A questão não é “vida ou economia”, mas “ou outra economia ou não teremos vida”

As lutas não fortalecem o exército, mas o mercado, como regulador supremo de todas as realizações e juiz sobre os que devem viver e os que devem morrer. Bruno Reikdal Lima – 26/03/2020 –  Imagem: Daqui Foi Weber quem escreveu que “quanto mais o mundo da economia capitalista moderna segue suas próprias leis imanentes, tanto menos ele é acessível a qualquer relação imaginável como uma ética religiosa de fraternidade. Quanto mais racional e, portanto, impessoal se torna o capitalismo, tanto mais ocorre isso”.

O manifesto do Papa Francisco para salvar a Amazônia da destruição

O papa está um passo à frente na capacidade de ouvir os povos indígenas e os governos poderiam extrair frutos com o método e estilo do sínodo para iniciar políticas conservadoras e promocionais para aquele imenso território de alto risco.   de Carlo Di Cicco –  25/08/2019 –  Foto: Daqui Tradução: Orlando Almeida Somente no Brasil, entre 2003 e 2017, foram 1.119 nativos da Amazônia mortos por defender seus territórios e isso porque questionar o poder de defesa do território e dos direitos humanos “está colocando a vida em risco, abrindo um caminho de cruz e martírio ”. O Papa Francisco foi o primeiro a tentar dar uma resposta cultural orgânica ao clamor das populações indígenas da Amazônia engajadas na luta “contra aqueles que querem destruir a vida” da natureza e não respeitam os direitos humanos “.

Hoje mais do que nunca, Argentina! A advertência de Noam Chomsky

Noam Chomsky – 16 Agosto 2019 “Hoje, mais do que nunca, precisamos reunir boas pessoas, refletir sobre os problemas e criar estruturas que nos permitam alimentar, abordar e superar nossas piores aflições, nunca pela resignação, sempre pela ação, por dentro e fora das redes”, escreve Noam Chomsky, linguista e filósofo. O artigo é publicado por Rebelión, 15-08-2019. A tradução é do Cepat.

Semana no meio-ambiente: garantir o futuro da vida e da Terra

Leonardo Boff – 08 Junho 2019 Foto: Floresta Amazônica / Estudo prático “Esse debate está ainda em curso. O futuro aponta para a segunda visão, a de olhar a Terra como Gaia,  Pachamama, Grande Mãe e Casa Comum.  Lentamente vamos tomando consciência de que somos natureza e defendê-la significa defender a nós mesmos e a nossa própria vida. Caso contrário, a primeira visão, a Terra e natureza como baú de “recursos infinitos”, nos poderá levar a um caminho sem retorno”, escreve Leonardo Boff, eco-teólogo, filósofo e escritor.

A economia tornou-se uma religião. Artigo de Jean-Claude Guillebaud

Jean-Claude Guillebaud – 30 Maio 2019 Imagem: Bira Dantas / Jornalista Livres “Não é difícil identificar a conotação sacrificial que está por trás das palavras que moemos de manhã à noite. A palavra ‘dívida’, por exemplo, sugere uma ideia de culpa e até de pecado”, escreve Jean-Claude Guillebaud, jornalista, escritor e ensaísta francês, em artigo publicado por La Vie, 27-05-2019. A tradução é de André Langer. “Esta retórica é ainda mais claramente religiosa quando examinamos as promessas do discurso dominante. Penso no famoso ‘crescimento’, que sabemos que não voltará tão cedo, mas cuja vinda nós anunciamos, dia após dia, como São Paulo evocava a parusia”, acrescenta. Em nossa sociedade, assim, a “economia tende a tornar-se uma religião”, uma “religião profana”.

CARTA DO PAPA FRANCISCO PARA O EVENTO “ECONOMY OF FRANCESCO” [ASSIS, 26-28 DE MARÇO DE 2020]

Papa Francisco – 01 de maio de 2019 – Foto: Assis /  pazybien.es Aos jovens economistas empresários e empresárias do mundo inteiro  … confio sobretudo em vós, jovens, que sois capazes de sonhar e estais prontos para construir, com a ajuda de Deus, um mundo mais justo e melhor. O encontro está marcado para os dias 26-28 de março de 2020. … Espero por vós e desde já saúdo-vos e abençoo-vos.

Haverá alternativas à economia que mata?

Frei Bento Domingues, O.P. – 26/05/23019 Imagem: para além das evidências É muita ousadia da parte do Papa tentar destruir o dogma de que não há alternativas viáveis à economia dominante. É ousadia porque não faz uma encíclica ou cria uma comissão, mas convoca para um movimento que fermente a massa, quando normalmente à Santa Sé se pede que tenha a primeira e a última palavra.

Brumadinho. “Uma tragédia se efetiva e outra se anuncia”, afirma arcebispo de Belo Horizonte

Dom Walmor Azevedo, 28/01/2019 Foto:  Isac Nobrega “Uma triste coincidência: nesta sexta-feira, dia 25, quando uma barragem se rompe no coração da nossa amada Brumadinho, entrou em pauta, no Conselho da Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, autorização para a retomada da mineração na Serra da Piedade. Uma tragédia se efetiva e outra se anuncia”, afirma Dom Walmor Oliveira de Azevedo, arcebispo metropolitano de Belo Horizonte, na nota “Minas está de luto”, publicada no dia 25-01-2019 e reproduzida por CNBB, 26-01-2019.

“O poder do mercado é abuso de poder”. Entrevista com Joseph Stiglitz

   Álvaro Guzmán Bastida, Ignasi Gozalo Salellas e Héctor Muniente Sariñena. 17/11/2018 O mundo parece decidido a deixar Joseph Stiglitz fora do jogo. Após assessorar o governo Bill Clinton e liderar o Banco Mundial em meados e fins dos anos 1990 e de ganhar um Prêmio Nobel em 2001, o economista da Universidade de Columbia passou a ser um dos críticos mais agudos tanto do abandono da classe trabalhadora, por parte do Partido Democrata, como – de maneira chave – das desigualdades e desequilíbrios de poder originados pela globalização nos países do Sul.

Fusão de ministérios antecipa desmonte ambiental no Brasil de Bolsonaro

Observatório do Clima – 31/10/2018   “O bolsonarismo vai mostrando sua cara: um regime ideológico de truculência e saque aos recursos naturais, que se curva às forças mais atrasadas do setor produtivo para minar a competitividade do agronegócio brasileiro, que depende de uma governança ambiental forte, e tornar o Brasil um pária no cenário internacional”,  afirma a nota do Observatório do Clima, 30-10-2018, comentando o anúncio da junção do Ministério do Meio Ambiente com o da Agricultura.