Medellín: seu contexto em 1968 e sua relevância 50 anos depois (II)

Prof. Edward Guimarães – observatoriodaevangelizacao – 10/05/2008 Foto: Pe. José Oscar Beozzo Na noite do primeiro dia do VI Colóquio de Teologia e Pastoral, 07/05/2018, o teólogo e historiador da Igreja, Prof Dr. Pe. José Oscar Beozzo, proferiu a Conferência de Abertura, no auditório Dom Helder Camara, da Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia. A seguir, a síntese elaborada pelo prof. Edward Guimarães, das três últimas partes do texto: BEOZZO, José Oscar. “Medellín: seu contexto em 1968 e sua relevância 50 anos depois” in: GODOY, Manoel; AQUINO JÚNIOR, Francisco. 50 anos de Medellín. Revisitando textos, retomando o caminho. São Paulo: Paulinas, 2017, pp. 09-27.

Ministérios ordenados para as mulheres? Entrevista com Andrea Grillo

Lorenzo Prezzi – 18 Junho 2018 Em seu blog, Come Se Non (30 de maio e 2 de junho), Andrea Grillo, liturgista, professor no Pontifício Ateneu Sant’Anselmo e em Santa Giustina, em Pádua, criticou o secretário da Congregação para a Doutrina da Fé, Dom Luis Ladaria, pelo seu artigo publicado no L’Osservatore Romano de 29-30 de maio. Nele, o prelado reconfirmava que a ordenação sacerdotal reservada aos homens era uma “verdade pertencente ao depósito da fé”. A reportagem é de Lorenzo Prezzi, publicada em Settimana News, 14-06-2018. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Mulheres são ‘substancialmente’ incompatíveis? As tentativas de vincular a masculinidade e o sacerdócio falharam

John Wijngaards – 19 Junho 2018 – Foto: bridgetmarys.blogspot.com  “A verdade da questão é que Jesus, a princípio, não exclui as mulheres das ordens sagradas. As tentativas através dos tempos de evocar razões intrínsecas para vinculação de masculinidade ao sacerdócio falharam no teste. E a história dá o golpe nocauteador. As mulheres se mostraram como compatíveis”, escreve John Wijngaards, teólogo e escritor, professor emérito do Instituto Missionário deLondres, em artigo publicado por National Catholic Reporter, 18-06-2018. A tradução é de Victor D. Thiesen.

Qual é seu uniforme?

  Pe. Alfredo J. Gonçalves, cs – Roma 13 de junho de 2018 Foto: mulheresemrotulo  Em nome da razão e de uma pretensa liberdade sem regras nem freios, “a modernidade empregou uma grande parte de seu tempo e muita energia a combater a comunidade”, afirma Bauman (Cfr. Zygmunt Bauman, La vie en miettes-experiénce postmoderne et moralité, Librairie Arthème Fayard/Pluriel, Paris, 2014, pág. 372). Da mesma forma que outras formas pré-modernas de relações humanas, a comunidade entrava na lista dos resíduos tradicionais a serem extirpados. Além de ser vista como lugar de pressão e não raro de escravidão, impedia o intercâmbio sem fronteiras do liberalismo político e econômico.

“Papa aos padres: o celibato é um desafio. Cuidado com o que se olha na internet”

Salvatore Cernuzio – 06 Junho 2018 Depois de 50 dias exatos desde o seu pronunciamento, a Santa Sé divulgou na tarde dessa terça-feira, 5, o texto completo do diálogo do Papa Francisco com cerca de 2.000 estudantes dos Colégios superiores eclesiásticos romanos durante uma audiência ocorrida no dia 16 de março passado na Sala Pulo VI  (clique e veja) A reportagem é de Salvatore Cernuzio, publicada em Vatican Insider, 05-06-2018. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

O “Dispositivo-Ratzinger”. Uma das raízes da atual paralisia eclesial

  Andrea Grillo – 13/06/2018 – Foto: Ratzinger e Yves Congar Publicado em 10 de junho de 2018 no blog: Come se non Tradução: Orlando Almeida “Ad discendum item necessario dupliciter ducimur, auctoritate atque ratione. Tempore auctoritas, re autem ratio prior est” “Para aprender, também somos conduzidos, necessariamente, de duas maneiras: pela autoridade e pela razão. Quanto ao tempo, a autoridade; quanto à realidade, porém, a razão é mais importante” (NdR)  (Aug., De ord., II, IX, 26 [CCL, XXIX, 121, 2-122, 4].

Diários de viagem revelam racismo e xenofobia de Einstein

“Nem tudo é grande nos grandes homens” Diário de Notícias –  DN – 14 de Junho de 2018 Foto: REUTERS /Ronen Zvulun O homem que, em 1946, disse na Universidade de Lincoln, nos EUA, que o racismo “é uma doença de brancos” é o mesmo que duas décadas antes escrevia comentários xenófobos e racistas “Diligentes, sujos e obtusos”. Estes são alguns dos adjetivos que o físico Albert Einstein usou para descrever os chineses, nos seus diários de viagem, traduzidos do alemão para o inglês e agora publicados pela Princeton University Press  

Jesus quis um clero como o que temos?

“É necessário preparar uma Igreja do futuro, que seja menos ‘clerical’, mas mais ‘evangélica’”   José Maria  Castillo  – 18 de maio de  2018 – Fopto: Periodista dgital Tradução: Orlando Almeida “A palavra ‘clero’ não aparece no Novo Testamento. Esse termo foi introduzido provavelmente por alguns escritores cristãos, no século III. Como se sabe, a palavra clero vem do grego kleros, que significa ‘lote’, no seu sentido original de parte da ‘herança’.1 A partir daí ‘clero’ passou a ser entendido como um grupo ou conjunto de pessoas ‘privilegiadas’ ou isentas de impostos e de  outras obrigações, privilégios que foram concedidos à Igreja, especialmente a partir do ano 313, em razão da chamada conversão do imperador Constantino (Peter Brown, ‘Por el ojo de una aguja [Pelo buraco de uma agulha], Barcelona, ​​Acantilado, 2016, 103-104).”

Sexo e ministério ordenado: realidade negada, silêncio imposto, comunhão fictícia. Artigo de Andrea Grillo

“Sem o encontro com a família, com o Povo de Deus, a teologia corre o grande risco de se tornar ideologia”.  Andrea Grillo – 04/06/2018- Imagem:  Pixabay – Mulheres na Igreja bizantina “Uma Igreja viva fala e discute, até sobre as coisas mais fundamentais. Assim, ela poderá gerar silêncio: o silêncio da comunhão, não o silêncio da imposição. A inteligência da fé nunca pode se contentar com tal silêncio imposto: deve produzir o silêncio da comunhão através do diálogo e do debate.” A opinião é do teólogo italiano Andrea Grillo, professor do Pontifício Ateneu Santo Anselmo, em Roma, do Instituto Teológico Marchigiano, em Ancona, e do Instituto de Liturgia Pastoral da Abadia de Santa Giustina, em Pádua. O artigo foi publicado em Come Se Non, 02-06-2018. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Apostar no génio

Numa grande obra de arte, está inscrita uma abertura à transcendência. Frei Bento Domingues  Público, 03.06.2018 Jesus foi educado num mundo em que a própria religião se tinha tornado a cadeia dos que não tinham defesa. Ele era um leigo. Não tinha frequentado nenhuma das escolas famosas da época, mas a sua experiência de Deus mostrou-lhe que nem da religião nem das leis sociais vigentes se podia esperar o Reino da alegria. Jesus de Nazaré desfatalizou a história. Nada tem de ser como está.