O golpe derrotará o Sertão nordestino?
Roberto Malvezzi (Gogó) 30/05/2016 Fome, sede, migração e mortalidade infantil foram superadas com mobilização social, Bolsa Família, cisternas e infra-estrutura. Mas retrocessos ameaçam reconduzir ao ponto de miséria
As instituições estão funcionando
Marcelo Zero – 22 de Maio de 2016 Após o golpe, tudo volta ao normal. Tudo volta ao que manda a tradição. As instituições funcionam. O poder voltou a seus detentores tradicionais: homens brancos, ricos e conservadores. Homens de religiosidade rígida e moral flexível. Homens de contas suíças e política hondurenha, como manda a tradição. As mulheres voltam ao lar e os negros à senzala, como impõe a tradição.
Xadrez do PMDB jogado ao mar
Luís Nassif – 30/05/2016 Foto: Janot, Serra, Gilmar Mendes, Raul Jungman, Gen.Sérgio Etchgoyen, Michel Temer “Em função do desastre inicial do governo Temer, das ousadias antissociais, do atrevimento em promover mudanças constitucionais sendo apenas interino, e da recuperação da popularidade de Dilma, há a possibilidade do impeachment ser derrubado na votação final do Senado. O maior empecilho é a constatação de que Dilma poderá recobrar o cargo, mas é quase impossível que recobre as condições de governabilidade. Ela não tem interlocução mínima com nenhum dos centros de poder, nem com o STF, com o MPF, com setores empresariais e com o Congresso”.
Nem tudo é tão linear
Andrea Caldas – 27 de maio de 2016 “Aqueles que continuaram apegados ao linear esquema de análise da polarização entre PT e PSDB ou burguesia versus proletariado subestimaram as disputas internas e a microfísica dos pequenos poderes”, escreve Andrea Caldas, diretora da faculdade de Educação da Universidade Federal do Paraná (UFPR), em artigo publicado por CartaCapital, 26-05-2016. Segundo ela, “tais jogos secundários tendem a ganhar a cena principal em tempos de crise das grandes forças estruturais. Me parece que é o que vivemos agora, neste tempo de interregno”
STF, a última trincheira institucional, arrastado de vez para a crise
Gil Alessi –27-05-de 2016 Foto: Ministros da Corte. R. Coutinho STF O Supremo Tribunal Federal (STF), mais alta corte de Justiça do país, voltou aos holofotes esta semana após a divulgação de áudios gravados pelo ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado. Nos diálogos, com o senador Romero Jucá(PMDB-RR), ex-ministro do Governo interino de Michel Temer, e Renan Calheiros (PMDB-AL), presidente do Senado, e o ex-presidente José Sarney falam sobre tratativas com ministros do STF ou planos de fazê-las envolvendo a saída da presidenta Dilma Rousseff do cargo, freios na Operação Lava Jato e a crise. A reportagem é de Gil Alessi, publicada por El País, 27-05-2016.
“Modelo do Brasil não é capitalismo, é socialismo para os ricos”
Nesta segunda-feira, quando mais um vazamento de conversa entre políticos de alto escalão levantou suspeitas de tráfico de influência Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro da Corte Luís Roberto Barroso afirmou que ninguém tem poder para obstruir a Operação Lava Jato no tribunal. Desta vez, foi Romero Jucá quem disse ter conversado com ministros do STF e sugeriu até incluir o Supremo em um suposto acordo para deter as investigações, de acordo com áudios publicado pela Folha de S. Paulo.
Para 63% dos brasileiros, interesses privados de políticos movem impeachment
Pesquisa realizada pelo Ibope Inteligência entre os últimos dias 12 e 16 mostra que os brasileiros estão longe de estar otimistas quando ao futuro do país. Segundo o estudo, 34% dos entrevistados estão pessimistas, contra 31% de otimistas e 30% neutros, nem otimistas e nem pessimistas. Os que disseram não saber são 5%. 24/05/2016 Publicação da Rede Brasil Atual – RBA, 23-05-2016.
Em diálogos gravados, Jucá fala em pacto para deter avanço da Lava Jato
Foto:Romero Jucá, ministro do Planejamento – Marcos Alves / Agência O Globo – 23 de maio de 2016 Em conversas ocorridas em março passado, o ministro do Planejamento, senador licenciado Romero Jucá (PMDB-RR), sugeriu ao ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado que uma “mudança” no governo federal resultaria em um pacto para “estancar a sangria” representada pela Operação Lava Jato, que investiga ambos. Gravados de forma oculta, os diálogos entre Machado e Jucá ocorreram semanas antes da votação na Câmara que desencadeou o impeachment da presidente Dilma Rousseff. As conversas somam 1h15min e estão em poder da PGR (Procuradoria-Geral da República).
Brasil: contra-revolução social?
Álvaro Vasconcelos – 18/05/2016 Na Foto: Temer com Paulo Skaff, da FIESP, grande financiadora dos protestos de rua contra Dilma “O governo Temer fracassará se, em nome da racionalidade macroeconómica, a sua principal prioridade, tentar pôr em prática uma agenda de contra-revolução social. Já começaram os retrocessos, como se viu na composição de um governo exclusivamente masculino e branco, mas todas as tentativas de pôr em causa as conquistas sociais da última década enfrentarão uma forte oposição. “
Golpe no Brasil: a conexão internacional
Como fundações norte-americanas financiaram grupos como o MBL, que dizem agir “pelo bem do Brasil”. Os encontros de Aloysio Nunes em Washington, e a visita de Temer ao cônsul geral dos EUA – Por: Pedro Marin Foto: Thomas Shannon, com quem senador Aloysio se encontrou nos USA logo após o impeachment na Câmara. “Fundada em 1981 com objetivo de “promover políticas econômicas do livre mercado pelo mundo”, a Atlas é um think-tank que financia declaradamente as atividades da direita em mais de 90 países. Com um orçamento anual de US$ 11,5 milhões, ela atua patrocinando a formação de quadros neoliberais. Como a legislação dos EUA impede que essas entidades financiem agitações políticas mundo afora, cada movimento é amparado por “institutos de formação”, que estão liberados para receber os recursos.”