Os ataques em escala internacional às empresas líderes da engenharia brasileira
Professor analisa as ameaças existentes sobre o viés da esquerda Bruno Lima Rocha – Brasil de Fato, 04/01/2017 Ilustração de Victor Beuren “Entendo que a exposição de argumentos e motivos já está mais que suficiente, demonstrando mesmo a uma hipotética audiência leitora não treinada, as possibilidades concretas do acionar dos EUA tendo como alvo os conglomerados econômicos cuja cadeia de valor central foca na engenharia pesada.
‘A democracia que temos não tem futuro’. Entrevista com Boaventura de Sousa Santos
Sarah Fernandes – 09 Janeiro 2017 Pouca gente no planeta observa a geopolítica mundial com a lucidez de Boaventura de Sousa Santos. Catedrático aposentado da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra, Portugal, e professor emérito da Faculdade de Direito da Universidade de Wisconsin, Estados Unidos, Boaventura é também profundo conhecedor da realidade do Brasil, onde passou a ser mais conhecido no início deste século, ao organizar e participar de edições do Fórum Social Mundial, e onde esteve recentemente para lançar seu novo livro, A Difícil Democracia (Editora Boitempo). A entrevista é de Sarah Fernandes, publicada por Rede Brasil Atual – RBA, 08-01-2017.
O segredo de Francisco: tempo para o ócio silente
Deixo aqui os meus melhores votos para o novo ano, desejando a todos saúde, paz, realizações felicitantes e também o que me parece de suprema urgência: ao longo do ano todo, algum tempo para o ócio silente. Anselmo Borges – 31/12/2016 O Papa Francisco, que, neste nosso mundo global, talvez seja o líder político-moral mais amado e é um dos mais influentes, levanta-se muito cedo todas as manhãs. Para quê? Para, no ócio silente e criador, antes de todas as suas tarefas, poder rezar, contemplar, encontrar-se consigo no mais profundo de si, lá onde se encontra com o mistério da Presença enquanto Fonte, Deus. Este é o seu segredo: “Entrar no mistério significa capacidade de assombro, de contemplação; capacidade de escutar o silêncio e sentir e ouvir o sussurro desse fio de silêncio sonoro no qual Deus nos fala.”
‘O Estado brasileiro parece desintegrar-se’
Chico Castro Jr.– 29/06/2016 Foto: Luiz Alberto Moniz Bandeira O historiador e cientista político baiano Luiz Alberto Moniz Bandeira tem seu livro mais recente lançado no Brasil: A desordem mundial (Ed. Civilização Brasileira), um amplo estudo do caótico cenário internacional. Aos 80 anos, ele também tem sido homenageado pela sua vasta obra e história de vida de intelectual engajado. Em junho, foi homenageado pela União Brasileira de Escritores. No dia 4, a homenagem é na Usp. Da Alemanha, onde vive, ele concedeu esta entrevista.
Debate em Paris discute o protagonismo ‘perigoso’ do Judiciário no Brasil
Márcia Bechara – RFI 28/10/2016 foto: AFP PHOTO/EVARISTO SA “Durante debate, cientista política lembrou que ‘numa democracia consolidada, Judiciário e mídia não podem celebrar juntos’.
Convite à Desconstrução da PEC 241- (1)
Antonio Martins – 10/10/2016 Vídeo: Gabriela Leite Foto: Fabio R. Pozzebom Governo venceu primeira batalha para aprovar congelamento dos gastos públicos. Mas um mergulho no Orçamento da República desmente, uma a uma, suas teses. País não está quebrado. Gasto social cresceu, mas ainda é reduzido. PEC tira da Educação e Saúde, e engorda os milionários
O déficit da Previdência é uma farsa? Veja o que dizem críticos da reforma
Muitos céticos da reforma previdenciária sustentam: rombo não passa de um mito; governo nega Fernando Jasper – [25/09/2016] Temer planeja ampla mudança na lei para diminuir o rombo da Previdência. Beto Barata/PR O presidente Michel Temer planeja fazer uma ampla mudança na legislação para dificultar a aposentadoria dos brasileiros e, assim, diminuir o rombo da Previdência. Mas antes terá de provar que o déficit realmente existe. Para muitos dos críticos da reforma, ele não passa de uma farsa.
O escandaloso processo de deformação da economia pelo sistema financeiro e o silêncio da mídia, da academia e dos institutos de pesquisa
Entrevista com Ladislau Dowbor Por: João Vitor Santos | 10/09/2016 Para o professor da PUC–SP Ladislau Dowbor, é possível concluir que o atual sistema democrático não é mais “puro sangue”. É algo que surge a partir da solidificação do capital dentro desse sistema, uma espécie de “capitalismo democrático”. Não bastando isso, os poucos suspiros de democracia que se tem ainda são sufocados por uma espécie de cercamento. Não bastando isso, os poucos suspiros de democracia que se tem ainda são sufocados por uma espécie de cercamento.
A igreja do diabo
No altar dos juros de 14,25% ao ano, a promessa de rentabilidade extraordinária aos capitais errantes Luiz Gonzaga Belluzzo e Gabriel Galípolo – 05/09/16 “Nos últimos meses, trovejaram condenações aos interesses corporativos de aposentados, trabalhadores e mães do Bolsa Família pelo “ataque” ao Orçamento público. Em 2015, o Orçamento original destinou 103 bilhões de reais ao Ministério da Educação, 121 bilhões ao da Saúde, 75 bilhões ao Desenvolvimento Social e 20 bilhões aos Transportes. Somados aos 86 bilhões do déficit da Previdência, os gastos chegariam a 405 bilhões. No mesmo ano, os recursos destinados ao pagamento de juros foram de 502 bilhões, quase 100 bilhões a mais que os Orçamentos elencados”, escrevem Luiz Gonza ga Belluzzo e Gabriel Galípolo, economistas, em artigo publicado por CARTA CAPITAL
Na CBN, Sardenberg diz que greve dos bancários é “política”; veja as informações que ele sonegou dos ouvintes
Toda greve é, obviamente, política. Mas não no sentido dado por Sardenberg, de que os bancários teriam parado apenas para prejudicar Temer. – Redação – 06/09/2016 Foto: Agências bancárias fechadas em SP Catia Toffoletto/CBN – O analista econômico da rádio CBN, Carlos Alberto Sardenberg, pau mandado dos irmãos Marinho, disse em comentário na emissora que a greve dos bancários, iniciada hoje, é “política”, início de uma greve geral contra o governo Temer. Sim, ele tem direito à opinião, inclusive de dizer que satanás inspira os grevistas.