Um bispo negro toma a frente e proclama: a homossexualidade é um dom de Deus
Mauro Lopes – 07 Agosto 2017 Um bispo negro, no sertão do Nordeste, com uma trajetória entre os pobres do Rio, Minas e São Paulo, nomeado em 2014 pelo Papa Francisco, chacoalhou a Igreja Católica, abriu os portões de ferro da falsidade e do preconceito e proclamou, profeticamente: a homossexualidade é um dom de Deus. Foi dom Antônio Carlos Cruz Santos, religioso da congregação dos Missionários do Sagrado Coração de Jesus, bispo de Caicó, no sertão do Rio Grande do Norte. Ele afirmou que o preconceito contra os homossexuais está em linha direta com o preconceito contra os negros e a escravidão e acusou os conservadores católicos de falta de misericórdia.
Carta do Papa surpreende casal gay que conseguiu batizar filhos
Vivian Ortiz – Do UOL, em São Paulo – 07/08/2017 Foto: Allyson posa ao lado dos pais, Toni e David, e dos irmãos, Felipe e Jessica, ao lado do padre que realizou a cerimônia – Imagem: Arquivo pessoal. Toni Reis conta que a família ficou bastante empolgada com esse retorno. “Claro que para uma pessoa agnóstica isso não significa nada, mas para nós, que temos a fé católica, foi uma ótima notícia“, diz. “Se tivéssemos visto a carta enquanto estávamos em Roma, certamente tentaria um encontro pessoalmente, mas não faltarão oportunidades.”
A primeira Pedra, Eu Padre Gay
Como Krzysztof Charamsa enfrentou o preconceito da alta cúpula da Igreja Católica, largou a batina e se tornou um ativista da causa LGBT Débora Crivellaro – 07.04.17 Assim que fez o anúncio, Charamsa foi classificado de irresponsável e afastado de suas funções. Agora, um ano e meio depois, e longe da batina, ele vive com o namorado em Barcelona e divulga o livro “A Primeira Pedra, Eu Padre Gay” (Ed. Seoman), que estará disponível no Brasil a partir desta semana. Na obra, ele afirma, entre outras coisas, que metade do clero católico é gay.
A história de Isabel e Federica: ontem freiras, amanhã noivas
A cerimônia civil foi em Pinerolo: “Deus quer que as pessoas felizes” Antonio Giaimo, Niccolò Zancan – 28/09/2016 Tradução: Orlando Almeida “As esposas pediram anonimato. Gostariam que este sonho corajoso delas permanecesse reservado.“Não é pudor, mas medo dos preconceitos. Não queremos virar celebridades, mas viver serenamente juntas e encontrar logo um novo trabalho. Deixamos o mosteiro, mas não deixamos a Igreja e não esquecemos a fé”.
A longa marcha dos gays católicos: “Com Bergoglio, fora das catacumbas”
Paolo Rodari – 30-09-2016 Eles viveram durante anos nas catacumbas, em uma Igreja que, como explica o jesuíta alemão Klaus Mertes, diretor do Colégio de St. Blasien, em um artigo recém-publicado na revista acadêmica Theologie.geschichte, não consegue “se decidir a reivindicar direitos humanos fundamentais para as pessoas homossexuais“. E ainda: “O fato de ela tolerar, ao contrário, que até mesmo altos representantes do clero invoquem compreensão para tradições culturais em que as pessoas homossexuais são ameaçadas de morte está em contradição com o Evangelho”.