O Brasil que escreve sua história com sangue de crianças

Já são oito crianças e adolescentes mortos no Rio só neste ano, por disparos aleatórios. Marcos Vinicius, de 14, do Complexo da Maré, foi alvejado pelas costas por um blindado da PM.   Carla Jiménez – 24 JUN 2018 Foto: Velório de Marcus Vinicius, de 14 anos, morto na Maré   / Pimentel AFP Há algo que despedaça dentro da gente quando uma criança morre, e uma mãe precisa enterrá-lo. Mas a dor é incalculável (ou deveria) quando se sabe que o pequeno ou a pequena são indefesos alvejados brutalmente por obra de uma política de segurança assassina que cobiça ainda mais poder para matar inadvertidamente. “Ele não meu viu com a roupa de escola, mãe?”, disse Marcos Vinicius da Silva, de 14 anos, enquanto sangrava pela barriga, pela bala que o atravessou vindo de um blindado da polícia.

Mãe de jovem morto no Rio: “É um Estado doente que mata criança com roupa de escola”

Felipe Betim,  25/06/2018 Foto: Corpo de adolescente morto na Maré é velado no Palácio da Cidad …  Foto: O Dia – iG Prefeitura abre sua sede para velar Marcos Vinícius, 14 anos, morto durante operação policial na Maré. Professores relembram garoto e estudantes denunciam assédio da polícia em protesto. “A culpa é desse Estado doente que está matando as nossas crianças com roupa de escola. Estão segurando mochila e caderno, não é arma, não é faca. Não estão roubando e nem se prostituindo, estão estudando!”, diz a trabalhadora doméstica Bruna Silva, mãe de Marcos Vinícius

Qual é a única coisa que une os brasileiros e que o poder prefere esconder?

  Juan Arías – 25 Abril 2018 Foto: Antonio Cruz /Ag. Brasil  Até os mais pobres estão mais preocupados com a corrupção dos poderosos do que com a própria economia, algo que só seria concebível em países com velhas raízes democráticas. O comentário é de Juan Arias, jornalista, publicado por El País, 24-04-2018.

Por que o caso de Lula durou menos de 2 anos e o de Azeredo 11 anos?

por Miguel Martins —  12/04/2018 Foto: Ricardo Stuckert e José Cruz / Ag. Brasil  Acusado em 2007, o ex-governador tucano manobrou e contou com a boa vontade da Justiça. Agora, pode ser atingido pelas prisões em segunda instância Entre a denúncia e a prisão de Lula, foram 1 ano e 7 meses. Azeredo foi acusado há 11 anos

Cármen Lúcia suspende super indulto de Natal de Temer e joga decisão final para fevereiro

Presidenta do Supremo atendeu a questionamento da procuradora-geral Raquel Dodge.  Rodolfo Borges –São Paulo 29/12/17  Foto: A ministra do STF Cármen Lúcia acompanha destruição de armas no Rio de Janeiro, no dia 20 de dezembro. MAURO PIMENTEL AFP “O chefe do Poder Executivo não tem poder ilimitado de conceder indulto. Se o tivesse, aniquilaria as condenações criminais, subordinaria o Poder Judiciário, restabeleceria o arbítrio e extinguiria os mais basilares princípios que constituem a República Constitucional Brasileira”, diz a procuradora-geral na ação direta de inconstitucionalidade apresentada na noite de quarta-feira.

O controverso condomínio de Paraty que criou praias exclusivas para seus bilionários

Seguranças, praias de difícil acesso: assim é o condomínio que divide comunidades caiçaras R.Daflon(Ag.Pública)-1/12/17 Foto: Entrada do Condomínio Laranjeiras, em Paraty Júlio César Guimarães Agência Pública  Em meio a um pedaço deslumbrante da Mata Atlântica no litoral do Rio de Janeiro, um enclave de segurança máxima e luxo superlativo vive sob tensão com seu entorno na cidade de Paraty. A segregação espacial pontua o dia a dia do Condomínio Laranjeiras, onde um exército de seguranças guarda um campo de golfe, quadras de tênis, helipontos e, sobretudo, as quatro praias ali, que, de tão associadas ao conjunto de mais de 150 mansões, são consideradas na região como “privadas” – embora essa figura não exista no nosso regime de leis.

O Mágico de Auschwitz

Anselmo Borges -03/11/17    Foto: Werner Reich – blog.comshalom.org/carmadelio 1. Eu nunca tinha visto o Auditório da Reitoria da Universidade de Coimbra com tanta gente, professores e estudantes. Mais de 600 pessoas. Para ver e ouvir um dos últimos sobreviventes dos campos de concentração, Werner Reich, conhecido como “o Mágico de Auschwitz”, 90 anos. Ele, que “viu o pior do pior” – neles morreram 12 milhões de pessoas, não só judeus -, pediu: “Se virem algo errado, falem. Se não disserem nada, porque acham que não vos diz respeito, estão enganados.”

Governo temerário traz a fome de volta

Nathalie Beghin e Iara Pietricovsky – 17/08/17 Foto: Wikimedia Commons. Número de pessoas vivendo na pobreza extrema no Brasil deverá aumentar entre 2,5 milhões e 3,6 milhões até o final de 2017  É preciso resistir mais que nunca e lutar para impedir os retrocessos. A maioria da população só tem a perder com o arranjo político em exercício. O artigo é de Nathalie Beghin e Iara Pietricovsky, integrantes do Instituto de Estudos Socioeconômicos/INESC e do Grupo de Reflexão sobre Relações Internacionais/GR-RI, publicado por CartaCapital, 17-08-2017.

Não mandem o Brasil às Favas

José Maurício de Barcellos – 12/06/2017 “Disse o Ministro Gilmar Mendes, tentando desestabilizar o Juiz Relator do caso, cuja tendência é a de punir os acusados – Min. Herman Benjamin – que tudo isso que estava acontecendo ocorria por obra e magnânima graça dele Gilmar, mandando às favas qualquer nódoa de modéstia, em cadeia nacional. Imagino que ante tal petulância queira o Ministro dizer a seus pares e a nós míseros mortais em especial, que o resultado do julgamento deve acatar seu entendimento já revelado aos quatro cantos desta “Terra Brasilis”, no sentido de que deu prosseguimento a tal demanda porque assim quis no passado, “mas não era para cassar ninguém, como na ditadura”.

Triste país onde depredação é escândalo, mas massacre de dez posseiros, não

Cultura Geral Internacional Especiais Español Radioagência Início Opinião Política Direitos Humanos Cultura Geral Internacional Especiais Español Radioagência Mário Magalhães – 25/05/2017 11:22 Foto: Marcelo Casal Jr./Agência Brasil Dez posseiros foram mortos ontem de manhã numa ação de policiais militares e civis no Pará. Na fazenda Santa Lúcia, na cidade de Pau D’Arco, não houve conflito ou confronto, os substantivos que buscam disfarçar os fatos e edulcorar a história. De um lado, o dos agricultores, dez perderam a vida. Do outro, não se contou morto ou ferido. Logo, inexistiu choque de forças simétricas. Ocorreu um massacre. Ou chacina.