O Cardeal Stella explica as linhas mestras aplicadas nos casos dos padres de rito latino que têm filhos. O critério a seguir é o bem das crianças
Andrea Tornielli, 27/02/2019. Foto: Card. Beniamino Stella/ Vatican News Tradução: Orlando Almeida O dos “filhos dos padres” é um tema que se manteve por muito tempo tabu, com a consequência de que frequentemente, sobretudo no passado, estas crianças cresciam sem ter um pai conhecido e reconhecido. Trata-se, no entanto, de um problema distinto do que foi enfrentado na semana passada no Vaticano, centrado sobre os abusos cometidos contra menores.
Quando e por que a Igreja Católica passou a impor o celibato aos padres
Edison Veiga – De Milão para a BBC News Brasil, 15/09/2018 Foto: Hoje em dia o celibato é necessário para quem quer se tornar sacerdote na Igreja Católica /Direito de imagem: PASCOM/SÃO ROQUE Image caption Não há nada que indique que a Igreja Católica vá rever a norma a curto prazo, mas o próprio papa Francisco já afirmou: o celibato clerical, ou seja, o voto que obriga os padres a permanecerem castos, não é um dogma de fé – e, sim, um regulamento da Igreja. Dogmas são coisas que a Igreja considera “verdades absolutas”: pontos fundamentais e indiscutíveis de sua fé, que portanto não podem ser modificados. São dogmas, por exemplo, a ressurreição de Cristo e a Santíssima Trindade.
Entrevista “Nunca haverá um tempo sem Deus ou religião”
“Há mais de cem anos que andámos a dizer que Deus está morto. Talvez devêssemos deixar de dizer isso.” Pedro Rios – 9/02/2019. Foto: Daqui Académico que faz best sellers sobre religião, nómada espiritual, crítico de Trump, Reza Aslan é uma das vozes mais ouvidas nos EUA quando se fala de fé e religião. Em Deus – Uma Biografia defende que há milénios que os homens projectam Deus à sua imagem e semelhança – e vão continuar a fazê-lo. “Há mais de cem anos que andámos a dizer que Deus está morto. Talvez devêssemos deixar de dizer isso.” Livros como O Zelota — A Vida e o Tempo de Jesus de Nazaré (ed. Quetzal, 2014) e No God but God: The Origins, Evolution, and Future of Islam (Random House, 2005) figuraram nas listas de melhores livros dos respectivos anos e nos escaparates dos best sellers.
Papa aos líderes religiosos: “Ou construímos o futuro juntos ou não haverá futuro”
Vatican News – 05/02/2019 Não há tempo a perder. E muito menos alternativas. Chegou o momento em que as religiões “devem se empenhar mais ativamente, com valor e audácia, com sinceridade, em ajudar a família humana a amadurecer a capacidade de reconciliação”. Durante o encontro com 700 líderes religiosos de todas as confissões, em uma atmosfera de dia histórico, o Papa Francisco fez um forte chamado deAbu Dhabi: “ou construímos o futuro juntos ou não haverá futuro”. O Pontífice elogia os Emirados Árabes Unidospela sua tolerância. Lembra o que é a plena liberdade de fé. E destaca: “que os direitos fundamentais sejam sempre respeitados”. A reportagem foi publicada por Vatican News, 04-02-2019. A tradução é de Graziela Wolfart.
Para que serve o ecumenismo se as igrejas se dilaceram internamente?
Claire Lesegretain, em 18/01/2019 Tradução: Orlando Almeida Foto: Mons. Jean Charioupolis, arcebispo das Igrejas russas na Europa Ocidental, Serge Sollogoub, Arcipreste Ortodoxo, François Clavairoly, presidente da Federação Protestante da França, e o pastor Augustin Nkundabashaka, evangélico batista, no 49º aniversário da Comunidade de Sant’Egidio, em maio de 2017. / Corinne Simon / Ciric. A Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos começa na sexta-feira, 18 de janeiro. Que sentido pode ter o engajamento ecumênico quando os patriarcados ortodoxos se dividem e quando as igrejas protestantes se recompõem, não sem dissensões?
