O Papa Francisco e a luta pela palavra (01)

Eduardo Hoornaert. – 08/06/2019 Foto: educadora.fm.br De que modo o Papa Francisco faz uso da palavra? Ela indica, designa, afirma/nega, ou, pelo contrário, não designa nem indica, mas questiona, suscita dúvidas? É uma palavra ‘fácil’ ou ‘difícil’? Mal se avalia a importância dessa questão. O que acontece nestes dias entre o Papa Francisco e alguns dos Cardeais ‘dissidentes’ configura uma luta que, afinal, ultrapassa as contingências do papado católico e mesmo do cristianismo, para alcançar a questão global do tipo de convivência que estamos construindo nas sociedades em que vivemos.

O certo e o errado segundo um sacerdote do deus mercado

  Jacques Távora Alfonsin – 16 Fevereiro 2019 Foto: Charge sobre a obra de Michelangelo: A Criaçã0 – controlacrisi.org / imgur.com  “O seu deus é um deus que impõe e justifica toda e qualquer iniciativa própria como manifestação de liberdade, mesmo sob a irresponsabilidade com que acusa quem se lhe opõe. O seu templo é o interesse próprio, seu altar o dinheiro, sua prece o lucro, sua liturgia a manipulação ‘legal’ do Poder Público. É um deus implacável, indiferente com a pobreza e a miséria que deixa no seu caminho”, escreve Jacques Távora Alfonsin, procurador aposentado do estado do Rio Grande do Sul e membro da ONG Acesso, Cidadania e Direitos Humanos.

“A Igreja tem de ficar do lado de quem? Ao lado de quem promove a morte ou de quem busca a vida?”, pergunta bispo

Felipe Frazão e José Maria Mayrink – 11 Fevereiro 2019 O grupo de bispos brasileiros que prepara o Sínodo sobre Amazônia, previsto para ocorrer em outubro, em Roma, critica a presença de representantes do governo federal no evento. O cardeal e arcebispo emérito de São Paulo, d. Cláudio Hummes, um dos mais próximos do papa Francisco, foi indicado pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) para levar ao Vaticano o pedido do Planalto para participar do encontro, mas ele sugeriu à equipe do presidente Jair Bolsonaro buscar outro interlocutor. “Sugeri que o governo acionasse a Embaixada do Brasil na Santa Sé como contato, pois se trata de uma questão diplomática”, disse ele ao Estado. A reportagem é de Felipe Frazão e José Maria Mayrink, publicada por O Estado de S. Paulo, 10-02-2019.

Brumadinho. “Uma tragédia se efetiva e outra se anuncia”, afirma arcebispo de Belo Horizonte

Dom Walmor Azevedo, 28/01/2019 Foto:  Isac Nobrega “Uma triste coincidência: nesta sexta-feira, dia 25, quando uma barragem se rompe no coração da nossa amada Brumadinho, entrou em pauta, no Conselho da Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, autorização para a retomada da mineração na Serra da Piedade. Uma tragédia se efetiva e outra se anuncia”, afirma Dom Walmor Oliveira de Azevedo, arcebispo metropolitano de Belo Horizonte, na nota “Minas está de luto”, publicada no dia 25-01-2019 e reproduzida por CNBB, 26-01-2019.

Referência no exterior, Brasil não faz dever de casa na área ambiental

  Daniele Bragança – 17 Novembro 2018 Foto: Parque Nacional da Tijuca, no Rio. /  Peterson de Almeida/Wikipédia.  O país que guarda a maior biodiversidade do mundo vive uma dualidade: por um lado é protagonista nos acordos ambientais internacionais, com posição de destaque nas mesas de negociações e referência para outros países. Por outro, possui uma estrutura governamental frágil para atender aos desafios de gerir tamanho patrimônio. A reportagem é de Daniele Bragança, publicada por ((o)) eco, 11-11-2018.

‘Musa do veneno’, deputada Tereza Cristina recebe doações de empresários ligados a agrotóxicos

A deputada Tereza Cristina foi anunciada por Bolsonaro nesta quarta-feira (7) para o Ministério da Agricultura.     Daniel Camargos | 26/09/18 Foto: Tereza Cristina, aclamada pelos Ruralistas como a Musa do Veneno / MS News Entre os financiadores de campanha da deputada, que é líder da bancada ruralista, estão empresários rurais com interesses na mudança na lei para flexibilizar a aprovação de agrotóxicos – uma das bandeiras da parlamentar. A deputada federal Tereza Cristina (DEM-MS) recebeu doações de executivos diretamente ligados aos agrotóxicos na sua campanha de reeleição para o Legislativo.

As freiras que, em vez de catequizar, defenderam cultura indígena e viram povo ‘renascer’

<p style=”position: absolute; top: -999em”><img src=”https://sa.bbc.co.uk/bbc/bbc/s?name=portuguese.brasil.story.45089184.page&amp;ml_name&#x3D;webmodule&amp;ml_version&#x3D;95&amp;blq_e&#x3D;orbit&amp;blq_r&#x3D;orbit&amp;blq_s&#x3D;orbit&amp;blq_v&#x3D;worldservice&amp;language&#x3D;pt-BR&pal_route=asset&language=pt-BR&pal_webapp=tabloid&prod_name=portuguese&app_name=portuguese&cps_asset_id=45089184&page_type=Story&section=&first_pub=2018-08-07T11%3A56%3A43-03%3A00&last_editorial_update=2018-08-12T14%3A40%3A14-03%3A00&curie=8fb423d5-76f2-c841-bdeb-3a86a4727684&title=As+freiras+que%2C+em+vez+de+catequizar%2C+defenderam+cultura+ind%C3%ADgena+e+viram+povo+%27renascer%27&has_video=&topic_names=Evangelical+Christians+in+Brazil%21Brazil%21Roman+Catholic+Church%21Catholicism%21Culture%21Race+and+ethnicity%21Religion&topic_ids=15b6f8f3-2a82-49d0-873b-2f5b573569ac%2115f1bcf6-b6ab-48e8-b708-efed41e43d31%214ae316de-db81-4614-b428-fe9e98652fbd%215d1247b6-141e-47e6-9d33-4d40c2167013%216a73afa3-ea6b-45c1-80bb-49060b99f864%21f8694a4e-7ffd-4fc1-ab94-6d1d5597528a%21fbcd47f3-d67a-4b69-b15c-d4b6c270adbf&for_nation=br&app_version=1.252.1&app_type=responsive&bbc_site=news-ws-portuguese&amp;blq_js_enabled=0″ height=”1″ width=”1″ alt=””></p>   Mariana Schreiber – BBC News Brasil –  11/08/2018 Direito de imagem: Cimi –   Quando freiras criaram primeira missão das Irmãzinhas nas Américas, a população Apyãwa estava reduzida a cerca de 50 pessoas e corria o risco de desaparecer Nascidas na França, Irmãzinhas de Jesus viveram décadas entre o povo Apyãwa, no Mato Grosso, respeitando seus rituais e os apoiando em questões de saúde, educação e demarcação do território.

O playbook do agrotóxico (ou como ganhar qualquer debate tendo maioria no Congresso)

 Cláudio Angelo – 28 Junho 2018  Foto: Agrotóxico / Angel Garcia – Green Peace A bancada ruralista está batendo um bolão. Quem acompanhou a sessão da comissão especial do PL do Veneno (6.299) na última terça-feira viu um time entrosado, com muita presença em campo, ágil e ofensivo. A oposição deu o combate que pôde, mas sofre do mal incurável de ter muito menos jogadores em campo.