2016: o ano em que se tentou matar a esperança do povo brasileiro

Os que mudaram ilegitimamente os rumos do país, impondo um ultraliberalismo, estão assassinando a esperança do povo brasileiro.     Leonardo Boff “Esperança é um bem escasso hoje no mundo inteiro e especialmente no Brasil. Os que mudaram ilegitimamente os rumos do país, impondo um ultraliberalismo, estão assassinando a esperança do povo brasileiro. As medidas tomadas penalizam principalmente as grandes maiorias que veem as conquistas sociais históricas sendo literalmente desmontadas.           Aqui nos socorre o filósofo alemão (Ernst Bloch) que introduziu  o “princípio esperança”. Esta, a esperança, é mais que uma virtude entre outras. É um motor que temos dentro de nós que alimenta todas as demais virtudes e que nos lança para frente, suscitando novos sonhos de uma sociedade melhor.”

O golpe entra em seu último ato

Milly Lacombe – 28/12/2016 Fotos: da internet “Temer, bastante eficiente até aqui, precisa sair a partir de 1 de janeiro, e nem um dia antes porque isso levaria a eleições diretas. Se cair depois de 1 de janeiro teremos eleições indiretas, e é com elas que o golpe baixa suas mofadas cortinas e, oficialmente, nos sequestra por tempo indeterminado. Então, a mesma mídia corporativa que elevou Temer à condição de salvador agora começa a desferir socos um pouco mais fortes expondo o homem pelo que ele é.”

Como seguir se o Parlamento foi privatizado?

Milly Lacombe – 13/12/2016 “Querem que acreditemos que o Estado quebrado (a parte verdadeira dessa história) só pode ser recuperado com o corte de investimentos sociais. Comparam o país com nossas casas, usam linguagem infantilizada para doutrinar. Dizem que todos precisam agora sofrer um pouco em nome do Brasil. Não é um truque novo, e tem até nome: austeridade”.

É Dia dos Direitos Humanos. Mas, se dão as caras por aqui, são linchados

 Leonardo Sakamoto – 10/12/2016  “Ou acordamos e decidimos agir pela dignidade humana – que vai desde o direito de ter uma fé e professá-la, até o direito de ter um teto, de não morrer de fome, de não ser escravo, de poder pensar e falar livremente, de não ser perseguido e morto pela sociedade ou pelo Estado, de não ser molestado por sua orientação sexual, identidade, origem ou cor de pele – ou passaremos as próximas décadas rangendo os dentes e fazendo músicas sobre o quão linda era liberdade que um dia conquistamos e depois deixamos escapar.” 

Ana Júlia e a palavra encarnada

O movimento de ocupação da escola pública tornou-se a principal resistência ao projeto não eleito e pode ser a pedra no caminho do PSDB em 2018 Eliana Brum – 05/11/2016   Foto:A estudante Ana Julia, 16 anos, ao discursar na Assembleia Legislativa do Paraná Em um momento do seu discurso de 10 minutos e 40 segundos, Ana Júlia menciona a morte do estudante Lucas Eduardo de Araújo Mota e afirma: “Vocês estão aqui representando o Estado, e eu convido vocês a olhar a mão de vocês. A mão de vocês está suja com o sangue de Lucas. Não só do Lucas como de todos os adolescentes que são vítimas disso. O sangue do Lucas está na mão de vocês, vocês representam o Estado”.

A crise no aparato escolar brasileiro e as ocupações estudantis

Alexandre Pimenta – 04 Novembro 2016  “O aparato escolar brasileiro está sendo um dos centros da disputa política. A expansão, qualidade e caráter do mesmo tem sido revisto pelos partidos da ordem e os movimentos reacionários: do escola sem partido até a militarização de escolas civis”, escreve Alexandre Pimenta, em artigo publicado por LavraPalavra, 02-11-2016.

A sorte do Brasil: para cada Janaína, temos estudantes como a paranaense Ana Júlia

 Por Kiko Nogueira – 26/10/2016 A Escola sem Partido, diz AJ,  “é uma escola sem senso crítico, é uma escola racista, homofóbica. É falar para os jovens que querem formar um exército de não pensantes, um exército que ouve e baixa a cabeça. Não somos isso. Escola Sem Partido nos insulta, nos humilha, nos fala que não temos capacidade de pensar por nós mesmos”.

O que faremos com o Aquífero Guarani?

 “Um gigante na linha de mira da privatização?”  Rui Daher, CartaCapital, 25-10-2016. “Recentemente, na levada que a política neoliberal sugeria no passado, agora oficializada por um golpe de Estado, alguns departamentos e técnicos da Agência Nacional de Águas (ANA), sob condição de anonimato, têm revelado a presença do aquífero em lista dos bens públicos privatizáveis.”