Bolsonaro cria ‘situação dramática’ ao tentar proteger Flávio, diz ex-procurador da Lava Jato
André Shalders – 03/09/2019 – Direito de imagem: ASCOM MPF PR Image captionCarlos Fernando dos Santos Lima diz que Bolsonaro causou ‘decepção’ ao não apoiar projeto anticrime de Sergio Moro Para Carlos Fernando dos Santos Lima, Jair Bolsonaro (PSL) é hoje uma “fonte de preocupação”. Para ele, atitudes recentes do presidente como mandar o antigo Coaf para o Banco Central e trocar nomes-chave da Receita Federal podem ter sido motivadas pelo desejo de proteger seu filho, o hoje senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ).
Não, não é “normal” a promiscuidade entre juiz e parte. Não é, mesmo!
Lenio Luiz Streck, 22 Junho 2019 “O que fazer com todas as ilegalidades? Juristas e jornalistas já apontaram o elenco de elementos que apontam para a quebra da imparcialidade. Este é o ponto. No depoimento ao Senado, questionado pelo senador Kajuru, Moro chegou a dizer que a indicação de uma testemunha à Dallagnol tinha sido uma notitia criminis enviada via mensagem (repasse de notitia criminis). Dizer o que sobre isso? É a primeira vez que um juiz faz notitia criminis via mensagem de telefone para o próprio órgão acusador que iria se beneficiar desse depoimento. Isso é normal?”, escreve Lenio Luiz Streck, advogado, ex-procurador de Justiça e membro catedrático da Academia Brasileira de Direito Constitucional, em artigo publicado por ConJur, 20-06-2019.
Lava Jato é maior que Moro, Dallagnol e Lula, dizem professores de Harvard e Oxford
Fernanda Odilla – Da BBC News Brasil em Londres Direito de imagem: FERNANDO FRAZÃO/AGÊNCIA BRASIL – Image captionPesquisador diz que força da marca Lava Jato vai ser testada com as gravações das conversas de Moro e procuradores Professor do Departamento de Política e Relações Internacionais de Oxford, Ezequiel Ocantos, em sua mais recente pesquisa, colocou pessoas sentadas lado a lado para falar sobre operação Lava Jato no Recife (PE).
Surge a teia oligárquica da operação Lava Jato
Amanda Audi – 15 Março 2019 Foto: Os promotores, com Dell’Agnol à frente. Para coordenador da pesquisa, “todos também são extremamente conservadores e têm perfil à direita semelhante aos seus parentes que faziam parte do sistema na ditadura”/ Outras Palavras Estudo inédito da UFPR mapeia relações de Moro e promotores com grupos mais conservadores do Paraná. Políticos da ditadura, clãs encastalados nos tribunais e escritórios de advocacia que negociam delações. A reportagem é de Amanda Audi, publicada por Agência Pública, 13-03-2019.
Disputa entre ministros deixa STF em ‘situação dramática’, afirma ex-presidente da Corte
Mariana Schreiber – BBC Brasil em Brasília Direito de imagem: AGÊNCIA BRASIL – Image caption. Sem citar nomes, Sanches crítica duramente o fato de alguns ministros não estarem aplicando o entendimento da maioria de autorizar a prisão antecipada Quando Sydney Sanches presidia o Supremo Tribunal Federal (STF) em 1992, o país não vivia momentos tranquilos. Era época do impeachment do ex-presidente Fernando Collor e ele teve, inclusive, que lidar com falsas ameaças de bomba na Corte durante aquele processo.
Integrantes da Lava Jato vivem na “mesma bolha”, diz pesquisador da UFPR
Todos os operadores da Lava Jato também são extremamente conservadores e têm perfil à direita, semelhante aos seus parentes que faziam parte do sistema na ditadura. Amanda Audi – 10 Maio 2018 Foto: apublica.org – Reprodução: Equipe Lava Jato MPF Para o professor de sociologia Ricardo Costa de Oliveira, da Universidade Federal do Paraná (UFPR), os integrantes da Lava Jato (incluindo magistrados, procuradores e advogados) operam em um circuito que chama de “fechado” e que funcionaria “em rede”. O professor comanda um grupo de pesquisa chamado “República do Nepotismo”, que utiliza a técnica da prosopografia (biografia coletiva de determinado grupo social ou político) para demonstrar que pessoas como Sérgio Moro, Deltan Dallagnol e advogados ligados às delações são herdeiros de figuras do Judiciário e da política paranaenses. O estudo será apresentado na segunda quinzena deste mês.
Por que o caso de Lula durou menos de 2 anos e o de Azeredo 11 anos?
por Miguel Martins — 12/04/2018 Foto: Ricardo Stuckert e José Cruz / Ag. Brasil Acusado em 2007, o ex-governador tucano manobrou e contou com a boa vontade da Justiça. Agora, pode ser atingido pelas prisões em segunda instância Entre a denúncia e a prisão de Lula, foram 1 ano e 7 meses. Azeredo foi acusado há 11 anos
Lula da Silva: os tribunais o condenam, a história o absolverá
A campanha anti-petismo faz lembrar a campanha anti-semitismo dos tempos do nazismo. Em ambos os casos, a prova para condenar consiste na evidente desnecessidade de provar. BOAVENTURA SOUSA SANTOS – 9 de Abril de 2018 Foto: http://poliarquia.com.br “Num Estado de direito democrático, os tribunais têm de ser espaços de aprofundamento de direitos. Ora, o que se assiste no Brasil é precisamente o contrário. A Constituição brasileira determina que ninguém será considerado culpado até ao trânsito em julgado de sentença condenatória, isto é, até que se esgotem todas as possibilidades de recurso.”
O Brasil está à beira de um ataque de loucura?
Juan Arias – 03 Abril 2018 Foto: Heuler Andrey – Vendedor de rua vende bonecos infláveis de Moro e Lula É nos momentos sombrios de uma sociedade desorientada e envenenada por ódios políticos que é mais fácil se esconderem e prosperarem as forças ocultas mais perigosas e violentas. O comentário é de Juan Arias, jornalista, publicado por El País, 02-04-2018.
O habeas corpus da democracia
Compartilhe no Facebook Gustavo Conde – 25 de Março de 2018 O STF re-encontrou, por assim dizer, sua razão de ser. Ele subtrai o protagonismo pálido e cansado de Sergio Moro e da Lava Jato – que arrasaram não só a economia, mas mas todo o ordenamento jurídico do país – e volta a tentar praticar algum tipo de direito com base na constituição.