STF, a última trincheira institucional, arrastado de vez para a crise
Gil Alessi –27-05-de 2016 Foto: Ministros da Corte. R. Coutinho STF O Supremo Tribunal Federal (STF), mais alta corte de Justiça do país, voltou aos holofotes esta semana após a divulgação de áudios gravados pelo ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado. Nos diálogos, com o senador Romero Jucá(PMDB-RR), ex-ministro do Governo interino de Michel Temer, e Renan Calheiros (PMDB-AL), presidente do Senado, e o ex-presidente José Sarney falam sobre tratativas com ministros do STF ou planos de fazê-las envolvendo a saída da presidenta Dilma Rousseff do cargo, freios na Operação Lava Jato e a crise. A reportagem é de Gil Alessi, publicada por El País, 27-05-2016.
“Modelo do Brasil não é capitalismo, é socialismo para os ricos”
Nesta segunda-feira, quando mais um vazamento de conversa entre políticos de alto escalão levantou suspeitas de tráfico de influência Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro da Corte Luís Roberto Barroso afirmou que ninguém tem poder para obstruir a Operação Lava Jato no tribunal. Desta vez, foi Romero Jucá quem disse ter conversado com ministros do STF e sugeriu até incluir o Supremo em um suposto acordo para deter as investigações, de acordo com áudios publicado pela Folha de S. Paulo.
Em diálogos gravados, Jucá fala em pacto para deter avanço da Lava Jato
Foto:Romero Jucá, ministro do Planejamento – Marcos Alves / Agência O Globo – 23 de maio de 2016 Em conversas ocorridas em março passado, o ministro do Planejamento, senador licenciado Romero Jucá (PMDB-RR), sugeriu ao ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado que uma “mudança” no governo federal resultaria em um pacto para “estancar a sangria” representada pela Operação Lava Jato, que investiga ambos. Gravados de forma oculta, os diálogos entre Machado e Jucá ocorreram semanas antes da votação na Câmara que desencadeou o impeachment da presidente Dilma Rousseff. As conversas somam 1h15min e estão em poder da PGR (Procuradoria-Geral da República).
“Vai ter luto e luta, ou não vai ter nada”. Ou seja, a Fortuna existe. Será preciso ter ‘virtù’.
“Mesmo quem é profundamente crítico a este governo, como eu, precisa entender que o impeachment não foi só contra o governo; pela situação e o precedente que cria, ele foi contra todos nós”, diz o filósofo. Rodrigo Nunes Imagem: iciomaciel.files.wordpress.com O julgamento do impeachment da presidente Dilma “é político no pior sentido”, e se ela for cassada, não entrará em curso um novo projeto, porque “não há novo projeto”, mas “uma política de terra arrasada”, diz Rodrigo Nunes à IHU On-Line.Na avaliação dele, “o propósito do novo bloco de governo”, composto “basicamente” pela “mesma ‘base aliada’ menos o PT, é promover uma restauração conservadora não apenas contra os avanços da última década, mas contra a própria possibilidade de novos avanços”.
A religião oprime quando impede a alegria a nível sexual
António Marujo – 06/05/2016 – Entrevista com Padre Anselmo Borges “A sexualidade também tem a ver com o prazer e este confronta-se com o poder. Na medida em que a Igreja se tornou numa instituição de poder, tem muita dificuldade em lidar com o prazer e a autonomia” A Igreja Católica, como instituição de poder, tem muita dificuldade em lidar com o prazer e a sexualidade, diz Anselmo Borges, padre, teólogo e professor de Filosofia na Universidade de Coimbra.
Processo de impeachment foi grosseiramente forjado. Entrevista especial com Fábio Konder Comparato
Patrícia Fachin – 26 de abril de 2016 Foto: jornalf8.net “Faço um apelo para que se inicie desde logo, e se consolide, um vasto programa de educação ética em todos os níveis, a fim de que sejamos ao final capazes de rejeitar o espírito de egoísmo, que tomou conta do nosso povo, e que constitui a alma do capitalismo, como assinalou o Papa Francisco”, afirma o jurista.
Lava Jato encara teste de fogo em um eventual Governo do PMDB
Com Michel Temer, Eduardo Cunha e Renan Calheiros na mira, cresce receio de ‘operação abafa’ Gil Alessi – Segunda, 25 de abril de 2016 Foto: L. Marques Ag. PT . Cunha, Temer e Calheiros, o trio de ferro do PMDB. A Lava Jato enfrentará em breve um de seus mais difíceis desafios. Na medida em que o processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff avança e o vice Michel Temer fica mais próximo de ocupar o Palácio do Planalto, surge a pergunta: o que será da operação com o PMDB no poder? Caso se confirme o afastamento da petista em votação no Senado, o Executivo e as duas casas do Legislativo estarão sob o comando de peemedebistas. Os três chefes do Executivo e do Legislativo – Temer, Renan Calheiros e Eduardo Cunha – foram citados por delatores do esquema de corrupção da Petrobras.
Baltasar Garzón denuncia o golpe brasileiro e compara ao Paraguai e Honduras
Baltasar Garzón Real – 24/04/2016 Juiz reconhecido mundialmente pela prisão de Pinochet se diz indignado com o risco que a democracia corre no Brasil e compara o golpe em curso com o que ocorreu no Paraguai e em Honduras. – No artigo a seguir, o juiz espanhol que condenou o ex-presidente do Chile Augusto Pinochet pela morte e tortura de cidadãos espanhóis, na ditadura chilena, Baltasar Garzón, que ficou conhecido na história da Espanha como “super-juiz” e “juiz-estrela”, reflete sobre a crise política e institucional brasileira.
O que Belo Monte delata sobre todos os lados
Quando a narrativa da propina se impõe sobre a da violação de direitos humanos, as contradições em jogo neste momento histórico são denunciadas Eliane Brum – 11 ABR 2016 Fotos: Lilio Clareto . Aqui, Raimunda registrando em fotos a repressão da Força Nacional, numa das barreiras de Belo Monte. E Belo Monte finalmente chegou às manchetes da grande imprensa – e aos corações e mentes dos “cidadãos de bem” deste Brasil – como denúncia.
André Singer: ‘Domingo viveremos um episódio maior da luta de classes no Brasil’
Eduardo Maretti – Sexta, 15 de abril de 2016 “A votação do impeachment no domingo não é apenas a tentativa de derrubar um governo cuja liderança está na esquerda. O que se está tentando fazer é criminalizar o conjunto da alternativa popular no Brasil e tirá-la do cenário político talvez por muito tempo. Sem dúvida, o que vamos viver neste domingo é um episódio maior da luta de classes no Brasil.” A opinião é do cientista político André Singer, ex-secretário de Imprensa do Palácio do Planalto e ex-porta-voz da Presidência da República no governo Luiz Inácio Lula da Silva.