Brasil, um país do passado
Philipp Lichterbeck– 29/11/2018 Foto: Partidários de Bolsonaro comemoram vitória eleitoral no fim de outubro, Rio de Janeiro / picture-alliance/dpa/L. Correa No Brasil, está na moda um anti-intelectualismo que lembra a Inquisição. Seus representantes preferem Silas Malafaia a Immanuel Kant. Os ataques miram o próprio esclarecimento, escreve o colunista Philipp Lichterbeck, em artigo publicado por Deutsche Welle, 28-11-2018. Philipp Lichterbeck queria abrir um novo capítulo em sua vida quando se mudou de Berlim para o Rio, em 2012. Desde então, ele colabora com reportagens sobre o Brasil e demais países da América Latina para os jornais Tagesspiegel (Berlim), Wochenzeitung (Zurique) e Wiener Zeitung.
“PODEMOS VIVER UM ULTRANEOLIBERALISMO, SOB UMA DITADURA E COM RESPALDO ELEITORAL”, ALERTA RICARDO ANTUNES
A educação pública é a menina dos olhos do capital corporativo global, diz Ricardo Antunes InformANDES, 09/10/2018 – Foto: Antonio Perri – ADUPA Em entrevista ao ANDES-SN, o sociólogo e professor da Unicamp, Ricardo Antunes, fala de algumas das questões abordadas em sua última obra “O privilégio da servidão”, que traz um retrato detalhado da classe trabalhadora hoje, com suas principais tendências e as mudanças na configuração trabalhistas. Entre várias reflexões sobre os ataques aos trabalhadores, Antunes faz um alerta. “Estamos na iminência de termos um ultra neoliberalismo, com fascismo, comandado por uma figura farsesca que usa farda. Talvez a gente viva agora o pior momento das universidades públicas se essa tragédia se consubstanciar. Espero que isso não venha a ocorrer, se não entraremos em uma fase mais difícil que na ditadura militar, mais difícil que o neoliberalismo dos anos 90 pra cá. Porque agora seria uma combinação nefasta de ultra neoliberalismo com uma ditadura militar sem limites e com respaldo eleitoral”.
Brasil, Bolsonaro e a teologia da prosperidade
Giacomo Salvarani – 13 Novembro 2018 “A classe média, em que impera um forte ressentimento pelas políticas do PT representa, portanto, o principal interlocutor tanto de Bolsonaro quanto da comunidade evangélica como aquela de Macedo, que oferecem uma visão de mundo individualista, para a qual o bem-estar pessoal vem antes do bem comum“, analisa Giacomo Salvarani, professor do Departamento de História da Universidade de Bolonha, em artigo publicado por Settimana News, 12-11-2018. A tradução é de Luisa Rabolini.
Brasil não precisa do Escola sem Partido, defende ministro da Educação
Mariana Tokarnia – 02 Novembro 2018 O país já tem canais de denúncia e não precisa de uma lei como a do Escola sem Partido, afirmou o ministro da Educação, Rossieli Soares. Em entrevista à Agência Brasil, Soares defendeu que estudantes e famílias procurem primeiro a escola e, se necessário, as secretarias de Educação, caso haja problemas na sala de aula. A reportagem é de Mariana Tokarnia, publicada por Agência Brasil, 31-10-2018.
Desenvolvimento: Amazônia não é uma tábula rasa.
Entrevista especial com Daniela Alarcon Por: Patricia Fachin | 19 Agosto 2016 Foto: O ataque irresponsável à Amazônia por empresaários do Centro-Sul. O agronegócio manda no governo / FUMPAJ “Precisamos parar de entender a Amazônia como o quintal da região Centro-Sul do Brasil, porque ela sempre foi vista como um lugar a ser desenvolvido, fazendo-se tábula rasa de tudo que existe ali”, adverte a pesquisadora.
‘O PSDB é um dos grandes derrotados do golpe de 2016’, diz cientista político
Rede Brasil Atual – 12 /09/2018 Foto: Geraldo Alckmin e o o entrevistado, Vítor Matchetti Professor de UFABC,Vitor Marchetti também acredita que Ciro Gomes e Fernando Haddad farão a disputa de quem vai para o segundo turno da eleição contra Jair Bolsonaro. Os resultados das últimas pesquisas de intenção de voto, divulgados pelos institutos Ibope e Datafolha na noite de segunda-feira (10), foram objeto da análise do professor e cientista político da Universidade Federal do ABC (UFABC) Vitor Marchetti, em entrevista concedida aos jornalistas Marilu Cabañas e Glauco Faria, na Rádio Brasil Atual.
De esterilizar pobres a armar o cidadão: as 7 propostas mais radicais de Bolsonaro
Tempos difíceis e conturbados na República do Brasil, que virou Reprivada de 5% dos donos do capital que manobram os políticos à sua vontade (NdR) João Almeida Moreira – 25 Agosto 2018 Foto: Jair Bolsonaro – © REUTERS/Ueslei Marcelino O candidato líder das sondagens sem Lula tem ideias no mínimo radicais sobre segurança pública, a sua área de expertise, educação, política externa e saúde. Fique a conhecer algumas
Estamos diante de uma ameaça ultraliberal?
Bruno Rocha Lima – 27 Agosto 2018 Imagem: Reprodução do twitter de Lillian Campelo “O perigo ganha proporção quando para além das mentiras midiáticas, vociferadas pelos defensores da especulação financeira e do ‘tal do mercado de capitais’, a noção do individualismo como fim último do ser humano é espalhada pelas versões brasileiras dos institutos financiados por grandes empresas”, alerta Bruno Lima Rocha, pós-doutorando em economia política, doutor e mestre em ciência política (pela UFRGS), graduado em jornalismo (UFRJ) e professor de relações internacionais, ciência política e jornalismo.
Brasil marcha trôpego rumo às urnas
José Augusto Filho – 12/8/2018 “Foto”: Alguns presidenciáveis /NELSON ALMEIDA AFP Da esquerda para a direita: Álvaro Dias, Marina, Boulos, Meirelles, Daciolo, Alckmin, Ciro, Bolsonaro. Falta o candidato do PT: Lula ou Haddad Capturadas por uma elite exclusivista entrincheirada no poder há séculos e sem vontade de se autorreformar, as frágeis instituições do Brasil indicam que o país continuará a ser um gigante adormecido. Está aberta a temporada de caça ao voto. Tal como acontece a cada dois anos no Brasil, sua excelência, o eleitor, converte-se no centro das atenções da classe política.
Brasil precisa colocar direitos humanos à frente da austeridade fiscal, dizem relatores da ONU
Portal Nações Unidas Brasil – 07 Agosto 2018 Foto: Protestos em Bagé contra a PEC 241 (EC 95- a PEC do Teto) Fabrício Marcon – Flickr/ EBC Um grupo de especialistas em direitos humanos das Nações Unidas pediu que o Brasil reconsidere seu programa de austeridade fiscal e coloque os direitos humanos de sua população, que está sofrendo duras consequências, no centro de suas políticas econômicas. A reportagem é publicada no portal Nações Unidas Brasil, em 03-08-2018.