Religiosos criticam citações a Deus na sessão da Câmara que votou impeachment

Isabel Vieira – 19/04/2016 As referências à religião e a Deus nos discursos de parte dos deputados que decidiram, no domingo (17), pela abertura de processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff incomodaram religiosos. Em defesa da separação entre a fé e a representação política, líderes de várias entidades criticaram as citações e disseram que os posicionamentos violam o Estado laico. Reportagem de Isabela Vieira, Agência Brasil, 19-04-2016.

“Preocupa o processo contra Dilma, que não é acusada de nada”, diz Secretário-geral da OEA

Luís Barbero –  13 de abril de 2016 Foto: O secretário-geral da OEA, Luis Almagro, em Tegucigalpa em agosto de 2015. reuters Luis Almagro (Uruguai, 1963) está prestes a completar um ano como secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA). Nesse período, seu objetivo foi levantar uma instituição que havia perdido peso no continente. O ponto fundamental para Almagro, ex-ministro das Relações Exteriores do Uruguai, passa por um aprofundamento democrático. Somente assim, afirma, os males da região como a violência, a desigualdade e a corrupção poderão ser combatidos. A entrevista é de Luis Barbero, publicada por El País, 12-04-2016.

  André Singer: ‘Domingo viveremos um episódio maior da luta de classes no Brasil’

Eduardo Maretti – Sexta, 15 de abril de 2016  “A votação do impeachment no domingo não é apenas a tentativa de derrubar um governo cuja liderança está na esquerda. O que se está tentando fazer é criminalizar o conjunto da alternativa popular no Brasil e tirá-la do cenário político talvez por muito tempo. Sem dúvida, o que vamos viver neste domingo é um episódio maior da luta de classes no Brasil.” A opinião é do cientista político André Singer, ex-secretário de Imprensa do Palácio do Planalto e ex-porta-voz da Presidência da República no governo Luiz Inácio Lula da Silva.

Com todo o respeito aos otimistas, vai piorar

 Milly Lacombe – 14.04.2016 “… ao tirar Dilma por um crime de responsabilidade fictício, estamos abrindo caminho e dando poderes para dois representantes do que a política mundial tem de pior atualmente: o defensor das maravilhas da concentração de renda e do uso do fanatismo religioso como moeda de legislação. “Dilma estava longe de fazer um governo voltado para as minorias e para valores sociais sólidos como seria adequado a um partido que se diz de esquerda, mas também está bastante longe de ser tão nociva para o povo brasileiro quanto promete ser a dupla Temer/Cunha”.

Amoris laetitia e a crise política brasileira repercutem na 54ª Assembleia da CNBB.

O historiador comenta a Exortação Apostólica Amoris laetitia e a “estranha ‘neutralidade” dos bispos no atual momento político do país, ao acompanhar as discussões da 54ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB, que está sendo realizada em Aparecida, SP. Patricia Fachin – 14/04/2016 Entrevista com Sérgio Coutinho A Exortação Apostólica Amoris laetitia, como todas as “grandes Assembleias conciliares e sinodais, destinadas a marcar em profundidade a vida da Igreja”, deve ser analisada a partir de três elementos: “o evento em si, os documentos nele aprovados e a sua recepção”, diz Sérgio Coutinho à IHU On-Line, ao comentar o documento do Papa Francisco.

O preço do voto

A impotência política tem origem na ocupação do estado e de seus órgãos reguladores pelas tropas dos interesses corporativos Luiz Gonzaga Belluzzo e Gabriel Galípolo —  11/04/2016  Ilustração: Minimorgan/ Foto: IstockPhoto  – Contra o poder do dinheiro, a redefinição de conceitos e práticas Segundo os autotres, “as presentes dores e convulsões impelidas às democracias ao redor do globo, sentidas agudamente em nossa Nova República, só receberão sentido histórico se forem capazes de refundar conceitos e práticas, se puderem restabelecer nexos entre o povo, a mídia, os políticos e as políticas públicas”.

“Áudio reforça tese de conspiração de Temer”, diz cientista político

Para Cláudio Couto, da FGV, é difícil acreditar que a mensagem de Michel Temer  foi enviada acidentalmente Rodrigo Martins —  11/04/2016 Marcelo Camargo/Agência Brasil/Fotos Públicas – Michel Temer “Seria mais prudente permanecer calado, como fez Itamar Franco em 1992″, opina Cláudio Couto Cláudio Gonçalves Couto é Cientista Político e professor do Curso de Administração Pública da FGV-SP. Este texto foi publicado originalmente no seu Facebook e foi reproduzido no site da Revista Fórum com a sua autorização.