivada, ao que tudo indica,  pela grande pressão das poderosas Opus Dei, Legionários de Cristo, Foccolarini e Caminho Neocatecumenal. Quem não lembra dos cartazes “Santo Subito” (Santo Já!), “espontâneos” espalhados pela praça de S. Pedro no dia do funeral de JP II? Por que João Paulo II, perante tantas e tão graves acusações, não fez nada e não deixou fazer nada contra esse padre criminoso?” 

Os líderes dos bispos contra os escândalos: a verdade a partir do vértice

Alberto Melloni Foto: Vatican-News Tradução Tradução: Orlando Almeida,  Goiânia – GO A crise que tem atormentado a igreja não é uma crise do clero, mas o resultado do comportamento de bispos primeiro impotentes e depois iludidos, achando que bastaria repetir frases como “tolerância zero” e “vergonha” para curar uma ferida que não se podia remediar concentrando os processos em Roma, mas sim libertando-se  do demônio do clericalismo e da heresia de uma “honra” ‘igrejista’, que não existe no cristianismo. O risco de que essa assembleia se concentre em dispositivos legais é grande.