Esquerda brasileira deixou parte dos cristãos no colo da direita
O estado é laico, mas as pessoas não. A maioria das pessoas são religiosas e precisamos respeitá-las; e muito mais importante: compreendê-las Wagner Francesco – 11/01/2018 – Foto: abstrato-azul-vermelho / pixabay – IHU Sendo a religião, como acertadamente Marx diz, o suspiro da criatura oprimida, é preciso escutar este suspiro, entender que suspiro é este e de que modo a religião atua como mecanismo contra a opressão. A religião não é opressora, mas pode atuar como mecanismo de opressão, bem como de libertação. O artigo é de Wagner Francesco, teólogo e advogado, publicado por CartaCapital, 10-01-2019.
O 2018 do Papa, um balanço à luz da “Alegria do Evangelho”
Repassamos o ano de Francisco, com suas alegrias e aflições, olhando para os acontecimentos de 2018 através das lentes da Evangelii Gaudium Sergio Centofanti– 31/12/2018 Este ano, como disse o Papa Francisco em seu recente discurso de felicitações de Natal à Cúria, foi difícil para a Igreja, “investida por tempestades e furacões”. Precisamente por isso, podemos ler melhor o ano de 2018 do Papa, à luz de sua primeira Exortação Apostólica, a Evangelii gaudium, que no mês passado completou 5 anos. De fato – escreve Francisco – “é preciso permitir que a alegria da fé comece a despertar, como uma secreta mas firme confiança, mesmo em meio às piores angústias”.
Müller: “Ninguém tem o direito de colocar o Papa sob acusação”
O cardeal: “Os ataques prejudicam a credibilidade da Igreja. Estou convencido de que Francisco faz todo o possível contra os abusos. Os bispos americanos deveriam ter enviado antes os textos a Roma” ANDREA TORNIELLI, 27/11/2018 Foto: Cardeal Gerhard Ludwig Müller, prefeito emérito da Congregação para a Doutrina da Fé / Paulopes Tradução: Orlando Almeida “Ninguém tem o direito de colocar sob acusação o Papa ou de pedir que ele renuncie!” Os ataques e as polêmicas públicas “acabam por colocar em discussão a credibilidade da Igreja e a sua missão”. O cardeal Gerhard Ludwig Müller, teólogo e ex-prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, recebeu-nos na sua residência na Piazza della Città Leonina, nos aposentos em que morou durante um quarto de século o cardeal Joseph Ratzinger. Ele está preocupado com o clima que se respira na Igreja, as tensões, as polarizações e as facções opostas.
Padres casados alemães pedem aos seus bispos que busquem a abolição do celibato obrigatório
“O TEMPO URGE, SERIA UM PRIMEIRO PASSO DE UMA MUDANÇA RUMO A UMA IGREJA VERDADEIRAMENTE INCULTURADA” Associação Alemã de Padres Casados – VKPF – 22/11/2018 Foto: O celibato em debate / Periodista Digital Tradução: Orlando Almeida “Sexo e prazer não se opõem ao serviço sacerdotal, pelo contrário, fazem parte de uma espiritualidade plena” Nós aprendemos… que uma vida sexual ativa para todos é uma necessidade existencial
O Sínodo da Juventude: uma síntese dos tempos de crises
Wagner Fernandes de Azevedo | 08/11/2018 Foto: comshalom.org Quando o Sínodo dos Jovens foi convocado em 2016 pelo Papa Francisco, a expectativa da contínua sinodalidade do seu pontificado, e legada do Vaticano II, era por uma assembleia transformadora. O Sínodo da Família, em 2014 e 2015, resultou na exortação Amoris Laetitia. Pouco digerida e aceita nos setores conservadores, acentuou uma oposição pública a Francisco.