Uma conversa interditada: o país que o Brasil poderia ser
Saul Leblon – 04/01/2016 – Copyleft Em seu primeiro artigo em 2016, FHC conseguiu sepultar a América Latina em uma crise ‘terminal’, sem dedicar uma única linha à crise global.
O annus nefastus de 2015 não invalida a esperança de um annus propitius
Leonardo Boff – 30/12/2015 O ano que acaba de 2015 merece esta qualificação latina: annus nefastus. Outros o chamam de annus horribilis. Ocorreram tantas calamidades que além de espanto nos causam preocupações. Não obstante tudo isso esperamos pelo irromper do annus propitius.
Como sobreviver às más notícias
“Para não sucumbir à ansiedade causada pelo excesso de informações da era digital, é preciso pôr os fatos em uma perspectiva histórica, aceitar que o conhecimento está em constante transformação e lembrar-se de que acontecimentos ruins muitas vezes têm desfecho positivo”. Por: Diogo Schelp – 23/12/2015
Afastar Dilma agora seria golpe, diz autor de ação contra Collor em 92″
FERNANDA MENA – Entrevista com Dalmo Dallari “É golpe porque é contrário à Constituição.” É assim que Dalmo de Abreu Dallari, decano jurista e professor emérito da Faculdade de Direito da USP, se refere ao pedido de impeachment atualmente em trâmite na Câmara dos Deputados. “Impeachment sem fundamento jurídico é um golpe porque é uma violência”, acrescenta.
Finalmente, as ruas tomam a palavra
O pronunciamento das ruas grita um rotundo “NÃO” a toda e qualquer ameaça às conquistas sociais. Roberto Amaral — 18/12/2015 “A preservação do mandato da presidente é o dique que vem contendo, no plano institucional, a onda reacionária. Rompida essa barreira, será impossível segurar o tsunami conservador que tudo varrerá: direitos dos trabalhadores, conquistas sociais, soberania nacional, desenvolvimento, distribuição de renda combate às desigualdades sociais e regionais.”
Crise política brasileira e os riscos da venezuelização
“Ou os movimentos sociais rompem com o governismo e deixam de ser correias de transmissão ou se deslegitimarão no próximo período”, adverte o sociólogo. Na pauta política desde o início da gestão do segundo mandato da presidente Dilma, a discussão sobre o impeachment mantém o país num clima de incertezas, mas se o desfecho da crise for por esse caminho, a tendência é gerar um “turbilhão de insegurança e imprevisibilidade”, deixando a sétima economia mundial “à deriva”, afirma Rudá Ricci em entrevista à IHU On-Line, concedida por e-mail.
‘Ao arrocho!’ E Dilma respondeu com a solidariedade
Dilma teimou e não cumpriu o script da Folha de cortar os gastos sociais. Ao criar uma CPMF para garantir a aposentadoria, resgatou o princípio da solidariedade “O editorial de domingo, levado à primeira página emparedava a Presidenta da República na disjuntiva do ultimato: anunciar um ‘arrocho sem precedente, ou renunciar’. Parecia coisa de horas.” O golpe avançava em cada linha do texto na marcha batida de uma articulação gordurosamente explícita, na melhor tradição democrática da Marcha com Deus pela Família e, depois, da faxina patriótica urdida pela OBAN.
UDN na rua e o pedido de investigação das contas de campanha de Dilma. Mas o empresariado não quer aventuras
“Ou o que resta de base social mobilizada desembarca de vez do governo e acaba com qualquer resto de duplo discurso como o do tal “apoio crítico”, ou toda a esquerda vai pagar um preço alto demais se tudo ruir”, escreve Bruno Lima Rocha, professor de de ciência política e de relações internacionais.
Entidades rechaçam golpismo e cobram de Dilma agenda vencedora em 2014
Em encontro com centenas de representantes de movimentos sociais, Dilma é cobrada por retomada de projeto que defendeu nas eleições e afirma que “nunca mudou de lado”. Movimentos sociais gritaram palavras de ordem como “não vai ter golpe” e alertaram: “É pra nós que você deve governar” . Foto: Roberto Stuckert Filho
O persistente bullying mediático sobre o PT
Leonardo Boff* – 08/08/2015 “O avanço do povo através do PT é precioso demais para que seja anulado. As conquistas devem continuar e se consolidar. Para isso é urgente desmascarar os interesses anti-populares, frear o avanço dos conservadores que não respeitam a democracia e que almejam a volta ao poder mediante algum tipo de golpe.”