A economia tornou-se uma religião. Artigo de Jean-Claude Guillebaud
Jean-Claude Guillebaud – 30 Maio 2019 Imagem: Bira Dantas / Jornalista Livres “Não é difícil identificar a conotação sacrificial que está por trás das palavras que moemos de manhã à noite. A palavra ‘dívida’, por exemplo, sugere uma ideia de culpa e até de pecado”, escreve Jean-Claude Guillebaud, jornalista, escritor e ensaísta francês, em artigo publicado por La Vie, 27-05-2019. A tradução é de André Langer. “Esta retórica é ainda mais claramente religiosa quando examinamos as promessas do discurso dominante. Penso no famoso ‘crescimento’, que sabemos que não voltará tão cedo, mas cuja vinda nós anunciamos, dia após dia, como São Paulo evocava a parusia”, acrescenta. Em nossa sociedade, assim, a “economia tende a tornar-se uma religião”, uma “religião profana”.
‘Governo virou República da caserna’, diz líder do DEM na Câmara
Vera Rosa – Brasília 04/03/2019 Foto: Elmar Nascimento, líder do DEM na CâmaraImagem / Reprodução O protagonismo dos militares no governo de Jair Bolsonaro está incomodando potenciais aliados. Para o líder do DEM na Câmara, deputado Elmar Nascimento (BA), o presidente precisa melhorar muito sua relação com o Congresso, se não quiser ter problemas em votações consideradas prioritárias, como a reforma da Previdência. “O governo saiu da política de sindicato e passou para a república da caserna”, afirmou o deputado, em uma referência ao número de militares no primeiro, segundo e terceiro escalões da máquina federal, em contraposição à quantidade de sindicalistas nas gestões petistas. Além de comandar a bancada do DEM, Elmar é líder do “blocão”, grupo que reúne 301 dos 513 deputados e ajudou a reconduzir Rodrigo Maia (DEM-RJ) na presidência da Câmara. Na avaliação do deputado, Bolsonaro precisa chamar a classe política para ser “sócia” de seu projeto. Nesta entrevista, ele negou, porém, que isso signifique um toma lá, dá cá.
Pesquisadora do Dieese explica por que só os bancos ganham com a PEC da Previdência
Juca Guimarães – 26/02/2019 – Foto: Daqui A coordenadora de pesquisas do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Patrícia Pelatieri, analisou todos os pontos da Proposta de Emenda Constitucional nº 6/2019, do governo Jair Bolsonaro(PSL), que altera o sistema previdenciário brasileiro. A entrevista é de Juca Guimarães, publicada por Brasil de Fato, 25-02-2019.
OAB/São Paulo alerta para ‘efeito devastador’ e marca audiência pública sobre Previdência de Bolsonaro
O Estado de S. Paulo – 21 Fevereiro 2019 Foto: Alessandra Jungs de Almeda – Flickr @kiessingloving A Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional São Paulo, entrou para valer na discussão sobre a Reforma da Previdência que o governo Bolsonaro propôs à Câmara. Em nota pública, nesta quarta, 20, a Comissão de Direito Previdenciário da entidade da Advocacia paulista diz que ‘não se opõe’ a alterações legislativas e que a Previdência ‘deve sempre acompanhar a evolução social’, mas defende ‘debate mais qualificado, dentro e fora do Congresso, a fim de que se discuta o modelo a ser proposto’. A informação é publicada por O Estado de S. Paulo, 21-02-2019.
Reforma da Previdência: por que 4 países da América Latina revisam modelo de capitalização, prometido por Paulo Guedes
Camilla Veras Mota – Da BBC News Brasil em São Paulo – 4/02/2019 2019 Direito de imagem: Getty Images – Image caption Décadas depois de instituírem o regime de capitalização nas aposentadorias, Chile, Colômbia, México e Peru se depararam com pelo menos um grande problema: benefícios demasiadamente baixos ou cobertura restrita, que exclui parte dos idosos Pelo menos quatro países da América Latina que têm sistemas de aposentadoria com regimes de capitalização – Chile, Colômbia, México e Peru – têm revisado seus modelos nos últimos anos e, em alguns casos, proposto mudanças na legislação previdenciária.
O perdão bilionário que Bolsonaro quer dar ao agronegócio
Hyury Potter – 07 Fevereiro 2019 Pressionado por ruralistas, presidente quer anistiar dívidas de mais de R$ 15 bilhões do setor. Um dos principais argumentos citados por Bolsonaro para aliviar a dívida do campo seria o impacto desse tributo no pequeno produtor rural. No entanto, dados de dezembro de 2018 sobre os endividados que se inscreveram no programa de refinanciamento do Funrural (hoje conhecido pela sigla PRR) mostram que apenas 1% do valor total da dívida é de produtores rurais. A reportagem é de Hyury Potter, publicada por Deutsche Welle, 07-02-2019.
Bolsonaro testa limites com anúncios econômicos e ministérios: estratégia ou caos?
Afonso Benites e Carla Jiménez – 01/11/2018 – Foto: Onyx Lorenzoni e Eliseu Padilha no Palácio do Planalto/ Evaristo SA AFP Nos três primeiros dias após a eleição, o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) e alguns de seus assessores mais próximos emitiram sinais que trazem mais dúvidas do que certezas. Um cenário caótico em que em um momento atende aos interesses do alto empresariado e dos ambientalistas, e em outro, rompe com eles. Cria um superministério da Economia, fundindo três pastas, desiste de anexar uma delas e depois desiste de sua desistência. Faz o mesmo com os ministérios da Agricultura e do Meio Ambiente.
Brasil precisa colocar direitos humanos à frente da austeridade fiscal, dizem relatores da ONU
Portal Nações Unidas Brasil – 07 Agosto 2018 Foto: Protestos em Bagé contra a PEC 241 (EC 95- a PEC do Teto) Fabrício Marcon – Flickr/ EBC Um grupo de especialistas em direitos humanos das Nações Unidas pediu que o Brasil reconsidere seu programa de austeridade fiscal e coloque os direitos humanos de sua população, que está sofrendo duras consequências, no centro de suas políticas econômicas. A reportagem é publicada no portal Nações Unidas Brasil, em 03-08-2018.
Brasil tem maior concentração de renda do mundo entre 1% mais rico
Rodolfo Borges, 14-12-2017 Quase 30% da renda do Brasil está nas mãos de apenas 1% dos habitantes do país, a maior concentração do tipo no mundo. É o que indica a Pesquisa Desigualdade Mundial 2018, coordenada, entre outros, pelo economista francês Thomas Piketty.
Seis bilionários do país têm a mesma riqueza que os 100 milhões mais pobres
“Estamos construindo uma sociedade onde uma parte da população vale mais que outra. Não pode ser assim, somos todos parte da mesma sociedade. Essa distância entre nós está tão grande que a única forma de reduzir é atuando juntos, nos unindo” Paulo Victor Chagas – 26 Setembro 2017 Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil No Brasil, os seis maiores bilionários têm a mesma riqueza e patrimônio que os 100 milhões de brasileiros mais pobres. Caso o ritmo de inclusão no mercado de trabalho prossiga da forma como foi nos últimos 20 anos, as mulheres só terão os mesmos salários dos homens no ano de 2047, e apenas em 2086 haverá equiparação entre a renda média de negros e brancos.