O celular é o novo cigarro: se fico entediada, dou uma olhada nele. Está nos escravizando”
Belén Kaiser -5/12/17 – Foto: El País Há sete anos alguém disse que a socióloga norte-americana Amber Case (Portland, 1987) vinha do futuro para nos contar em que poderíamos nos transformar se nos deixássemos seduzir, sem reservas, pela tecnologia. Foi depois de uma palestra TEDx que Case, também definida como ciberantropóloga, chamou a atenção para como os humanos estavam deixando coisas importantes demais nas mãos da tecnologia. A capacidade de memorizar, de recordar, de nos comunicarmos, de estabelecer empatia.
Os defensores da liberdade de expressão que querem acabar com o politicamente correto no Reino Unido
Sam Kriss – 29/08/2016 Tradução: Marina Schnoor Todas as fotos por Harry Hitchens. Esta matéria foi originalmente publicada na VICE UK. Uma noite com Milo Yiannopoulos e seus seguidores no lançamento de um novo grupo estudantil inglês que clama por uma curiosa “liberdade de expressão” unilateral.
Zygmunt Bauman: “Há muitas maneiras de ser humano”
Nesta entrevista inédita que em 2013 deu ao PÚBLICO, Zygmunt Bauman fala das redes sociais, do Papa, das relações afectivas e da Europa. Vítor Belanciano – 10/01/2017 Foto: Zygmunt Bauman Em Abril de 2013, antecipando a sua vinda a Portugal, mais concretamente ao Festival Literário da Madeira, trocamos impressões, por email, com o sociólogo polaco Zygmunt Bauman, que morreu esta segunda-feira. No final da sua vida era essa a forma preferida de comunicar, porque tinha defi- culdades auditivas. Nessa mesma altura foi editado em Portugal Europa Líquida (Nova Delphi), obra que propunha leituras sobre as transformações provocadas pela globalização na estrutura dos sistemas políticos e na organização social.
Redes sociais validam o ódio das pessoas, diz psicanalista
Néli Pereira – Da BBC Brasil em São Paulo – 10 janeiro 2017 Direito de imagem: Thinkstock Nas redes sociais, é possível expressar o seu ódio, dar a ele uma dimensão pública, receber aplausos de seus amigos e seguidores e se sentir, de alguma forma, validado.
Brasileiro viajante já construiu 210 casas, 4 escolas e segue em trabalhos voluntários pelo mundo
Ele saiu de Natal para, inicialmente, um intercâmbio de seis meses na Irlanda. O que não dava para prever é que a viagem se esticaria por sete anos, cruzaria fronteiras e tomaria rumos como a dedicação ao trabalho voluntário. O aventureiro Danniel Oliveira já ajudou a construir 210 casas e quatro escolas ao redor do mundo, distribuiu alimentos para refugiados e, entre tantas outras coisas, impactou a vida de muita gente com seu espírito solidário. Por onde o brasileiro passa, um legado é deixado para a comunidade que mais precisa. É isso o que torna sua jornada tão inspiradora. Olhando suas fotos, fica muito claro o quanto ele mudou, do cabelo à roupa que usa. Mas agora imagina o quanto tantas experiências enriquecedoras e multiculturais conseguiram transformá-lo por dentro.
A silenciosa ditadura do algoritmo
Pepe Escobar – 18/10/2016 Ilustração: Outras Palavras Em sociedades digitalizadas, decisões cruciais sobre a vida são tomadas por máquinas e códigos. Por que isso multiplica a desigualdade e ameaça o direito à informação e a democracia