A questão não é “vida ou economia”, mas “ou outra economia ou não teremos vida”

As lutas não fortalecem o exército, mas o mercado, como regulador supremo de todas as realizações e juiz sobre os que devem viver e os que devem morrer. Bruno Reikdal Lima – 26/03/2020 –  Imagem: Daqui Foi Weber quem escreveu que “quanto mais o mundo da economia capitalista moderna segue suas próprias leis imanentes, tanto menos ele é acessível a qualquer relação imaginável como uma ética religiosa de fraternidade. Quanto mais racional e, portanto, impessoal se torna o capitalismo, tanto mais ocorre isso”.

Liberalismo fora do lugar. Artigo de Bruno Cava

 Bruno Cava – 11/11/2019 – Dinheiro – Foto Divulgação  “Todas as ideias estão no seu lugar. Os liberais no governo estão no seu lugar. Os anarcoliberaisestadofóbicos deChicago também estavam durante a ditadura Pinochet. Ou os social-democratas durante o auge do Petrolão. Ou a esquerdasocialista quando da remoção de favelas no Rio de Janeiro. Ou o socialismo do século 21. E por aí vai. Todas as ideias estão no seu lugar”, escreve Bruno Cava, pesquisador associado à rede Universidade Nômade (uninomade.net) e professor de Filosofia, em artigo publicado por Uninomade, 09-11-2019.

Thomas Piketty: 10 recomendações para acabar com a desigualdade econômica

. Pijama Surf – 30 Outubro 2019   Foto: Desigualdade / Daqui Thomas Piketty é um dos economistas mais reconhecidos do nosso tempo. De origem francesa, Piketty se especializou sobretudo no estudo da desigualdade econômica em sua relação com o capitalismo. A reportagem é publicada por PijamaSurf, 24-10-2019. A tradução é do Cepat.  

Ataques à Arábia Saudita: por que os EUA guardam milhões de barris de petróleo debaixo da terra

BBC Brasil – 17 setembro 2019 Um grande volume de petróleo é armazenado em cavernas subterrâneas na Louisiana e no Texas – Foto: Getty Images / BBC News Brasil. Após os ataques às principais instalações petrolíferas da Arábia Saudita, as autoridades americanas cogitaram recorrer à reserva estratégica de petróleo dos Estados Unidos. À medida que o preço do barril disparava no mercado internacional, o presidente americano, Donald Trump, escreveu no Twitter que autorizava o uso desse reservatório “para manter os mercados bem abastecidos, se necessário”.

A China tem uma alternativa ao neoliberalismo

Como país constrói uma economia de mercado regulada. Por manter finanças e moeda sob controle público, investe em infraestrutura, reduz rapidamente a pobreza e resiste a crises. O que esta experiência pode ensinar ao resto do mundo Ellen Brown  – 16/08/2019 – Tradução: Felipe Calabrez Quando o banco central dos EUA (o Federal Reserve, Fed) cortou as taxas de juros na semana passada, comentaristas ficaram se perguntando sobre o porquê. Segundo dados oficiais, a economia estava se recuperando, o desemprego estava abaixo de 4% e o crescimento do produto interno bruto estava acima de 3%. Pelo raciocínio do próprio Fed, o que se esperaria era, ao contrário, um aumento das taxas . Os especialistas de mercado explicaram tratar-se de uma guerra comercial e de uma guerra cambial. Outros bancos centrais estavam cortando suas taxas, e o Fed teve que segui-los para evitar que o dólar ficasse supervalorizado em relação a outras moedas.  A teoria é que um dólar mais barato tornará os produtos norteamericanos mais atraentes nos mercados externos, ajudando as bases industriais e a mão-de-obra do país.

Hoje mais do que nunca, Argentina! A advertência de Noam Chomsky

Noam Chomsky – 16 Agosto 2019 “Hoje, mais do que nunca, precisamos reunir boas pessoas, refletir sobre os problemas e criar estruturas que nos permitam alimentar, abordar e superar nossas piores aflições, nunca pela resignação, sempre pela ação, por dentro e fora das redes”, escreve Noam Chomsky, linguista e filósofo. O artigo é publicado por Rebelión, 15-08-2019. A tradução é do Cepat.

O ditador, a sua “obra”, e o grande blefe do senhor Guedes. Artigo de José Luís Fiori

José Luís Fiori – 13 Agosto 2019 – Colagem: Gabriela Leite  “Ainda é tempo de impedir que o fanatismo ideológico do senhor Guedes destrua 90 anos de história da economia brasileira, para atender ao interesse de um pequeno grupo de banqueiros, financistas e agroexportadores, passando por cima do interesse do “resto” da sociedade brasileira”, escreve José Luís Fiori, professor titular de Economia Política Internacional, Instituto de Economia, Universidade Federal do Rio de Janeiro; coordenador do GP do CNPq “Poder Global e Geopolítica do capitalismo” e do Laboratório “Ética e poder global”, do Nubea/UFRJ e pesquisador do Instituto e Estudos Estratégicos do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (INEEP).

A economia tornou-se uma religião. Artigo de Jean-Claude Guillebaud

Jean-Claude Guillebaud – 30 Maio 2019 Imagem: Bira Dantas / Jornalista Livres “Não é difícil identificar a conotação sacrificial que está por trás das palavras que moemos de manhã à noite. A palavra ‘dívida’, por exemplo, sugere uma ideia de culpa e até de pecado”, escreve Jean-Claude Guillebaud, jornalista, escritor e ensaísta francês, em artigo publicado por La Vie, 27-05-2019. A tradução é de André Langer. “Esta retórica é ainda mais claramente religiosa quando examinamos as promessas do discurso dominante. Penso no famoso ‘crescimento’, que sabemos que não voltará tão cedo, mas cuja vinda nós anunciamos, dia após dia, como São Paulo evocava a parusia”, acrescenta. Em nossa sociedade, assim, a “economia tende a tornar-se uma religião”, uma “religião profana”.

CARTA DO PAPA FRANCISCO PARA O EVENTO “ECONOMY OF FRANCESCO” [ASSIS, 26-28 DE MARÇO DE 2020]

Papa Francisco – 01 de maio de 2019 – Foto: Assis /  pazybien.es Aos jovens economistas empresários e empresárias do mundo inteiro  … confio sobretudo em vós, jovens, que sois capazes de sonhar e estais prontos para construir, com a ajuda de Deus, um mundo mais justo e melhor. O encontro está marcado para os dias 26-28 de março de 2020. … Espero por vós e desde já saúdo-vos e abençoo-vos.

Haverá alternativas à economia que mata?

Frei Bento Domingues, O.P. – 26/05/23019 Imagem: para além das evidências É muita ousadia da parte do Papa tentar destruir o dogma de que não há alternativas viáveis à economia dominante. É ousadia porque não faz uma encíclica ou cria uma comissão, mas convoca para um movimento que fermente a massa, quando normalmente à Santa Sé se pede que tenha a primeira e a última palavra.