“Do total de comida que se produz, 40% vai para o lixo, e isso é imoral”

Marya G. Nieto – 14/09/2016  Yolanda Kakabadse (Quito, Equador, 1948) é a presidenta da WWF internacional e ex-ministra do Meio Ambiente do Equador. Desde os anos 70, ele tem se dedicado a defender o planeta: foi fundadora e presidenta de várias ONGs e proferiu palestras no mundo inteiro em favor da natureza. Na semana passada, Kakabadse esteve em Madri para participar da segunda edição dos Diálogos sobre a Água entre a América Latina e a Espanha.

Temer repagina pacote de Dilma para anunciar 34 concessões e privatizações

Afonso Benites – 1-09-20163 Governo Michel Temer lançou nesta terça-feira um reformado pacote que pretende realizar 34 concessões e privatizações de empresas públicas. Parte dessa proposta, batizada de Crescer, é uma remodelagem do que fora previsto no ano passado por sua antecessora, Dilma Rousseff, mas que não progrediu. Os efeitos do projeto são de médio e longo prazo, já que os primeiros leilões só deverão ocorrer em meados de 2017.

Vamos mesmo precisar de dois novos planetas para manter o atual estilo de vida da humanidade?

Diante do atual ritmo de consumo e produção, as Nações Unidas pedem prioridade ao uso racional dos recursos naturais Mariana Kaipper Ceratti  – 10 Setembro 2016 Se a população global de fato chegar a 9,6 bilhões em 2050, serão necessários quase três planetas Terra para proporcionar os recursos naturais necessários a fim de manter o atual estilo de vida da humanidade. A voracidade com que se consomem tais recursos fez as Nações Unidas incluírem o consumo em sua discussão sobre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) para 2030.

O escandaloso processo de deformação da economia pelo sistema financeiro e o silêncio da mídia, da academia e dos institutos de pesquisa

Entrevista com Ladislau Dowbor Por: João Vitor Santos | 10/09/2016 Para o professor da PUC–SP Ladislau Dowbor, é possível concluir que o atual sistema democrático não é mais “puro sangue”. É algo que surge a partir da solidificação do capital dentro desse sistema, uma espécie de “capitalismo democrático”. Não bastando isso, os poucos suspiros de democracia que se tem ainda são sufocados por uma espécie de cercamento. Não bastando isso, os poucos suspiros de democracia que se tem ainda são sufocados por uma espécie de cercamento.

  A igreja do diabo

No altar dos juros de 14,25% ao ano, a promessa de rentabilidade extraordinária aos capitais errantes Luiz Gonzaga Belluzzo e Gabriel Galípolo – 05/09/16  “Nos últimos meses, trovejaram condenações aos interesses corporativos de aposentados, trabalhadores e mães do Bolsa Família pelo “ataque” ao Orçamento público. Em 2015, o Orçamento original destinou 103 bilhões de reais ao Ministério da Educação, 121 bilhões ao da Saúde, 75 bilhões ao Desenvolvimento Social e 20 bilhões aos Transportes. Somados aos 86 bilhões do déficit da Previdência, os gastos chegariam a 405 bilhões. No mesmo ano, os recursos destinados ao pagamento de juros foram de 502 bilhões, quase 100 bilhões a mais que os Orçamentos elencados”, escrevem Luiz Gonza ga Belluzzo e Gabriel Galípolo, economistas, em artigo publicado por CARTA CAPITAL

Papa Francisco: uma voz improvável pelo ambiente

“As mudanças climáticas são um problema global e só podem ser combatidas por algum tipo de consciência global e um sentido do bem comum que envolva toda a humanidade”, afirma o editorial do jornal inglês The Guardian, 01-09-2016. Segundo o editorial, precisamos da “ajuda de pessoas que sejam claras sobre a distinção entre humanos e deuses. Aqui entra o Papa Francisco tem jogado o peso do seu papado sobre o movimento ambiental de uma forma sem precedentes. Ele não está sozinho. Todas as religiões mundiais organizadas têm agora uma forte consciência ambiental. Todas elas são afetadas”.

Na CBN, Sardenberg diz que greve dos bancários é “política”; veja as informações que ele sonegou dos ouvintes

Toda greve é, obviamente, política. Mas não no sentido dado por Sardenberg, de que os bancários teriam parado apenas para prejudicar Temer. – Redação – 06/09/2016 Foto: Agências bancárias fechadas em SP Catia Toffoletto/CBN – O analista econômico da rádio CBN, Carlos Alberto Sardenberg, pau mandado dos irmãos Marinho, disse em comentário na emissora que a greve dos bancários, iniciada hoje, é “política”, início de uma greve geral contra o governo Temer. Sim, ele tem direito à opinião, inclusive de dizer que satanás inspira os grevistas.

O outro golpe: tirano, permanente e crescente

 “Mercado de Terras Brasileiro: ‘Sem Fronteiras’ e com Muita Grilagem, é oferecido ao Capital Estrangeiro pelos Ruralistas. Jacques Távora Alfonsin – 01 Setembro 2016 “Desde quando o povo ouve falar em “reformas”, algumas até previstas na Constituição Federal? A agrária, a política, a urbana, a tributária, a das comunicações sociais? O número de mártires, caídos em defesa dessas mudanças, atesta a tranquilidade com que os verdadeiros poderes de fora do Estado, dos grandes grupos econômicos, dos grandes proprietários de terra e de empresas, dos Bancos, das transnacionais, sabem que elas serão permanentemente prorrogadas, se não esquecidas, por golpes praticados por esses mesmos grupos contra o povo, a cada ameaça de redução do seu poder de acumular, desequilibrar, desigualar, lucrar e prejudicar”, escreve Jacques Távora Alfonsin, procurador aposentado do estado do Rio Grande do Sul e membro da ONG Acesso, Cidadania e Direitos Humanos.

Brasil, o paraíso dos ricos

A convergência de várias políticas garante ao Brasil a medalha de ouro em concentração de renda no mundo  Carlos Drummond —  29/08/2016  A transferência de renda para os ricos é crescente no País, tendência mundial de aumentar os impostos para as faixas mais altas.  Tornou-se também uma instituição sólida, garantida pelas políticas tributária, fiscal, monetária e cambial, mostrou o seminário sobre o tema organizado pelo site Plataforma Política Social e o Le Monde Diplomatique Brasil, na segunda-feira 15, em São Paulo.

O que aconteceu com a classe operária depois de Marx

Toni Negri – 25/08/2016 – Foto: Wikipedia/divulgação. “Hoje nós assistimos a uma transformação radical do processo de trabalho e do modo de produção capitalista. Um novo terreno de luta, no “novo modo de produção”, é proposto a uma nova força de trabalho socializada, precarizada, global. O trabalho deveio cognitivo, afetivo, cooperativo. O novo modo de produção foi imposto pelas lutas operárias do século passado – que o produziu através da recusa do trabalhado assalariado e a destruição da centralidade da fábrica”.