O Brasil que escreve sua história com sangue de crianças
Já são oito crianças e adolescentes mortos no Rio só neste ano, por disparos aleatórios. Marcos Vinicius, de 14, do Complexo da Maré, foi alvejado pelas costas por um blindado da PM. Carla Jiménez – 24 JUN 2018 Foto: Velório de Marcus Vinicius, de 14 anos, morto na Maré / Pimentel AFP Há algo que despedaça dentro da gente quando uma criança morre, e uma mãe precisa enterrá-lo. Mas a dor é incalculável (ou deveria) quando se sabe que o pequeno ou a pequena são indefesos alvejados brutalmente por obra de uma política de segurança assassina que cobiça ainda mais poder para matar inadvertidamente. “Ele não meu viu com a roupa de escola, mãe?”, disse Marcos Vinicius da Silva, de 14 anos, enquanto sangrava pela barriga, pela bala que o atravessou vindo de um blindado da polícia.
Assassinato político de Marielle Franco reativa as ruas e desafia intervenção no Rio
Felipe Betim –16/03/18- Foto: facebook PSOL Costuma-se dizer que os brasileiros não sabem qual é a função de um vereador e muito menos em quem votou nas últimas eleições. Nesta quinta-feira, entretanto, as multidões que se reuniram no centro do Rio de Janeiro e de outras capitais sabiam que Marielle Franco — negra, nascida e criada no Complexo da Maré, mãe desde os 18 anos e ativista pelos direitos humanos — era representante do povo carioca. Foi eleita com mais de 46.000 votos em 2016 e foi a quinta parlamentar mais votada naquele ano, sua estreia nas urnas.
Protagonismo de militares preocupa entorno de Temer
Tânia Monteiro –5/03/18 Foto: Defesa Net O protagonismo exercido por militares no governo de Michel Temer tem gerado incômodo nos corredores do Palácio do Planalto. A proximidade do presidente com a caserna ganhou papel de destaque após a intervenção no Rio, em que deu a um general a tarefa de tentar controlar a violência no Estado, e ao nomear outro para comandar interinamente o Ministério da Defesa.
Às armas, cidadãos! Qualquer que seja o resultado da ação militar no Rio de Janeiro, sai perdendo a sociedade civil, sai perdendo a democracia
Luiz Ruffato – 01/03/18 Foto: Soldados na favela, RJ. Tomaz Silva – A. Brasil. A quebra do estado de direito, com o surrealista processo de impeachment contra a ex-presidente Dilma Rousseff, concluído em 31 de agosto de 2016, liderado por Michel Temer e secundado pela direita brasileira, abriu um grave precedente contra a ordem jurídica.
Carta de Frei Beto para o general Braga Neto, interventor no Rio de Janeiro
Frei Beto – 26/02/2018 Foto: Cartas Proféticas -Reprodução “Sua missão será tão inútil quanto a das UPPs se acreditar que a violência que assola o Rio é culpa apenas do narcotráfico, dos bandidos e das milícias As causas é que precisam ser urgentemente combatidas: a desigualdade social, o sucateamento da escola pública, o desemprego, a falência do sistema de saúde”.
Capítulos de uma guerra civil
Vladimir Safatle – 23/02/2018 Foto: Tomaz Silva. Ag. Brasil O que se prepara no Rio é um laboratório de ações que devem se tornar regra geral. O artigo é de Vladimir Safatle, professor livre-docente do Departamento de filosofia da USP, publicado por Folha de S. Paulo, 23-02-2018.
Intervenção federal no Rio, a nova cara das ações militares que fracassam há décadas
L. Coelho, M. V. Ramos e M. T. Cruz -19/02/18 Foto: Mauro Pimentel – AFP Moradores de comunidades e especialistas recordam problemas de ocupações passadas e temem novas violações. Rio é apenas o décimo Estado mais violento do país. A reportagem é de L. Coelho, M. V. Ramos e M. T. Cruz (Ponte), publicada por El País, 18-02-2018.