Irmã Dorothy poderia ser a santa padroeira da próxima encíclica do Papa

Quando a carta encíclica do Papa Francisco sobre o meio ambiente for publicada em 18 de junho, parecerá óbvio para a maioria das pessoas quem é o santo padroeiro do documento: São Francisco de Assis, o grande amante de toda a criação que viveu nos séculos XII e XIII e cujo famoso “Cântico das Criaturas” dá o título ao texto pontifício: Laudato Sie’.      No entanto, Francisco deixou escapar nesta quinta-feira (11 de junho) uma pista indireta de que há um outro forte candidato a patrono, alguém muito mais perto no tempo e que ainda não foi declarado santo formalmente: a Irmã Dorothy Stang, missionária americana assassinada no Brasil em 2005 ao defender a floresta amazônica e os direitos dos agricultores pobres.

As grandes frentes de luta: por uma esquerda ampla, contra as desigualdades e em defesa da nação

O grande sujeito principal não serão os políticos e partidos elencados, mas o dinamismo de uma cidadania ativa, à qual eles devem estar a serviço. “No Brasil, infelizmente, vivemos uma situação esquizofrênica. Há que defender o governo da presidenta Dilma, diante de alguns dos ataques mais virulentos que se tem visto, fazendo pensar na campanha lacerdista de 1954 contra Vargas. Mas, ao mesmo tempo, não há como negar que o governo sucumbe diante do modelo hegemônico, em nome de uma contraditória governabilidade, numa aliança com partidos fisiológicos, especialmente o PMDB, que mais do que aliado é chantageador.”

Papa atualiza as regras morais para os namorados

O Papa Francisco coloca os problemas no seu lugar, no coração da vida humana, isto é, na relação de cada indivíduo com Jesus. É isto que os namorados pedem ao papa: uma injeção de entusiasmo e de fé, para ter a força de enfrentar as inevitáveis misérias da vida cotidiana, e não um novo prontuário de normas sobre a vida sexual.  Um artigo de fevereiro de 2014, mas cheio de atualidade.

Recado ao PT: transformar o desalento em teimosia

Leonardo Boff – “O PT foi antes de tudo um movimento nascido no meio dos oprimidos e de seus aliados: por um outro Brasil, de inclusão, de justiça social, de democracia participativa, de desenvolvimento social com distribuição de renda. Como movimento, possuía as características de todo carisma: galvanizar as pessoas e fazê-las ter um sonho bom. Ao crescer, tornou-se inevitavelmente uma organização partidária. Como organização, virou poder.”

Metrópoles e Multidão: das políticas públicas às políticas do comum

“A metrópole venceu: ela implodiu-explodiu todos os muros disciplinares que pretenderiam governar o espaço e irrompeu como um fenômeno global”, afirma o pesquisador. Foto: Blog adcidade Compreender o espaço urbano à luz dos conceitos “metrópole”, “neoliberalismo” e “biopolítica” é fundamental para perceber como este se constitui enquanto um “território das lutas e da produção de uma nova subjetividade, aquela correlata às modificações da relação entre produção e espaço”, pontua Alexandre Mendes em entrevista concedida à IHU On-Line por e-mail.

Brasil precisa de ‘BNDES dos pobres’, diz economista vencedor do Nobel da Paz

Para o economista bengali Muhammad Yunus, ganhador do Prêmio Nobel da Paz o país precisa de um “BNDES para os pobres” para avançar no combate à pobreza. “Se o BNDES quer fazer isso (financiar as grandes empresas), tudo bem. Mas deve haver um BNDES para os pobres – apenas para os pobres. Assim a coisa não se confunde. Se o banco faz um pouquinho aqui, outro pouquinho ali, não funciona.  É importante que as políticas e as intenções sejam claras para o financiamento dos mais carentes.”

O ‘Cunha Shopping’ é um acinte

O shopping-center é a utopia neoliberal, o resumo de como eles gostariam que fosse a sociedade: só consumidores, nenhum cidadão. Depois de fazer aprovar uma série de iniciativas na Câmara, Eduardo Cunha se sente dono da Casa e capaz de passar qualquer proposta. Já há algum tempo, antes que estivesse envolvido na Lava-Jato, ele tinha decretado a concessão de passagens de avião para as esposas dos deputados.  

Uma Frente popular pelo Brasil

Nossa crise exige das esquerdas brasileiras o patrocínio e a liderança de um imenso movimento de massa com o objetivo de enfrentar a ascensão conservadora. “Precisamos de uma frente nacional popular, na qual os partidos do campo da esquerda terão acolhimento, mas lado a lado do movimento social, dos sindicatos e dos trabalhadores e assalariados de um modo geral, do movimento estudantil, de políticos com ou sem vinculação partidária, de intelectuais e pensadores, de liberais e democratas progressistas, de todos aqueles que, enfim, entendam como chegada a hora de lutar”

  A religião como crítica à opressão. A figura messiânica de Óscar A. Romero (1917-1980)

 Enrique Dussel – 26.05.2015   “Houve a necessidade de que um Papa latino-americano reconhecesse que Romero foi um mártir da fé, que se lançou defendendo politicamente seu povo reprimido, para que, agora, possa ser venerado como figura messiânica exemplar. Nem João Paulo II, nem Bento XVI podiam desafiar a oligarquia salvadorenha, latino-americana e norte-americana dando esse passo. Agora é possível, ainda que nunca se saiba por quanto tempo!”, escreve o filósofo Enrique Dussel, em artigo publicado pelo jornal La Jornada, 23-05-2015. A tradução é do Cepat.