‘O Brasil tem fortes luzes no final, mas ainda está no corredor polonês’
A prioridade de um país deve ser a preservação de sua gente. (…) A prioridade é pensar no povo brasileiro, mas pensá-lo com realismo”, adverte o economista. “Durante o governo Dilma eu dizia que a presidente sabe das coisas, mas tem muito medo de fazê-las, então enunciava uma medida e não a fazia ou fazia apenas um pedaço, e com isso conseguia unir críticas a ela por fazer e por não fazer. Temer está na mesma situação e tem um comportamento muito parecido com o de Dilma”, resume Carlos Lessa à IHU On-Line, ao comentar os primeiros dias do governo interino de Michel Temer.
Circulação de armas, um dos pecados originais do projeto nacional dos EUA
Massimo Faggioli – 14 de junho de 2016 Acusar o presidente Obama de se calar sobre as raízes islamistas do massacre na boate gay de Orlando significa, por sua vez, calar sobre as raízes ainda mais profundas dessa violência endêmica. É muito mais complicado renovar a carteira de motorista de um Estado ao outro do que comprar uma arma de guerra. A paralisia sobre a questão das armas não é apenas política, mas também cultural.
Glifosato – golaço contra a Monsanto!
Ricken, Alice, Bert, Pascal e toda a equipe da Avaaz – 06 de junho de 2016 Foto: Ação da Avaaz em Bruxelas no dia na reunião do Comitê. Uma votação extraordinária acabou de acontecer na Europa, que recusou-se a conceder à Monsanto a renovação da licença para venda de seu produto principal e pedra angular de seu império: o glifosato, herbicida ligado ao câncer.
Felicidade, privilégio para todos
Entrevista com Zygmunt Bauman – 04/06/de 2016 A epicúrea ausência de perturbações. A agostiniana “confirmação” de mérito e virtude. O benthamiano comprazimento do Eu na satisfação da necessidade do Outro. Até chegar ao reconhecimento civil e político de um direito humano, que a modernidade, não raramente, transformou em privilégio. Reportagem de Valeria Arnaldi, jornal Il Messaggero, 03-06-2016
De Karl Marx a papa Francisco. A crise da democracia no mundo esquecido da dimensão coletiva
Beppe Vacca – 01/06/de 2016 – “Neste mundo globalizado e hegemonizado por forças conservadoras transnacionais, qualquer ação política que propõe a mudança, mas que seja limitada pelas estreitas dimensões nacionais, desprovida de alianças globais e, sobretudo, de um pensamento hegemônico alternativo, está destinada ao fracasso”, escreve Claudio Bernabucci, em artigo publicado por CartaCapital, ao comentar o livro Quel Che Resta di Marx (O Que Sobra de Marx), Edições Salerno, de Beppe Vacca, filósofo e historiador, presidente do Instituto Gramsci, Roma.
Meu fio de esperança
Por Frei Betto – 31/05/2016 “Meu fio de esperança se prende aos movimentos sociais. Não são perfeitos. Neles há também oportunistas e corruptos. Mas estes são exceções. Porque a base da maioria dos movimentos é a gente pobre que luta com dificuldade para sobreviver. Essa gente costuma ser visceralmente ética. Não acumula, partilha. Não se entrega, resiste. Não se deixa derrotar, levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima.”
O golpe derrotará o Sertão nordestino?
Roberto Malvezzi (Gogó) 30/05/2016 Fome, sede, migração e mortalidade infantil foram superadas com mobilização social, Bolsa Família, cisternas e infra-estrutura. Mas retrocessos ameaçam reconduzir ao ponto de miséria
E se os mais ricos ajudassem a pagar o rombo nas contas públicas?
Só volta da tributação sobre lucros e dividendos, isenção criada em 1995, daria estimados 43 bi ao caixa Heloísa Mendonça – SP 25 MAI 2016 Foto: ministro da Fazenda, Henrique Meirelles. “Hoje, grande parte do que os empresários ricos ganham não é tributada. Um trabalhador com salário de 8.000 reais paga um imposto de renda de 27,5%. Já um dono de uma grande empresa que fatura mais de 500.000 reais a título de lucros e dividendos pode não pagar nada como pessoa física”, explica Orair, que ressalta que o Brasil é um dos poucos países que ainda isentam esse imposto.
No Brasil, pelo menos 24 defensores de direitos humanos foram mortos em 4 meses
Por Camila Boehm, da Agência Brasil, in EcoDebate, 25/05/2016 Pelo menos 24 defensores de direitos humanos foram assassinados no Brasil nos quatro primeiros meses deste ano. Desses, 21 defendiam direitos agrários e faziam parte de movimentos e organizações de luta pela terra. A informação é publicada por Justificando, 24-05-2016.
Governo Temer: o plano oculto
Por Alessandra Cardoso –21/05/2016 –Foto: Cavala de Troia Publicada quase em sigilo, a MP-727 privatiza tudo — inclusive Petrobras, BB e serviços públicos — e converte interesses dos compradores em “prioridade nacional”, capaz de atropelar direitos sociais e ambiente. “É ela que “garantirá”, caso o golpe chegue ao final, o sonho de consumo dos neoliberais outrora acanhados e agora completamente excitados com a retomada do Estado que lhes interessa, que é aquele que abre caminhos para seus lucros, rebaixa seus custos sociais e trabalhistas, ignora condicionantes ambientais e sociais, e confere a ordem para que seu progresso se faça.”