‘Último prego no caixão de Geisel’, diz coordenador da Comissão da Verdade sobre memorando da CIA
Ricardo Senra – 14 Maio 2018 “É realmente um estrago extraordinário. Mas estrago maior nós já tínhamos feito na Comissão Nacional da Verdade, sem querer parecer pretensioso.” É assim que o diplomata Paulo Sergio Pinheiro, ex-secretário de Estado de Direitos Humanos (no governo de Fernando Henrique Cardoso) e atual presidente da Comissão de Investigação sobre a Síria na ONU, classifica a revelação de um memorando secreto da CIA, que aponta que o general Ernesto Geisel sabia e autorizava a execução sumária de opositores durante a ditadura militar. A entrevista é de Ricardo Senra, publicada por BBC Brasil, 12-05-2018.
CIA: Geisel centralizou política de execução de “subversivos”
por Redação — publicado 10/05/2018 . Foto: https://www.cartacapital.com.br . Segundo memorando da inteligência dos EUA, o ditador manteve a ordem de assassinato de opositores do regime instituída pelo antecessor Emilio Médici CPDOC Por ordem de Geisel, Figueiredo decidia quem era “perigoso” e deveria morrer
Vida cristã em Nomadelfia: nada de dinheiro, e filhos adotivos
Visita à comunidade de Grosseto que se inspira nos Atos dos Apóstolos: abolidos o uso dos sobrenomes e as notas na escola. Não são permitidas brigas DOMENICO AGASSO JR – 10/05/2018 Foto: Nomadelfia, onde “fraternidade é lei” – ANSA Tradução: Orlando Almeida Na entrada das casas não há campainhas ou interfones. Nem portões. Não é preciso. As casas estão sempre abertas para todos. E não são “de ninguém”. Estamos nas colinas da Maremma toscana, onde “não existe propriedade privada”. A primeira pessoa que encontramos é Francesco Matterazzo. Logo deixamos de lado o uso do sobrenome: é um pedido dele, explicando que é “Francesco de Nomadelfia” e basta. Eis os motivos: “Entre nós não usamos o sobrenome, assim damos destaque ao batismo; e também porque há filhos adotivos, não queremos pôr em evidência as suas diferenças de origem”.
A nova Tese Onze
“Os filósofos têm apenas interpretado o mundo de maneiras diferentes; a questão, porém, é transformá-lo.” Karl Marx: Tese 11 Boaventura Sousa Santos – 09/01/2018 Imagens: Mural e Cartaz zapatistas “Os filósofos têm apenas interpretado o mundo. A questão é transformá-lo”, escreveu Karl Marx. Seria o caso de atualizar a frase, para livrá-la de certo viés eurocêntrico?
Integrantes da Lava Jato vivem na “mesma bolha”, diz pesquisador da UFPR
Todos os operadores da Lava Jato também são extremamente conservadores e têm perfil à direita, semelhante aos seus parentes que faziam parte do sistema na ditadura. Amanda Audi – 10 Maio 2018 Foto: apublica.org – Reprodução: Equipe Lava Jato MPF Para o professor de sociologia Ricardo Costa de Oliveira, da Universidade Federal do Paraná (UFPR), os integrantes da Lava Jato (incluindo magistrados, procuradores e advogados) operam em um circuito que chama de “fechado” e que funcionaria “em rede”. O professor comanda um grupo de pesquisa chamado “República do Nepotismo”, que utiliza a técnica da prosopografia (biografia coletiva de determinado grupo social ou político) para demonstrar que pessoas como Sérgio Moro, Deltan Dallagnol e advogados ligados às delações são herdeiros de figuras do Judiciário e da política paranaenses. O estudo será apresentado na segunda quinzena deste mês.
Por que Marx, no século 21?
Yanis Varoufakis – 06/05/2018 – Tradução: Antonio Martins Sua visão sobre desigualdade brutal e alienação nunca foi tão atual. Mas que dizer de suas concepções sobre o Estado e o horizonte pós-capitalista? ” No final dos anos 1840, o capitalismo era tropicante, local, fragmentado e tímido. Mas Marx e Engls enxergaram muito longe e previram um sistema globalizado, financeirizado, inflexível, todo poderoso. Este é o monstro que se tornou real depois de 1991, no exato instante em que o establishment proclamava a morte do marxismo e o fim da História”.
“Karl Marx se mantém extremamente atual”. Entrevista com Martin Endress
Kersten Knipp – 06 Maio 2018 – Foto: umayaika.wordpress.com . O que Karl Marx tem a ver com o marxismo, leninismo, stalinismo? Até que ponto ele é responsável pela ascensão ou a queda da União Soviética? O nome do filósofo alemão nascido em 1818 e sua obra têm sido repetidamente evocados por revolucionários e ditadores, geralmente de forma muito seletiva. . Segundo o sociólogo Martin Endress, o olhar sobre Marx foi, durante muito tempo, limitado, e só recentemente é possível avaliar sua obra de forma mais objetiva. E é praticamente impossível ignorar quanto suas análises dos sistemas de exploração do trabalho na Europa do século 19 agora se aplicam em escala global. “O trabalho infantil, que Marx condenava e lutava para que fosse abolido, é algo que conhecemos também hoje em dia, como no caso de empresas têxteis de âmbito global na Ásia ou no Sudeste Asiático. Ali vemos um deslocamento que Marx analisou com precisão em relação ao Ocidente.
Sobre fogo, direitos e Justiça
Roberto Andrés – 03/05/2018 Foto: Bombeiros realizam trabalho de escaldo nos escombros do edifício / Daniel Arroyo “Com mais de vinte milhões de sem teto, Estado paga aos nobres juízes auxilio-moradia dez vezes superior à bolsa-aluguel proposta aos desabrigados em São Paulo Aliás, o auxílio moradia de um juiz, de cerca de R$4.000, é dez vezes maior do que a bolsa-aluguel proposta para aqueles que não têm teto na cidade de São Paulo. Embora o artigo 5º da constituição, que os mesmos juízes deveriam conhecer, afirme que todos são iguais perante a lei. Acontece que a lei, por aqui, é para poucos”
Senhores bispos, rasguem as suas homilias e sejam solidários com as mulheres!
NEM UM SÓ BISPO SE PRONUNCIOU, ATÉ AGORA, SOBRE A SENTENÇA DE ‘LA MANADA’ José Manuel Vidal, 28 de abril de 2018 Cresce a indignação social diante da sentença de ‘La Manada’. As ruas fervem. Não se fala de outra coisa nas praças e nas casas de todo o país. A mídia amplifica o caso, que se tornou para ela o tema único. Surgem posicionamentos de todas as áreas sociais, exceto de uma: a eclesial.
Após reforma, número de novos processos trabalhistas caiu pela metade
por Marina Gama Cubas — publicado 01/05/2018 00h10, última modificação 01/05/2018 08h08 Foto: José Cruz/Agência Brasil Nova lei, que determina que o trabalhador arque com os custos do processo caso perca a sentença, inibe a busca pela Justiça mesmo em casos em que cabe ações Direitos limitados: reforma trabalhista reduziu a busca dos trabalhadores à Justiça do trabalho