A indisponibilidade democrática, a violência e a criminalização dos movimentos sociais

“Os movimentos sociais se inserem de modo contraditório nos terrenos cortantes das disputas do campo jurídico”, diz o pesquisador. Patrícia Fachin – 13/07- Imagem: Portal MST A criminalização dos movimentos sociais “opera” no Brasil “através da deslegitimação de militantes, movimentos sociais e, em última instância, de suas pautas políticas”, e da “conversão narrativa de ‘militantes’ em ‘criminosos’ no sentido da produção de uma ilegitimidade para a participação democrática”, na qual “‘lutadores’ são redesenhados narrativamente como ‘criminosos’”, diz Roberto Efrem Filho à IHU On-Line na entrevista a seguir.

O ‘Deus Mercado’ e a religião capitalista, segundo Jung Mo Sung

Segundo especialista, a narrativa religiosa do neoliberalismo coloca a fé no Mercado como única possibilidade de salvação e culpa os pobres por sua pobreza Tatiana Carlotti – 05/07/2016 – Copyleft “Antes, quando as pessoas se sentiam pecadoras ou impuras, elas iam à Igreja para recuperar a humanidade e a pureza. Hoje, quando se sentem tristes, elas vão ao shopping. Verdadeiras catedrais modernas”, apontou. Não é de se estranhar, portanto, a forte semelhança arquitetônica entre as catedrais e os shopping centers (confiram a imagem acima).

Quando foi que a Igreja Católica condenou formalmente a escravidão?

Eduardo Hoornaert – 04/07/2016 “É estarrecedor ter de constatar que a alusão passageira à escravidão, no parágrafo 27 de Gaudium et Spes, em 1965, constitui a primeira condenação eclesiástica da escravidão, autorizada pela mais alta instância, em toda a história da Igreja Católica. Numa referência meio escondida, redigida depois que o instituto formal da escravidão foi abolida na maioria dos países civilizados.”

As dez heresias do catolicismo atual (2)

Anselmo Borges – 02 de julho de 2016  Continuo, com J.I. González Faus, a apresentar as dez heresias do catolicismo atual. “Heresia fundamental, que consiste em desfigurar a fé cristã, “transformada numa doutrina teórica ou numa religião centrada no culto, em vez de ser uma vida e um caminho crente para a transformação do mundo”.

A luta de Bergoglio contra a economia que mata e suas tensões na Argentina

 “O Papa coloca como questão central o tema dos pobres, que é algo fundamental em seu discurso e que evidentemente provoca muitos setores eclesiásticos acostumados a circular ao lado dos poderosos”, afirma o religioso.  Entrevista com Eduardo de la Serna – Patrícia Fachin O Encontro de Bergoglio e Macri foi tenso e curto. Conforme aponta, em entrevista por telefone à IHU On-Line, o padre Eduardo de la Serna, “essa insistência no tema do povo e povo de Deus é um ponto importante do pontificado de Francisco, e é algo que na América Latina temos de agradecer e celebrar, sobretudo depois que nos pontificados anteriores se tentou desfazer a categoria povo, tão importante no Concílio Vaticano II”.

Moniz Bandeira denuncia apoio dos EUA a golpe no Brasil

Moniz Bandeira: Bases na Argentina fazem parte do cerco dos EUA ao Brasil; só militares podem evitar ataques à soberania que visam submarino nuclear e acordo dos caças. 15/06/2016 O cientista político e historiador Luiz Alberto de Vianna Moniz Bandeira alertou nesta terça-feira (14) que por trás do processo golpista no Brasil, que levou à ascensão do presidente interino Michel Temer no lugar da presidenta legítima Dilma Rousseff, há poderosos interesses dos Estados Unidos, para ampliar sua presença econômica e geopolítica na América do Sul. Moniz Bandeira

‘O Brasil tem fortes luzes no final, mas ainda está no corredor polonês’

A prioridade de um país deve ser a preservação de sua gente. (…) A prioridade é pensar no povo brasileiro, mas pensá-lo com realismo”, adverte o economista. “Durante o governo Dilma eu dizia que a presidente sabe das coisas, mas tem muito medo de fazê-las, então enunciava uma medida e não a fazia ou fazia apenas um pedaço, e com isso conseguia unir críticas a ela por fazer e por não fazer. Temer está na mesma situação e tem um comportamento muito parecido com o de Dilma”, resume Carlos Lessa à IHU On-Line, ao comentar os primeiros dias do governo interino de Michel Temer.