‘O Estado brasileiro parece desintegrar-se’

Chico Castro Jr.– 29/06/2016 Foto: Luiz Alberto Moniz Bandeira O historiador e cientista político baiano Luiz Alberto Moniz Bandeira tem seu livro mais recente lançado no Brasil: A desordem mundial (Ed. Civilização Brasileira), um amplo estudo do caótico cenário internacional. Aos 80 anos, ele também tem sido homenageado pela sua vasta obra e história de vida de intelectual engajado. Em junho, foi homenageado pela União Brasileira de Escritores. No dia 4, a homenagem é na Usp. Da Alemanha, onde vive, ele concedeu esta entrevista.

Boulos: a Desconstituinte de 2016

Guilherme Boulos – 18/10/2016 “O “Novo Regime Fiscal”, apelido da PEC, é na verdade um novo apartheid social. O abismo da concentração de renda vai se ampliar. Os trabalhadores que ousaram melhorar de vida e exigir o acesso a serviços públicos serão atirados de volta à senzala”, diz Guilherme Boulos, integrante da coordenação nacional do MTST, em artigo publicado por Outras Palavras, 13-10-2016.

Convite à Desconstrução da PEC 241- (1)

Antonio Martins – 10/10/2016 Vídeo: Gabriela Leite Foto: Fabio R. Pozzebom Governo venceu primeira batalha para aprovar congelamento dos gastos públicos. Mas um mergulho no Orçamento da República desmente, uma a uma, suas teses. País não está quebrado. Gasto social cresceu, mas ainda é reduzido. PEC tira da Educação e Saúde, e engorda os milionários

O déficit da Previdência é uma farsa? Veja o que dizem críticos da reforma

Muitos céticos da reforma previdenciária sustentam: rombo não passa de um mito; governo nega Fernando Jasper –  [25/09/2016] Temer planeja ampla mudança na lei para diminuir o rombo da Previdência.              Beto Barata/PR O presidente Michel Temer planeja fazer uma ampla mudança na legislação para dificultar a aposentadoria dos brasileiros e, assim, diminuir o rombo da Previdência. Mas antes terá de provar que o déficit realmente existe. Para muitos dos críticos da reforma, ele não passa de uma farsa.

Os golpes do século XXI e os rumos da democracia na América Latina

Michel Temer declarou que o impeachment ocorreu porque o governo de Dilma não quis implementar o plano Ponte para o futuro, programa neoliberal de reformas impulsionado pelo PMDB João Flores da Cunha – 27/09/2016 “Se, em Honduras, o Exército interveio, no Paraguai e no Brasil houve o que tem sido chamado de golpe parlamentar. Essas remoções de governantes do poder são diferentes das que se tornaram costumeiras no século XX, ao longo da Guerra Fria, em que as Forças Armadas, em geral com apoio dos Estados Unidos, retiravam do poder um governante considerado alinhado à União Soviética e instauravam um regime militar repressor.”

Na CBN, Sardenberg diz que greve dos bancários é “política”; veja as informações que ele sonegou dos ouvintes

Toda greve é, obviamente, política. Mas não no sentido dado por Sardenberg, de que os bancários teriam parado apenas para prejudicar Temer. – Redação – 06/09/2016 Foto: Agências bancárias fechadas em SP Catia Toffoletto/CBN – O analista econômico da rádio CBN, Carlos Alberto Sardenberg, pau mandado dos irmãos Marinho, disse em comentário na emissora que a greve dos bancários, iniciada hoje, é “política”, início de uma greve geral contra o governo Temer. Sim, ele tem direito à opinião, inclusive de dizer que satanás inspira os grevistas.

  A inteligência impotente

Mino Carta –  05 de Setembro de 2016 “O impeachment de Dilma Rousseff leva a uma conclusão inevitável: um país que admite um golpe desta natureza carece de saúde mental”, escreve Mino Carta, jornalista, em artigo publicado por CartaCapital, 05-09-2016. Segundo ele, “está claro que o golpe de 2016 é infinitamente mais grave do que o de 1964”.

Golpe de 1964 e golpe de 2016: a mesma natureza de classe

Leonardo Boff – 05/09/2016 Ontem em 1964 e hoje em 2016, seja por via militar seja por via parlamentar, funciona a mesma lógica: as elites econômico-financeiras e a casta política conservadora praticam a rapinagem de grande parte da renda nacional (Jessé aponta 71.440 pessoas, apenas 0,05% da população) contra a vida e o bem-estar da maioria do povo, submetido à pobreza.

‘O país está entrando no pântano’, diz sociólogo Jessé de Souza

‘Quando você tira o presidente eleito pelo povo, o que foi que você fez? Mexeu no fundamento da ordem democrática inteira’, diz Jessé.  Helena Borges – 02 Setembro 2016   A semente do impeachment foi a onda de manifestações em junho de 2013, segundo o sociólogo Jessé de Souza [1]. “Se montou uma base de classe média, dizendo que era o povo”, observa, lembrando que “as classes que ascenderam não saíram à rua”. E diz que, com o impeachment, cria-se uma “pseudodemocracia”, que tem a aparência de uma democracia, mas a que falta seu principal fundamento: a soberania popular. A entrevista é publicada por The Intercept, 01-09-2016.

Lula não é dono de triplex do Guarujá e agora PF investiga a Globo

Publicado por CdB em: 19/08/2016 As Organizações Globo, proprietárias de um grupo de emissoras de rádio, canais de TV, jornais e revistas, em todo o país, pressionavam as autoridades com uma exposição massiva e diária do caso Por Redação – de Guarulhos (SP), Santos (SP) e São Paulo