As eleições de outubro: entre o consenso e a brecha democrática
“O consenso enxerga os pobres como ‘nova classe média’ que consome, mas não como classe que luta radicalmente por melhores condições (urbanas) de vida; o consenso gosta dos jovens e estudantes se estiverem amarrados em suas organizações ‘de base’ (aceitando acriticamente a pauta governista), mas não quando eles se organizam de forma potente e autônoma, passando por fora dos arranjos do ‘pacto de governabilidade’; o consenso tolera os índios desde que eles aceitem remoções para o Minha Casa, Minha Vida, ou sirvam de protetores temporários do estoque de ‘recursos estratégicos’”.
A política entre a utopia e a realidade
Leonardo Boff* – Antes de abordarmos, sucintamente, a questão complexa da política faz-se mister distinguir, como já fizemos em artigo anterior, a política com P maiúsculo que é a busca comum do bem comum. Dela, todos os cidadãos participam. Existe ainda a política com p minúsculo que consiste na política partidária, que como a palavra sugere, é parte e não o todo. São os agrupamentos políticos com ideologia e projeto (é o que mais nos falta no Brasil) que buscam o poder de estado para a partir dele e de seus aparelhos governar o município, os estados e a federação.
Vítimas da ditadura eram obrigadas a ajudar militares que atuavam na Casa Azul
“O caso da Casa Azul foi muito impressionante porque, provavelmente, foi o maior centro clandestino [que existiu]”, relata a professora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Heloísa Starling.
Aécio, Dilma e Marina silenciam sobre o São Francisco.
Roberto Malvezzi, Gogó – Adital Segundo a CEMIG, hoje entram 27 m3/s de água em Três Marias e saem 158,6 m3/s. Se não chover em um mês o rio São Francisco irá cortar num trecho de 40 km. Será a primeira vez em sua história conhecida.
Afinal, quem são “os evangélicos”?
De tanto que se falou sobre os evangélicos nas últimas semanas, nos jornais e nas redes sociais, talvez caiba uma pergunta: afinal, quem são “os evangélicos”? Ricardo Alexandre* Agência Brasil e Wikimedia Commons
O voto nulo no lugar da esperança
Cartaz da Frente pelo Voto Nulo na rua da Consolação, em São Paulo Desilusão com falta de unidade na esquerda e “revolta latente” desde junho de 2013 levam coletivos a buscar adeptos.
Reforma Política: que fazer, depois do plebiscito?
Um dos coordenadores da consulta que mobilizou sociedade esta semana sustenta: foi apenas primeiro passo – porque não haverá novo país sem nova democracia
Aécio Neves do PSDB
Tiago de França da Silva – Adital Com este artigo iniciamos uma série de reflexões a respeito das eleições deste ano. Discorreremos, inicialmente, sobre alguns aspectos que chamam a atenção na maneira dos três principais candidatos à presidência da República fazerem política.
O neoextrativismo e o saque
“Um dos muitos ‘mitos’ promulgados pela propaganda empresarial e dos governos é que ‘a mineração instala-se em regiões atrasadas, cria um círculo virtuoso, gera desenvolvimento e eleva o nível de vida da população’”, constatam os entrevistados.
Do que têm medo a Globo e os três Marinhos?
“A postura agressiva dos apresentadores do Jornal Nacional, que atingiu seu ápice quando Patrícia Poeta colocou o dedinho no rosto da presidente Dilma Rousseff, escancara que as Organizações Globo farão o que estiver a seu alcance para impedir sua reeleição; aparentemente, os irmãos Roberto Irineu, João Roberto e José Roberto Marinho tratam esta eleição como uma questão de vida ou morte; entre os motivos possíveis, estão a autuação da Receita Federal, o receio de que o país avance na democratização da mídia e a percepção de que a Globo, alvo dos protestos de junho por ter apoiado a ditadura, não é mais capaz de ditar os rumos do país