A sobrevivência dos mais ricos e como tramam abandonar o barco

Douglas Rushkoff –07 Agosto 2018 – Foto: IHU Para os multimilionários, o futuro da tecnologia consiste em sua capacidade de fuga. O objetivo é transcender a condição humana e se proteger da mudança climática, dos grandes fluxos migratórios, das pandemias globais… O artigo é de Douglas Rushkoff, escritor, documentarista e palestrante estadunidense, cujo trabalho se concentra na autonomia humana na era digital, em artigo publicado por Ctxt, 01-08-2018. A tradução é do Cepat.

O “infocalipse” vem aí. Ele previu a crise das notícias falsas. Agora teme pela democracia

  Gabriel Francisco Ribeiro – Do UOL Tecnologia, em São Paulo – Imagens: UOL  30/05/2018 Faz mais de dois anos que Aviv Ovadya fez o alerta: algo estava muito errado com a internet. Até aí, quem nunca pensou isso? Na época, já havia inclusive estudos apontando, por exemplo, que mais da metade das notícias mais compartilhadas no Facebook na semana do impeachment de Dilma Rousseff (PT) eram falsas. Mas, o chefe de tecnologia do Centro de Responsabilidade para Mídias Sociais e engenheiro formado pelo MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts) foi além. Ele levou suas preocupações aos tecnólogos da baía de San Francisco e avisou que haveria uma crise de desinformação. E, sem cidadãos informados, a democracia estava ameaçada. A apresentação, que ele intitulou de “Infocalypse” (uma referência a apocalipse da informação), foi ignorada. Logo depois, Donald Trump foi inesperadamente eleito presidente dos Estados Unidos. Meses depois, explodiu o escândalo de manipulação de dados do Facebook. Agora, em entrevista exclusiva ao UOL Tecnologia, Ovadya faz novo alerta: a situação piorou e estamos vendo apenas a “ponta do iceberg”.

O Facebook deitou-se no divã

  João Pedro Pereira 28/01/18 – Foto: Reuters Pressionada por críticas, a rede social começa a reconhecer os próprios problemas: da crise das notícias falsas aos efeitos psicológicos em milhões de utilizadores. Zuckerberg prometeu resolver as falhas.

O celular é o novo cigarro: se fico entediada, dou uma olhada nele. Está nos escravizando”

Belén Kaiser -5/12/17 – Foto: El País Há sete anos alguém disse que a socióloga norte-americana Amber Case (Portland, 1987) vinha do futuro para nos contar em que poderíamos nos transformar se nos deixássemos seduzir, sem reservas, pela tecnologia. Foi depois de uma palestra TEDx que Case, também definida como ciberantropóloga, chamou a atenção para como os humanos estavam deixando coisas importantes demais nas mãos da tecnologia. A capacidade de memorizar, de recordar, de nos comunicarmos, de estabelecer empatia.

O que é melhor: humano ou trans-humano?

Maria Teresa P. Pederiva –17/02/17 Mais de 12 milhões de visualizações no Facebook, 129.000 pessoas conectadas ao vivo via streaming, 18.000 usuários no site e 80.000 páginas vistas. Os dados fornecidos no último dia pelos organizadores parecem decretar um sucesso que, se não pode ser considerado como inesperado, afirma com certeza o interesse com que foi acompanhada também a edição 2017 do Fórum Internacional de Bioética, que encerrou no sábado, 4 de fevereiro, em Estrasburgo.

Zygmunt Bauman: “Há muitas maneiras de ser humano”

Nesta entrevista inédita que em 2013 deu ao PÚBLICO, Zygmunt Bauman fala das redes sociais, do Papa, das relações afectivas e da Europa. Vítor Belanciano – 10/01/2017 Foto: Zygmunt Bauman Em Abril de 2013, antecipando a sua vinda a Portugal, mais concretamente ao Festival Literário da Madeira, trocamos impressões, por email, com o sociólogo polaco Zygmunt Bauman, que morreu esta segunda-feira. No final da sua vida era essa a forma preferida de comunicar, porque tinha defi- culdades auditivas. Nessa mesma altura foi editado em Portugal Europa Líquida (Nova Delphi), obra que propunha leituras sobre as transformações provocadas pela globalização na estrutura dos sistemas políticos e na organização social.  

As lições de George Orwell sobre abuso de poder

Milly Lacombe –  01/12/2016   Em 1945, quando o livro “A revolução dos Bichos” foi lançado, sentou para escrever um prefácio que nunca foi publicado e seria encontrado apenas anos depois. O livro, como até quem não leu sabe, é uma crítica em forma de fábula ao socialismo que foi praticado na antiga União Soviética.

A silenciosa ditadura do algoritmo

 Pepe Escobar –   18/10/2016  Ilustração: Outras Palavras Em sociedades digitalizadas, decisões cruciais sobre a vida são tomadas por máquinas e códigos. Por que isso multiplica a desigualdade e ameaça o direito à informação e a democracia 

Pokémon e o sequestro do desejo

Alfie Brown   na Roar – em 29/07/2016 Novo jogo escancara: na vida urbana mediada pelo celular, as corporações definem o que nos falta — e nos vendem a reconfortante ilusão de que decidimos Alfie Brown , Autor de “Enjoying It: Candy Crush and Capitalism” (Zero, 2015) e “The PlayStation Dreamworld” (Polity, a ser lançado em 2017). Coeditor da “Hong Kong Review of Books” e escreve sobre política de tecnologia e videogames para várias publicações.