A venda de terras para estrangeiros não passará fácil pelo Supremo

 Ministro do STF Marco Aurélio Mello suspendeu parecer que permitia a aquisição de terras por estrangeiros  Jacques Távora Alfonsin – Brasil de Fato, 16/09/2016.  Crédito da Foto: de Nelson Jr./SCO/STF Despacho do Ministro (Foto):  “A soberania, além de fundamento da República Federativa do Brasil, também constitui princípio da ordem econômica, evidenciando o papel no arranjo institucional instaurado em 1988, quando se expressou preocupação com a influência do capital estrangeiro em assuntos sensíveis e intrinsecamente vinculados ao interesse nacional.” 

Escola, autoritarismo e emancipação

Joana Salém Vasconcelos  – 18/09/2016 Ora, o que significa “neutralidade” para os partidários da Escola Sem Partido? Para eles, “neutralidade” é sinônimo do enquadramento do professor aos pensamentos e crenças dos pais dos alunos. Mas como isso seria possível? O que ocorreria, por exemplo, em uma sala de aula com alunos de famílias evangélicas, umbandistas, espíritas, judias, islâmicas, candomblecistas e ateias?

A preocupação com a verdade, com a democracia e com os pobres – Desafio para uma esquerda ética e não nominalista.

Por: Patricia Fachin |16/09/2016 “Não há uma saída para essa herança de quebradeira” e, portanto, no curto prazo, o programa de privatizações e concessões, ou seja, a “pauta de reformas” do governo Temer, “que são as mesmas que a Dilma estava tentando implementar”, será inevitável e “não tem como não fazê-las, porque o horizonte é que o Governo Federal passe a não pagar os servidores da União”, diz Giuseppe Cocco à IHU On-Line.

Ilações políticas da Lava Jato e Lula contra a parede: uma análise mais à esquerda da crise político-jurídica brasileira

Bruno Lima Rocha – 16 Setembro 2016  Foto: Dallagnol, o Procuradro . PPS, não tem Provas, mas tem Convicção! “Estar contra o golpe não significa aderir à defesa de Lula, Dilma e cia. Isto porque estar contra o golpe e mais à esquerda implica em lutar pela manutenção e ampliação dos direitos coletivos, assim como aprofundar o alinhamento do país com a América Latina e as relações Sul-Sul”.

Privatização do Aquífero Guarani, nossa reserva de água será da Coca-Cola ou Nestlé.

Este é mais um crime do governo de Michel Temer. Vamos aceitar? Por Redação do Correio do Brasil  – 22/08/2016 A sanha privatista do governo instalado após o golpe de Estado, em curso, atinge um dos segmentos mais estratégicos para o crescimento do país, segundo revelou um alto funcionário da Agência Nacional de Águas (ANA), em condição de anonimato, à reportagem do Correio do Brasil, na manhã desta segunda-feira, dia 5 de setembro. O Aquífero Guarani, reserva de água doce com mais de 1,2 milhão de km², deverá constar na lista de bens públicos privatizáveis, a exemplo das reservas de petróleo no pré-sal e da estatal federal de energia, Eletrobras.

Temer repagina pacote de Dilma para anunciar 34 concessões e privatizações

Afonso Benites – 1-09-20163 Governo Michel Temer lançou nesta terça-feira um reformado pacote que pretende realizar 34 concessões e privatizações de empresas públicas. Parte dessa proposta, batizada de Crescer, é uma remodelagem do que fora previsto no ano passado por sua antecessora, Dilma Rousseff, mas que não progrediu. Os efeitos do projeto são de médio e longo prazo, já que os primeiros leilões só deverão ocorrer em meados de 2017.

Sobre vencedores e vencidos: uma reflexão oportuna e importuna

Ivone Gebara – 6 Setembro 2016 “Em tudo isso, ainda resta a contradição, o paradoxo, aquela experiência que nos mostra que no fundo todos nós somos menores que nossas vitórias e bem maiores que nossas derrotas. Todos nós somos de alguma maneira, vencidos e vencedores. Todos nós temos que recomeçar nossa busca comum de dignidade para além dos fracassos experimentados. Nosso futuro se chama hoje…”, escreve Ivone Gebara, religiosa, filósofa e teóloga. 

O escandaloso processo de deformação da economia pelo sistema financeiro e o silêncio da mídia, da academia e dos institutos de pesquisa

Entrevista com Ladislau Dowbor Por: João Vitor Santos | 10/09/2016 Para o professor da PUC–SP Ladislau Dowbor, é possível concluir que o atual sistema democrático não é mais “puro sangue”. É algo que surge a partir da solidificação do capital dentro desse sistema, uma espécie de “capitalismo democrático”. Não bastando isso, os poucos suspiros de democracia que se tem ainda são sufocados por uma espécie de cercamento. Não bastando isso, os poucos suspiros de democracia que se tem ainda são sufocados por uma espécie de cercamento.

‘Se não houver invenção democrática, o rumo da burocracia, e mesmo do totalitarismo, é inelutável’

  Márcia Junges 09/09/2016 – Foto: Roberto Romano “A fragilíssima vida pública brasileira foi uma conquista de séculos, obtida contra o mando estatal português e depois o da corte no império. Movimentos rebeldes foram esmagados por espadas e baionetas, sob os canhões conduzidos por Caxias”. A reflexão é do filósofo Roberto Romano em entrevista concedida por e-mail à IHU On-Line. Ele acrescenta que, assim, “não existiu e não existe espaço público no Brasil para ser reinventado. Estamos ainda nas projeções de uma possível vida pública livre”.

  A igreja do diabo

No altar dos juros de 14,25% ao ano, a promessa de rentabilidade extraordinária aos capitais errantes Luiz Gonzaga Belluzzo e Gabriel Galípolo – 05/09/16  “Nos últimos meses, trovejaram condenações aos interesses corporativos de aposentados, trabalhadores e mães do Bolsa Família pelo “ataque” ao Orçamento público. Em 2015, o Orçamento original destinou 103 bilhões de reais ao Ministério da Educação, 121 bilhões ao da Saúde, 75 bilhões ao Desenvolvimento Social e 20 bilhões aos Transportes. Somados aos 86 bilhões do déficit da Previdência, os gastos chegariam a 405 bilhões. No mesmo ano, os recursos destinados ao pagamento de juros foram de 502 bilhões, quase 100 bilhões a mais que os Orçamentos elencados”, escrevem Luiz Gonza ga Belluzzo e Gabriel Galípolo, economistas, em artigo publicado por CARTA CAPITAL