Conjuntura da Semana. A desigualdade social brasileira no contexto mundial contemporâneo

A análise da Conjuntura da Semana é uma (re)leitura das Notícias do Dia publicadas diariamente no sítio do IHU. A análise é elaborada, em fina sintonia com o Instituto Humanitas Unisinos – IHU, pelos colegas do Centro Jesuíta de Cidadania e Ação Social/Centro de Pesquisa e Apoio aos Trabalhadores – CJCIAS/CEPAT e por Cesar Sanson, professor naUniversidade Federal do Rio Grande do Norte – UFRN.

Marx, hoje

“É ridículo pretender que Marx não existiu, ou que não tem importância. Ele foi um dos contrapontos com que dialogaram (às vezes até inconscientemente) os construtores da teoria econômica a partir do final do século XIX”, afirma Antonio Delfim Netto, ex-ministro da Fazenda (Governos Costa e Silva e Médici), economista e ex-deputado federal, em artigo publicado pela Folha de S. Paulo, 09-07-2014.

David Harvey, Piketty e a contradição central do capitalismo

Na opinião de Michael Roberts, é a “lei de Marx da rentabilidade [que] explica a contradição central do capitalismo, não o erre (“r”) de Piketty, nem “a falta de meios de consumo” de Harvey. O artigo é publicado por Rebelión, 03-06-2014. A tradução é do Cepat.

Um tabu que sangra o Brasil

A isenção sobre as remessas, aprovada no governo FHC, tornou-se um desestímulo à reaplicação dos lucros em uma economia carente de investimentos. Por Saul Leblon, no site Carta Maior: O Brasil perde cada vez mais dólares com as remessas de lucros e dividendos das empresas estrangeiras instaladas no país. Em abril foram remetidos US$ 3,2 bi; US$ 9 bilhões no primeiro quadrimestre de 2014. No ano passado, lucros, dividendos e royalties remetidos às matrizes totalizaram quase US$ 40 bilhões. Equivale à soma dos gastos na construção das usinas de Jirau, Belo Monte, Santo Antônio e a refinaria Abreu e Lima.

A Revolução cidadã tem quem a defenda?

Será que Rafael Correa ainda pode resgatar a oportunidade de realizar a revolução cidadã que se propôs? Penso que sim, mas a margem de manobra é cada vez menor. Boaventura de Sousa Santos Os intelectuais da América Latina, entre os quais me considero por adoção, têm cometido dois tipos de erros nas suas análises dos processos políticos dos últimos cem anos, sobretudo quando eles contêm elementos novos sejam eles, ideais de desenvolvimento, alianças para construir o bloco hegemónico, instituições, formas de luta, estilos de fazer política.

Livro faz sucesso, mas nem todos aplaudem

Segunda, 19 de maio de 2014 “Capital no Século XXI“ ocupou o centro do debate econômico nos Estados Unidos nos últimos meses. Além da proeza de alcançar o topo da lista dos mais vendidos da Amazon, o livro de Thomas Piketty tem sido objeto de uma onda de análises em jornais, revistas e blogs americanos, num momento em que a preocupação com a desigualdade ganhou espaço no debate público no país.