José Veiga Torres: pela sinodalidade cristã – “caminhar juntos” com um “excluído”
Contributos de um leigo, desencantado com a Hierarquia, para o Sínodo Praça de S. Pedro, no Vaticano. Foto © Sean Ang | Unsplash 7Margens | 19 Jun 2022 Mais do que “resolver a ordenação (clericalização) de mulheres” ou a obrigação do celibato, mais do que “apertar as regras de seleção dos clérigos, solteiros ou casados, o catolicismo deve sobretudo despojar-se “de tudo o que não tem fundamento evangélico e estimular-se na experiência das comunidades de base, desclericalizadas. Esta é a reflexão de José Veiga Torres, professor universitário e autor do livro Desafio aos Cristãos e a outras gentes – da “condição humana” para a vocação humana. Apresentando-se como “um exilado das Igrejas, que quer seguir o Caminho e ‘caminhar junto’, este é o seu contributo, enviado para a diocese de Coimbra, em resposta à maior auscultação alguma vez feita à escala planetária, lançada pelo Papa Francisco, para preparar a assembleia do Sínodo dos Bispos de 2023. Esse coro imenso de vozes não pode ser silenciado, reduzido, esquecido, maltratado. O Espírito sopra onde quer e os contributos dos grupos que se formaram para ouvir o que o Espírito lhes quis dizer são o fruto maduro da sinodalidade. O 7MARGENS publica alguns desses contributos, estando aberto a considerar a publicação de outros que queiram enviar-nos.