Desfile  de  fantasmas

  Pe. Alfredo Gonçalves –  Roma, 5 de junho de 2018 Talvez seja isso que está em jogo nas eleições de outubro. Ao invés de usar as trevas para preparar o palco a um verdadeiro desfile de fantasmas, por que não iluminar as nuvens sombrias até o fundo, no sentido de encontrar alguma luz que possa nos servir de semente e de orientação? A voz alterada de certas figuras das forças armadas ou das autoridades não passam de braçadas de náufragos: tanto mais raivosas, brutais  e desesperadas quanto mais grave a tempestade e maiores as ondas.

A aposta desenvolvimentista de Ciro Gomes

Carlos Drummond — 05/06/2018  – Fotos: Carta capital Foto: Ciro Gomes em uma das escalas do seu périplo por universidades europeias e dos Estados Unidos – Cynthia Vanzella Pré-candidato do PDT convoca o empresário Steinbruch para vice e aumenta a chance de as eleições não serem um passeio para o neoliberalismo A revelação da pesquisa CNT/MDA divulgada na segunda-feira 14 de que Ciro Gomes, do PDT, teria força para disputar o segundo turno da próxima eleição presidencial fez o dólar subir 0,77%, para 3,62. No patamar dos 9% das intenções de voto, o pré-candidato está agora em empate técnico com Marina Silva, da Rede.

Sexo e ministério ordenado: realidade negada, silêncio imposto, comunhão fictícia. Artigo de Andrea Grillo

“Sem o encontro com a família, com o Povo de Deus, a teologia corre o grande risco de se tornar ideologia”.  Andrea Grillo – 04/06/2018- Imagem:  Pixabay – Mulheres na Igreja bizantina “Uma Igreja viva fala e discute, até sobre as coisas mais fundamentais. Assim, ela poderá gerar silêncio: o silêncio da comunhão, não o silêncio da imposição. A inteligência da fé nunca pode se contentar com tal silêncio imposto: deve produzir o silêncio da comunhão através do diálogo e do debate.” A opinião é do teólogo italiano Andrea Grillo, professor do Pontifício Ateneu Santo Anselmo, em Roma, do Instituto Teológico Marchigiano, em Ancona, e do Instituto de Liturgia Pastoral da Abadia de Santa Giustina, em Pádua. O artigo foi publicado em Come Se Non, 02-06-2018. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

‘Sociedade aceitou o próprio sufocamento para demonstrar revolta contra o sistema político’, diz filósofo

Mariana Sanches- 31/05/2018 Direito de imagem:EPA – Image caption A sociedade disse: ‘se a gente quiser, a gente desliga os aparelhos desse governo’, diz Nobre Em junho de 2013, o aumento de R$ 0,20 na tarifa do transporte público detonou o movimento de uma massa popular, que tomou as ruas para expressar as mais difusas insatisfações com o governo e o estado de coisas. Cinco anos mais tarde, a sociedade brasileira adotou uma estratégia quase suicida para demonstrar que o descontentamento com o sistema político e a condução do país é ainda mais intenso do que antes.

O “infocalipse” vem aí. Ele previu a crise das notícias falsas. Agora teme pela democracia

  Gabriel Francisco Ribeiro – Do UOL Tecnologia, em São Paulo – Imagens: UOL  30/05/2018 Faz mais de dois anos que Aviv Ovadya fez o alerta: algo estava muito errado com a internet. Até aí, quem nunca pensou isso? Na época, já havia inclusive estudos apontando, por exemplo, que mais da metade das notícias mais compartilhadas no Facebook na semana do impeachment de Dilma Rousseff (PT) eram falsas. Mas, o chefe de tecnologia do Centro de Responsabilidade para Mídias Sociais e engenheiro formado pelo MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts) foi além. Ele levou suas preocupações aos tecnólogos da baía de San Francisco e avisou que haveria uma crise de desinformação. E, sem cidadãos informados, a democracia estava ameaçada. A apresentação, que ele intitulou de “Infocalypse” (uma referência a apocalipse da informação), foi ignorada. Logo depois, Donald Trump foi inesperadamente eleito presidente dos Estados Unidos. Meses depois, explodiu o escândalo de manipulação de dados do Facebook. Agora, em entrevista exclusiva ao UOL Tecnologia, Ovadya faz novo alerta: a situação piorou e estamos vendo apenas a “ponta do iceberg”.

Os descaminhos da Petrobras

Ricardo Carneiro – 30 Maio 2018 Foto: Agência Brasil – Ricardo Stuckert/PR  “A questão relevante para o futuro é discutir uma política alternativa para a empresa que significa ir além do reajuste de preços”. A opinião é de Ricardo Carneiro, professor titular do IE/Unicamp, em artigo publicado por CartaCapital, 30-05-2018. Segundo ele, “priorizar a expansão de longo prazo, o desenvolvimento tecnológico, o abastecimento interno, inclusive com restrição de importação de derivados, seriam partes indissociáveis desta nova postura da Petrobras comprometida em servir ao País e não prioritariamente a minorias”.

O momento é mais delicado que o impeachment

  Carlos Melo – 28/05/2018  Imagem: Blog do Magno Mais que do momento, o drama é do lugar: não há sociedade, há briga de torcidas; não há Congresso, há cartório; não há economia, há uma feira ruidosa. Não há governo, há um vazio. Se não é um país, será um abismo?

Petroleiros preparam greve e acusam presidente da Petrobras de beneficiar grupos internacionais

Joelma Pereira – 28 Maio 2018 – Foto: Marcelo Pinto  – A Plateia   A paralisação dos caminhoneiros ainda nem acabou e os petroleiros já ensaiam um movimento grevista para os próximos dias. Indignados com a política de preços e condução dos trabalhos da Petrobras, petroleiros em todo o país se movimentam para uma mobilização geral. De acordo com a Federação Única dos Petroleiros (FUP), que já manifestou apoio à paralisação contra a alta do combustível, a categoria está unida contra a tentativa de sucateamento da estatal e das refinarias brasileiras e critica a gestão do presidente da petrolífera, Pedro Parente, a quem acusa de beneficiar grupos internacionais. A reportagem é de Joelma Pereira, publicada por Congresso em Foco, 27-05-2018.

Greve: desmonte da Petrobras levou país ao caos

Paulo Kliass – 25 Maio 2018 – Foto: IHU Caminhoneiros tendem a ser conservadores, mas reivindicação é justa. Sob o golpe, política de preços da estatal atende aos desejos dos investidores, não às necessidades do país. O artigo é de Paulo Kliass, doutor em Economia pela Universidade de Paris 10 e Especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental, carreira do governo federal, publicado por Outras Palavras, 24-05-2018.

“O futuro não ia ser assim”: Pobreza extrema volta a crescer no Brasil

Tom C. Avendaño – 22 Maio 2018 Mais de um milhão e meio de brasileiros despencam para nível social mais baixo em 2017, o segundo ano consecutivo que o número de pobres aumenta. “Em um país em que o Governo celebra a recuperação econômica após anos de recessão, havia, no início de 2017, 13,34 milhões de pessoas vivendo em pobreza extrema; no final do mesmo ano, já eram 14,83 milhões, o 7,2% da população, segundo relatório da LCA Consultores divulgado pelo IBGE.” A reportagem é de Tom C. Avendaño, publicada por El País, 21-05-2018.