‘Panama Papers’ atingem políticos de ao menos sete partidos brasileiros
PDT, PMDB, PP, PSB, PSD, PSDB e PTB são as legendas cujos integrantes aparecem na lista Gil Alessi – São Paulo 4 ABR 2016 Foto: O deputado federal Newton Cardoso (PMDB-MG). L. Macedo Ag. Cam. Políticos de ao menos sete partidos brasileiros têm contas em empresas offshores (Clique e veja) no exterior abertas pela companhia panamenha Mossack Fonseca, especializada em camuflar ativos usando companhias sediadas em paraísos fiscais. PDT, PMDB, PP, PSB, PSD, PSDB e PTB são as legendas cujos integrantes aparecem na lista batizada de Panama Papers, onde constam milhares de nomes de titulares de offshores.
O maniqueísmo é o ópio dos tolos
O Brasil encontra-se dividido entre as pessoas que pensam como nós (os bons, inteligentes e honestos) e as que pensam diferente de nós (os maus, burros e corruptos) Luiz Ruffato – 30 MAR 2016 Foto: Ricardo Moraes Reuters – Tensão entre manifestantes contrários e a favor ao Governo Dilma, em Brasília, no dia 17 de março. “O dramaturgo e cronista Nelson Rodrigues definiu certa vez o Brasil como a “pátria de chuteiras”. … O país mudou, o futebol entrou em decadência, e transferimos e aprofundamos nosso ardor para a política. Envergando a toga da intolerância e sentados na cadeira das certezas absolutas, avaliamos implacáveis uns aos outros, condenando, cegos pelo ódio e pelo ressentimento, todo aquele que de nós ousar divergir, mesmo que minimamente.”
O xadrez do fim da síndrome de Pilatos no STF
Luis Nassif Sexta, 01 de abril de 2016 “Hoje, as nuvens que se formam no céu político indicam o seguinte: 1. Boa probabilidade da tese do impeachment na Câmara não ter quórum; 2. Rearticulação da base política do governo, em bases precárias; 3. Novas tentativas de golpe através do TSE”, escreve Luis Nassif, jornalista, em comentário publicado por Jornal GGN, 01-04-2016. Segundo ele, há a “necessidade de se passar à opinião pública o sentimento de urgência para abrir espaço para um pacto que impeça o aprofundamento da crise”.
“É o Congresso o câncer que está destruindo a política e impossibilitando a concertação”. Entrevista especial com Cândido Grzybowski
Patricia Fachin – 31 de março de 2016 Foto:www.notibras.com Grzybowski diz ainda que o “câncer” que está “matando” a política brasileira é o Congresso e não o Judiciário ou a Polícia Federal. “É o Congresso quem está destruindo a política e apelando para o Judiciário a toda hora e atropelando as decisões. A tentativa de Cunha de tentar mudar a composição dos conselhos para se beneficiar, mostra bem onde estamos. É esse jogo que está sendo feito e que acaba sendo levado ao Tribunal para desempatar a disputa”.
Fora Rede Globo: democratização da comunicação deve passar pelo debate
Tatiana Félix – 31.03.2016 – Adital Para transmitir conteúdo televisivo, as empresas privadas concorrem à concessão de um espectro público, que é renovado de tempos em tempos. A Rede Globo, por exemplo, principal emissora do país, utiliza um espaço público para veicular sua programação. Embora tenha a maior audiência, também recebe muitas críticas, sobretudo, em relação ao seu noticiário envolvendo política, no qual demonstra parcialidade e desigualdade nas informações.
Um elefante na sala do Brasil
Antonio Martins – 28.03.2016 Foto: Willian Bonner lê, no “Jornal Nacional”, texto sobre a “superplanilha”. Emissora tenta abafar documento, que demonstra como é pueril ideia de Sérgio Moro e Rodrigo Janot sobre corrupção brasileira Na Lista Odebrecht, retrato da democracia sequestrada. A Lava Jato só pode prosseguir como farsa. Reforma Política nunca foi tão necessária – mas governo parece não compreender.
Golpe parlamentar não pode ser confundido com impeachment. Entrevista especial com Luiz Moreira
“O processo de impeachment hoje em curso na Câmara dos Deputados é claramente um artifício para dar ares de legalidade a um golpe parlamentar”, afirma o ex-integrante do Conselho Nacional do Ministério Público. A conjuntura dos últimos dias, que tem acentuado a crise política, segue um “roteiro” “por todos conhecido”, o qual envolve uma “aliança” entre o Judiciário, o Ministério Público e a polícia e a mídia, “com o propósito de obter apoio de parcelas da população às chamadas fases da operação Lava Jato”, diz Luiz Moreira à IHU On-Line, na entrevista a seguir, concedida por e-mail. Através desse “pacto”, frisa, está em curso “um projeto que estabelece supremacia do sistema de justiça criminal sobre a democracia”.
Deus e o Diabo na terra Brasil
Magali Cunha Terça, 29 de março de 2016 “Ataques verbais e físicos experimentados em espaços públicos, registrados por escrito, em áudio e imagens nas mídias tradicionais e digitais, têm marcado posicionamentos e debates em torno da crise política em curso”, escrever Magali Cunha, jornalista, docente e pesquisadora da Universidade Metodista de São Paulo.
Brasil ainda pode evitar o ‘novo’ golpe
Judiciário e mídia ferem democracia. Lava Jato não é comparável a Mãos Limpas. Na raiz da crise, ilusão grosseira do PT. Guerra não está perdida, mas é preciso mudar já. Boaventura de Sousa Santos Foto: Mc Sofia no palco Canto da Democracia em São Paulo. Foto Ninja Quando, há quase trinta anos, iniciei os estudos sobre o sistema judicial em vários países, a administração da justiça era a dimensão institucional do Estado com menos visibilidade pública. A grande exceção eram os EUA devido ao papel fulcral do Tribunal Supremo nas definições das mais decisivas políticas públicas.
Uma democracia honesta sobrevive sem justa reflexão?
“a concentração dos meios de comunicação nas mãos de poucos é um grave problema a ser enfrentado pelas sociedades modernas”.