‘Ao arrocho!’ E Dilma respondeu com a solidariedade

 Dilma teimou e não cumpriu o script da Folha de cortar os gastos sociais. Ao criar uma CPMF para garantir a aposentadoria, resgatou o princípio da solidariedade  “O editorial de domingo, levado à primeira página emparedava a Presidenta da República na disjuntiva do ultimato: anunciar um ‘arrocho sem precedente, ou renunciar’. Parecia coisa de horas.”  O golpe avançava em cada linha do texto na marcha batida de uma articulação gordurosamente explícita, na melhor tradição democrática da Marcha com Deus pela Família e, depois, da faxina patriótica urdida pela OBAN.

Papa vs. EUA. Por que Francisco está sendo linha dura com Washington e Wall Street?

“Os apoiadores do Papa Francisco dizem que ele não está defendendo um programa político específico; em vez de tomar partido, o objetivo dele é abrir a mente das pessoas para a generosidade, abertura e inclusividade do Evangelho”, escreve Paul Vallely, autor da biografia intitulada “Pope Francis: The Struggle for the Soul of Catholicism”, em artigo publicado por The Politico 50, 10-09-2015. 

Um inadiável acerto de contas com a Mãe Terra

Leonardo Boff – Adital – 09/09/2105 A encíclica do Papa Francisco sobre “O cuidado da Casa Comum” (Laudato Si) está sendo vista como a encíclica “verde”, semelhantemente como quando dizemos economia “verde”. Eis aqui um grande equívoco. Ela não quer ser apenas “verde” mas propõe a ecologia “integral”.

‘Pela primeira vez no Brasil, temos gente rica assustada’

Sócio majoritário do conglomerado Semco Partners e ex-professor de Harvard e do Massachusetts Institute of Technology (MIT), Ricardo Semler tornou-se um dos empresários brasileiros mais conhecidos no exterior nos anos 90 por aplicar em sua empresa princípios gerenciais que ficaram conhecidos como ‘democracia corporativa’.

As faces da ética

Os ricos do mundo sabem muito bem que democratizar a economia, o que significa aumentar a renda dos mais pobres, é decretar o fim de seus luxos e privilégios. … Onde impera a democracia capitalista, vigora a ditadura dos donos do dinheiro.  Frei Betto – Adital – 31/08/201

Zygmunt Bauman, “seus netos continuarão pagando os 30 anos da orgia consumista”

Devolver dinheiro para bancos não pode ser solução para crise, pois é sua continuação, revela Bauman em entrevista a Laura Britt e Petros Panayotídis, do Monitor Mercantil, publicada nesta quinta-feira (20). “A metade do problema é o excessivo consumismo, o esbanjamento que predomina. E é por isso mesmo que nenhum provável partido de poder não promete aos seus eleitores que combaterá o consumismo”, continua o sociólogo polonês, vice-reitor da London School of Economics, que se define um pessimista a curto prazo em relação ao futuro da sociedade.

Um modelo de desenvolvimento baseado no consumo

Segundo análise do economista Amir Khair, o modelo brasileiro de desenvolvimento atualmente se baseia, desde o governo Lula, no estímulo ao consumo na base da pirâmide social. –  “Não consigo entender o desenvolvimento econômico se não fizer o trajeto que foi feito no governo Lula, que é o estímulo de baixo para cima. Isso significa melhorar a massa salarial, que é o grande termômetro da economia, pois é dessa massa que sai o consumo e a produção. Se temos trabalhadores ganhando pouco ou com índices de desemprego elevados, temos pouca massa salarial e, consequentemente, as empresas vão produzir menos, não vão investir, e o país vai para trás”.