“As igrejas ocidentais não devem apoderar-se do sínodo amazônico”. Entrevista com Andrea Grillo

Rocco Gumina – 03 Março 2020. Foto:  Sínodo dos Bispos / Flickr A exortação apostólica pós-sinodal Querida Amazônia, de Francisco, concluiu os trabalhos do sínodo e simultaneamente deu início ao envolvimento das igrejas locais à luz dos pronunciamentos sinodais. Discutimos com Andrea Grillo os principais temas deQuerida Amazônia. Professor de teologia dos sacramentos e Filosofia da Religião no Pontifício Ateneu S. Anselmo de Roma e Liturgia na Abadia de Santa Giustina de Pádua, Grillo ensinou como professor convidado na Faculdade Teológica de Lugano e na Pontifícia Universidade Gregoriana. A entrevista é de Rocco Gumina,  A tradução é de Luisa Rabolini. “As Igrejas ocidentais não devem cometer o erro de “apoderar-se de um sínodo” que não tinha no centro “o seu” destino, mas o da Amazônia. afirma o teólogo italiano.

“Não há o que temer com a abertura dos arquivos de Pio XII”. Entrevista com Andrea Riccardi

Domenico Agasso Jr – 06 Março 2019Todos os posts Imagem: Hitler e Pio XII / Portal Terra de Santa Cruz  Há muitos medos pelo que os documentos de Pio XII poderiam revelar. Com a abertura do arquivo sobre o Pontificado, é possível compreender melhor suas decisões, inclusive as mais polêmicas. Andrea Riccardi, historiador do cristianismo e fundador da Comunidade de Santo Egídio, um dos maiores especialistas sobre a vida do Papa Pacelli, não tem dúvida sobre isso. A entrevista é de Luca Attanasio, publicada por Vatican Insider, 05-03-2019. A tradução é de André Langer.

A “Igreja em saída” de Bergoglio: adesões e resistências do clero

João Vitor Santos – 18/05/2018 Para Oscar Beozzo, a grande novidade do pontificado é a proposta pastoral, mas que nem sempre é bem aceita e compreendida O professor Oscar Beozzo elenca vários avanços de Francisco nesses cinco anos de pontificado. Entretanto, aponta como central a perspectiva da “Igreja em saída”. Ele destaca que o Papa “quer uma Igreja em saída, que aceite sujar pés e mãos para socorrer os necessitados e que seja um hospital de campanha para os feridos nas vicissitudes da vida”.

Sinodalidade é a grande novidade e também o desafio de Francisco. Entrevista especial com Peter Hünermann

Por: João Vitor Santos | Tradução: Luís Marcos Sander | 26 Maio 2018 – Foto: IHU  Desde que assumiu o trono de Pedro, Jorge Mario Bergoglio vem trabalhando para dessacralizar e retirar o tom absolutista da figura do pontífice. “A monarquia moderna, ‘pura’, isto é, absoluta, leva ao caos”, diz o teólogo Peter Hünermann, ao afirmar que Francisco tem clareza disso. Por isso, na sua opinião, o atual Papa vem trabalhando para demonstrar que o líder da Igreja não precisa estar envolto numa áurea mítica. É verdade que o Papa adota vestes e acessórios mais modestos, evita desperdícios, mas, para Hünermann, a grande marca, a novidade em Bergoglio, é a sinodalidade. Conceito que, aliás, traz do Concílio Vaticano II e que insiste em trabalhar com o episcopado.

Um fiel entre os infiéis. Entrevista com Christoph Schönborn

Julius Müller-Meiningen – 25/01/2017  Ele explicou ao mundo as palavras do papa. É conservador e progressista. É poderoso e humilde. Quanta estrada o arcebispo de Viena, cardeal Christoph Schönborn, ainda fará na Igreja universal? Uma conversa sobre pecado, consciência e dúvidas. A reportagem é de Julius Müller-Meiningen, publicada pelo jornal Die Zeit, 21-01-2018. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

AS TRAPALHADAS COM AS MULHERES NA IGREJA (I)

Frei Bento Domingues, O.P. O cardeal norte-americano, Joseph William Tobin, arcebispo de Newark, nasceu em 1952. É o mais velho de 13 irmãos, entre os quais, 8 são mulheres. Numa entrevista, revela a sensação generalizada de frustração e retrocesso produzida pela continuada proibição das mulheres receberem as ordens sagradas na Igreja Católica. Vive num país e numa cultura em que todas as áreas da vida se vão abrindo às mulheres, menos na Igreja. Este género de obstáculos acaba por as afastar. Está, no entanto, optimista.

“Temer fez a Black Friday da pena de colarinho branco. É uma aberração”

Roberto Livianu, promotor de Justiça Presidente do Instituto Não Aceito Corrupção, Roberto Livianu, diz que decreto que beneficia corruptos deve ser revisto Afonso Benites-Brasília-27/12/17  Foto: O presidente Michel Temer no dia 20, em Brasília. Ariano Machado Promotor de Justiça em São Paulo e presidente do Instituto Não Aceito Corrupção, Roberto Livianu diz que o decreto de indulto natalino assinado por Michel Temer é uma aberração.

A grande exclusão dos padres casados

“TRATADOS COMO ‘TRAIDORES’”  José Manuel Vidal, 17/12/17 Imagem: Celibato – José Luis Cortés O itinerário espiritual e as milhares de histórias dessas pessoas são de uma riqueza incalculável para a história do Povo de Deus. “Nenhuma empresa no mundo desperdiça tantos recursos humanos”