Trabalho escravo no Brasil: os riscos de passar de vitrine a vidraça

“As formas modernas, contemporâneas de escravidão não são somente um atentado à liberdade, mas levam à degradação da pessoa, transformando-a em uma ‘coisa’”, afirma frei dominicano. Foto: sohistoria.com.br  Entrevista de Xavier Plassat – 5/03/2016 Quase 20 anos depois de terem sido iniciados os trâmites para o julgamento do Estado brasileiro na Corte Interamericana de Direitos Humanos – CIDH, por conta da sua omissão em relação às denúncias de trabalho escravo no Brasil desde o final da década de 1980, o caso foi novamente julgado na CIDH, na Costa Rica, nos dias 18 e 19 de fevereiro deste ano. Entre os representantes da Comissão Pastoral da Terra – CPT e do Centro pela Justiça e o Direito Internacional – CEJIL, os peticionários da ação, esteve presente na audiência Frei Xavier Plassat, que há mais de 30 anos denuncia casos de trabalho escravo no Brasil.

Assim agem os mega-bilionários

 O sistema ideológico do capitalismo enfia na cabeça e coração das pessoas histórias de “heróis” que fizeram fortuna com base em sua criatividade, genialidade, perseverança, intuição…  Por Mauro Lopes, editor do blog Caminho pra casa – 28 de janeiro de 2016 por Redação Retrato de um sistema em degradação moral: nove das dez pessoas mais ricas do mundo estão envolvidas com trabalho escravo e infantil, superexploração, espionagem e patrocínio de golpes de Estado

Julgamento do Brasil na OEA: O primeiro julgamento da Corte relacionado a Trabalho Escravo contemporâneo

O Centro pela Justiça e o Direito Internacional (CEJIL) e a Comissão Pastoral da Terra (CPT) convocam para uma coletiva de imprensa no Secretariado Nacional do Cimi (Conselho Indigenista Missionário), localizado em Brasília. Nessa oportunidade, Frei Xavier Plassat, coordenador da Campanha Nacional da CPT “De Olho Aberto para não Virar Escravo” e Beatriz Affonso, Diretora do CEJIL/Brasil, informarão sobre o caso “Trabalhadores da Fazenda Brasil Verde vs. Brasil”.

Mensagem de Wagner Moura para o Senado

“Com a votação, por pedido de urgência no Senado, do projeto de lei que regulamenta a emenda constitucional 81\2014 estaremos correndo o risco de mais um grande retrocesso no nosso país. O projeto de lei, que em seu nascedouro seria mais um instrumento na luta contra a escravidão contemporânea, já que confisca terras onde forem encontrados trabalhadores escravizados, terminou por servir a uma manobra sorrateira da bancada ruralista no sentido de retirar da definição brasileira de trabalho escravo dois de seus pilares mais importantes: a jornada exaustiva e o trabalho em condição degradante.

Irmã Dorothy poderia ser a santa padroeira da próxima encíclica do Papa

Quando a carta encíclica do Papa Francisco sobre o meio ambiente for publicada em 18 de junho, parecerá óbvio para a maioria das pessoas quem é o santo padroeiro do documento: São Francisco de Assis, o grande amante de toda a criação que viveu nos séculos XII e XIII e cujo famoso “Cântico das Criaturas” dá o título ao texto pontifício: Laudato Sie’.      No entanto, Francisco deixou escapar nesta quinta-feira (11 de junho) uma pista indireta de que há um outro forte candidato a patrono, alguém muito mais perto no tempo e que ainda não foi declarado santo formalmente: a Irmã Dorothy Stang, missionária americana assassinada no Brasil em 2005 ao defender a floresta amazônica e os direitos dos agricultores pobres.

  A religião como crítica à opressão. A figura messiânica de Óscar A. Romero (1917-1980)

 Enrique Dussel – 26.05.2015   “Houve a necessidade de que um Papa latino-americano reconhecesse que Romero foi um mártir da fé, que se lançou defendendo politicamente seu povo reprimido, para que, agora, possa ser venerado como figura messiânica exemplar. Nem João Paulo II, nem Bento XVI podiam desafiar a oligarquia salvadorenha, latino-americana e norte-americana dando esse passo. Agora é possível, ainda que nunca se saiba por quanto tempo!”, escreve o filósofo Enrique Dussel, em artigo publicado pelo jornal La Jornada, 23-05-2015. A tradução é do Cepat.  

Lista suja. A voz solitária do tribunal

 “A prática abjeta da escravidão, censurada há mais de um século no mundo das leis, permanece firme no mundo da vida. Ferramentas poderosas como a lista suja, por certo, precisam respeitar a Constituição. Derrubá-la repentinamente, porém, não foi o recado judicial mais construtivo para o seu aperfeiçoamento”, assevera Conrado Hübner Mendes, professor de Direito Constitucional da USP, em artigo publicado pelo O Estado de S. Paulo, 10-05-2015. 

A democracia morreu, agora é oficial

“O ponto central que emerge de nossa pesquisa”, disseram os autores Martin Gilens e Benjamin I. Page, “é que elites econômicas e grupos organizados que representam o interesse de corporações têm substancial impacto nas políticas criadas pelo governo americano, enquanto o interesse da população tem pouquíssima ou nenhuma influência”

Governo ‘dribla’ STF e cria nova lista do trabalho escravo

A lista foi suspensa por decisão do ministro Lewandowski após ação de empresas de construção civil “O Brasil é uma referência no combate ao trabalho escravo, não porque erradicou o crime, mas porque está bem à frente de outros países em ações práticas para combatê-lo. Isso (a suspensão da lista) sinaliza um passo na direção contrária, mas é importante ver que o governo quer manter a lista”