«A abolição do celibato obrigatório poderia ajudar»

Entrevista com o teólogo e psicoterapeuta Wunibald Müller   Christian Wölfel, em katholisch.de, 15-01-2017 Tradução: Moisés Sbardelotto  De acordo com o teólogo e psicoterapeuta Wunibald Müller (na foto), os padres se sentem cada vez mais sozinhos. Por isso, é justo que eles possam viver em uma comunidade, se se quiser ajudá-los.

Qual é o Deus de Trump?

Alberto Melloni- 22/01/2017  “Mesmo não falando de Deus, Trump permaneceu no rastro de um cerimonial que sempre suplicou ‘God bless America’, mas que, desta vez, mais do que pedir, parecia ordenar ao Pai Eterno que se adequasse à nova ideologia da ‘America first’.” Opinião do historiador italiano Alberto Melloni, professor da Universidade de Modena-Reggio Emilia e diretor da Fundação de Ciências Religiosas João XXIII, em Bolonha.Artigo publicado no jornal La Repubblica, 21-01-2017

O cristianismo em tempos de Francisco. A crise da democracia e a do laicato católico organizado

Luca Rolandi – 21 Janeiro 2017  “O cristianismo no tempo do Papa Francisco” é o tema do congresso de estudos que se realizou em Roma nos dias 19 e 20 de janeiro, na Sociedade Dante Alighieri no Palazzo Firenze. O congresso, promovido pela Universidade de Roma II, pela Universidade Católica de Milão, pela Universidade para Estrangeiros de Perugia e pela World History Academy, contou com a participação de renomados historiadores de todo o mundo sobre os temas tão caros a Bergoglio: centros e periferias, globalização, história, cultura e teologia, e perspectivas futuras.

Zygmunt Bauman: “Há muitas maneiras de ser humano”

Nesta entrevista inédita que em 2013 deu ao PÚBLICO, Zygmunt Bauman fala das redes sociais, do Papa, das relações afectivas e da Europa. Vítor Belanciano – 10/01/2017 Foto: Zygmunt Bauman Em Abril de 2013, antecipando a sua vinda a Portugal, mais concretamente ao Festival Literário da Madeira, trocamos impressões, por email, com o sociólogo polaco Zygmunt Bauman, que morreu esta segunda-feira. No final da sua vida era essa a forma preferida de comunicar, porque tinha defi- culdades auditivas. Nessa mesma altura foi editado em Portugal Europa Líquida (Nova Delphi), obra que propunha leituras sobre as transformações provocadas pela globalização na estrutura dos sistemas políticos e na organização social.  

Com a sombra de Trump a dominar, Davos vira-se para a China

No primeiro encontro de Davos depois do “Brexit” e das eleições dos EUA, os defensores da globalização encontraram em Xi Jinping a sua nova referência. Sérgio Aníbal – 16/01/2017 Foto: Atenções vai estar viradas em Xi Jinping, que assume um papel de defesa da globalização e do comércio livre PETER KLAUNZER/EPA Xi Jinping é presidente da República Popular da China, é o secretário geral do Partido Comunista Chinês e, agora, de forma talvez surpreendente, tornou-se também na grande e derradeira esperança de Davos, para a defesa dos ideais da globalização e o do comércio livre.

Redes sociais validam o ódio das pessoas, diz psicanalista

  Néli Pereira – Da BBC Brasil em São Paulo – 10 janeiro 2017  Direito de imagem:  Thinkstock Nas redes sociais, é possível expressar o seu ódio, dar a ele uma dimensão pública, receber aplausos de seus amigos e seguidores e se sentir, de alguma forma, validado.

Padres casados: avaliando os prós e contras

 Dwight Longenecker – 10/01/2017 “Em lugar de permitir que todos os padres se casem, o Vaticano poderia delegar às conferências episcopais a autoridade de considerar a ordenação de alguns homens casados mais velhos. Já que a maioria de nós está vivendo mais, já que estamos vivendo vidas ativas, há muitos homens casados financeiramente seguros e cujos filhos estão crescidos que bem poderiam servir a Igreja como padres maduros. Mas é apenas a minha opinião.

“Bauman só podia estar de acordo com um papa como Francisco” – Entrevista com com Gianni Vattimo

Stefano Caselli –11 Janeiro 2017 Fotos e imagens: Da internet “Para Zygmunt Bauman, a ética coincide com o colocar-se à disposição do outro, também – e sobretudo – fora das estruturas sociais ‘líquidas’. Uma visão bastante otimista da pessoa como ‘eu moral’ a serviço do próximo espoliado de todas as qualificações sociais. Na prática a sociedade líquida deveria ser aquela onde contam menos as pessoas e mais o ‘eu’, menos os papéis, as funções, mais o indivíduo”, reflete Gianni Vattimo (foto),  filósofo italiano, em entrevista de Stefano Caselli, publicada por il Fatto Quotidiano, 10-01-2017