Novos relatos apontam que base militar no AP esconde cemitério com desaparecidos do Araguaia
99 Carlos Madeiro – Colaboração para o UOL, em Maceió – 20/05/2018 Foto: Serviço Nacional de Informações/Arquivo Nacional: Guerrilheira Maria Lúcia, do PCdoB, foi morta e é um das desaparecidas no conflito Relatos colhidos pela Comissão Estadual da Verdade do Amapá apontam para um local onde estariam restos mortais de desaparecidos da guerrilha do Araguaia nos anos 1970. Segundo depoimentos, mortos na Ditadura Militar (1964-1985) teriam sido enterrados em um cemitério clandestino dentro de uma base militar no município de Oiapoque (600 km de Macapá), já na fronteira com a Guiana Francesa.
A sede dos “porões da ditadura” era o Planalto, diz historiadora
“Uma coisa é aquilo que sabíamos: Geisel estava informado da política de extermínio de presos políticos. Outra coisa muito diferente é saber que o presidente da República assumiu a responsabilidade direta sobre a execução de prisioneiros políticos.” José Nêumanne – 18 Maio 2018 Foto: jusliberdade.comn.br A revelação feita pela descoberta pelo pesquisador Matias Spektor, da Fundação Getúlio Vargas (FGV), de um memorando do diretor da CIA em 1974, William Colby, ao então secretário de Estado dos EUA, Henry Kissinger, de que Geisel autorizou execuções de “subversivos perigosos” presos pôs fim ao mito da autonomia dos chamados “porões da ditadura” à época do regime militar. Esta é uma das conclusões da entrevista da historiadora mineira Heloísa Starling, que assessorou a Comissão Nacional da Verdade (CNV) nesse período de nossa história, em entrevista ao Blog do Nêumanne.
‘Último prego no caixão de Geisel’, diz coordenador da Comissão da Verdade sobre memorando da CIA
Ricardo Senra – 14 Maio 2018 “É realmente um estrago extraordinário. Mas estrago maior nós já tínhamos feito na Comissão Nacional da Verdade, sem querer parecer pretensioso.” É assim que o diplomata Paulo Sergio Pinheiro, ex-secretário de Estado de Direitos Humanos (no governo de Fernando Henrique Cardoso) e atual presidente da Comissão de Investigação sobre a Síria na ONU, classifica a revelação de um memorando secreto da CIA, que aponta que o general Ernesto Geisel sabia e autorizava a execução sumária de opositores durante a ditadura militar. A entrevista é de Ricardo Senra, publicada por BBC Brasil, 12-05-2018.
CIA: Geisel centralizou política de execução de “subversivos”
por Redação — publicado 10/05/2018 . Foto: https://www.cartacapital.com.br . Segundo memorando da inteligência dos EUA, o ditador manteve a ordem de assassinato de opositores do regime instituída pelo antecessor Emilio Médici CPDOC Por ordem de Geisel, Figueiredo decidia quem era “perigoso” e deveria morrer