Na democracia há regras, independente do resultado das eleições

Jonas Jorge da Silva | 15/11/2018 – Imagem: focadoemvoce.com O sociólogo Rudá Ricci é um ferrenho defensor das regras democráticas. Foge da armadilha de que na democracia se pode tudo, de que a liberdade é total, como alguns são tentados a pensar. Ao contrário, em um regime democrático há limites e regras que devem ser respeitados em favor da convivência democrática. “Nossa preocupação central não é com o governo eleito”, referindo-se à vitória de Jair Bolsonaro, mas “com os grupos de extrema-direita que, a partir desta eleição, foram encorajados a agir com violência contra as minorias”, ressaltou Ricci. Essas e outras reflexões foram apresentadas durante o debate O Brasil que sai das urnas, promovido pelo CEPAT, em parceria com o Núcleo de Direitos Humanos da PUCPR e o Instituto Humanitas Unisinos – IHU, na noite de terça-feira, 13 de novembro, em Curitiba-PR.

Fusão de ministérios antecipa desmonte ambiental no Brasil de Bolsonaro

Observatório do Clima – 31/10/2018   “O bolsonarismo vai mostrando sua cara: um regime ideológico de truculência e saque aos recursos naturais, que se curva às forças mais atrasadas do setor produtivo para minar a competitividade do agronegócio brasileiro, que depende de uma governança ambiental forte, e tornar o Brasil um pária no cenário internacional”,  afirma a nota do Observatório do Clima, 30-10-2018, comentando o anúncio da junção do Ministério do Meio Ambiente com o da Agricultura.

E agora, Brasil?

Na oposição teremos as rivalidades e sectarismos de sempre. Do Planalto só se pode esperar o pior; do Congresso não se pode esperar nem sequer o menos mau.   Rui Tavares – 28/10/2018 Foto: YouTube Tal como esperado, o gigante caiu na escuridão da vaga fascizante que continua a varrer o mundo. Sim, democraticamente, porque democraticamente também se cometem erros — achar o contrário seria esperar que os humanos fossem deuses. E sim, com erros políticos também, porque o erro de entregar um país a um deputado preguiçoso e inútil como Bolsonaro não é um erro que acontece por acaso. É um erro que precisa de muitos erros anteriores para acontecer.

A ignorância abissal da ultradireita jornalística, por André Araújo

Dilema da ignorância, por André Araújo: WALL STREET OU VENEZUELA  ANDRE ARAUJO – 20/10/2018 Arte Ben Gossens (modificada) Os jornalistas “partiu pra cima” da nova ultra direita apresentam o seguinte dilema, se você não aceita todos os ditames do ultra neoliberalismo, desses que querem vender o Brasil de porteira fechada então você quer uma economia como a da Venezuela.

Bolsonaro é uma ameaça ao planeta

 Eliane Brum – 18 Outubro 2018 Foto: Márcio Ferreira – Agência Pará O candidato de extrema direita já anunciou medidas que vão abrir a Amazônia ao desmatamento. A reportagem é de Eliane Brum, publicada por El País, 17-10-2018.

O Ovo da Serpente. Marcelo Barros

  “Minha função de pastor me obriga a ser solidário com toda pessoa que sofre e empenhar toda minha vida por uma Política em defesa da dignidade de todo ser humano.” Dom Oscar Romero Marcello Barros – 21/09/2018  Foto: Marcos Neto É triste perceber que mesmo nas Igrejas cristãs, o ovo da serpente está sendo chocado e bem cuidado. O papa Francisco tem denunciado que “esse sistema mata”. Parece que até agora para a hierarquia e para o clero da Igreja Católica, como para muitos fieis, essa não é a preocupação.

A universidade do populismo que Steve Bannon, ex-assessor de Trump, planeja na Itália

  Daniel Verdù,  22 SET 2018   Foto: O diretor do Instituto Dignitatis Humanae, Benjamin Harnwell. / ANTONELLO NUSCA  “Bannon deu em junho de 2014 uma insólita entrevista dentro do Vaticano, promovida pelo think tank católico dirigido por Harnwell, o Instituto Dignitatis Humanae (DHI) —que reúne destacados membros da oposição ao papa Francisco. O presidente de seu conselho assessor é Raymond Burke, líder da corrente opositora a Francisco e elo entre a direita religiosa norte-americana e a Santa Sé

“Haddad está no segundo turno, Bolsonaro ainda não”, diz estatístico de campanhas

R. Borges – 21 Setembro 2018  O deputado Jair Bolsonaro (PSL-RJ) não para de subir nas pesquisas de intenção de voto desde que foi vítima de um atentado no início de setembro, mas seu lugar no segundo turno ainda não está garantido, diz o estatístico Paulo Guimarães. Conhecido como “guru” de campanhas por ajudar a eleger, entre outros casos considerados impossíveis, o hoje candidato ao Senado César Maia (DEM) à prefeitura do Rio de Janeiro em 1992, Guimarães acompanha a eleição por meio de grupos controle de eleitores, atuando em 13 Estados nesta eleição.

Um triste Brasil para os trabalhadores

Elaine Tavares – 01 Setembro 2018 – Foto: www.revistamissoes.org.br/ “Todos os dias cai um direito. Todos os dias a classe dominante avança mais sobre os trabalhadores, sugando feito vampiro até a última gota”, lamenta a jornalista Elaine Tavares.  “E as ruas estão quietas. E alguns esperam as eleições”, arremata.O artigo é publicado por América Latina em Movimento – ALAI, 31-08-2018.

‘O antipetismo saiu do controle de quem o gestou’, diz cientista político

   Glauco Faria e Marilu Cabañas – 31/08/2018 /Foto: IHU  Para William Nozaki, o “petismo e o antipetismo” seguem tendo força na eleição, mas o PSDB parece não conseguir catalisar o sentimento contra o PT com a radicalidade do atual processo político. O antipetismo “fora de controle”, o flerte do PSDB     com o fascismo, a politização do judiciário, o mercado financeiro à procura de um candidato para “chamar de seu”, assim como a força do PT e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foram temas da análise do economista e sociólogo William Nozaki, em entrevista concedida aos jornalistas Glauco Faria e Marilu Cabañas, na Rádio Brasil Atual, 30-08-2018.