Projeto de Serra transfere lucros do pré-sal dos brasileiros para multinacionais

Especialista em petróleo alerta que, se aprovado, o projeto poderá tirar até R$ 50 bilhões da saúde e educação, além de colocar o país sob risco ambiental. O projeto de lei 131/2015, do senador José Serra (PSDB-SP), que tramita em regime de urgência no Senado e deve ser colocado em votação esta semana, pode transferir para as multinacionais os lucros que o povo brasileiro teria com a exploração dos recursos do pré-sal que, pela legislação atual, destinará 50% dos seus lucros para financiar as áreas de saúde e educação.

‘Eduardo Cunha é um bandido político’, diz Leonardo Boff

A ofensiva conservadora atualmente em curso no Brasil faz parte de um processo mundial de rearticulação da direita e representa um perigo real para a democracia e os direitos. No caso brasileiro, essa rearticulação conservadora também é uma reação das classes dominantes que não se conformam com a centralidade que a agenda social adquiriu nos últimos anos e com a ascensão social de cerca de 40 milhões de pessoas.

Deputados vão ao STF contra manobra de Eduardo Cunha para aprovar o financiamento empresarial

Parlamentares de diversos partidos se uniram contra a manobra regimental durante a votação da proposta que visa incluir o financiamento empresarial de campanhas na Constituição, na última quarta-feira (27), na sessão da Câmara que deliberava sobre a reforma política. Na próxima segunda-feira o grupo de parlamentares ingressará com um mandado de segurança junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo a anulação da votação. Entre os signatários estão dois ex-presidentes da Câmara: Arlindo Chinaglia (PT-SP) e Marco Maia (PT-RS).  

Uma nova frente de esquerda, distinta do Podemos e Syriza,pode ser criada no País

“O esgotamento do lulismo está deixando um vácuo no campo da esquerda no país”, afirma o economista. Apesar de o lulismo dar sinais de esgotamento, o modelo neodesenvolvimentista, implantado pelo ex-presidente Lula e seguido pela presidente Dilma em seu primeiro mandato, não  deve ser visto como um “fracasso”, pois “proporcionou ganhos reais à maioria dos brasileiros por um período de mais de uma década, mas, hoje, diante da crise econômica mundial e do engessamento político do PT, não tem mais gerado aqueles ganhos”, ressalta Felipe Amin Filomeno na entrevista a seguir, concedida à IHU On-Line por e-mail.

Políticas da Multidão: a luta diária por um mundo melhor e uma vida menos ordinária.

“As grandes e mais positivas mudanças são feitas por quem ousa desobedecer. Nosso futuro depende dos desobedientes”, defende o pesquisador. A construção permanente da cidadania é o trabalho silencioso e diário da multidão nas metrópoles. “As políticas da multidão são as lutas pela liberação, são as lutas por direitos. Lutas pelo direito de afirmar suas subjetividades, seja no sentido de lutar pelo direito de ser quem se é, seja no sentido de lutar pelo direito de tornar-se outro ou outra”, argumenta Adriano Pilatti, em entrevista concedida por e-mail à IHU On-Line.

Recado ao PT: transformar o desalento em teimosia

Leonardo Boff – “O PT foi antes de tudo um movimento nascido no meio dos oprimidos e de seus aliados: por um outro Brasil, de inclusão, de justiça social, de democracia participativa, de desenvolvimento social com distribuição de renda. Como movimento, possuía as características de todo carisma: galvanizar as pessoas e fazê-las ter um sonho bom. Ao crescer, tornou-se inevitavelmente uma organização partidária. Como organização, virou poder.”

Brasil precisa de ‘BNDES dos pobres’, diz economista vencedor do Nobel da Paz

Para o economista bengali Muhammad Yunus, ganhador do Prêmio Nobel da Paz o país precisa de um “BNDES para os pobres” para avançar no combate à pobreza. “Se o BNDES quer fazer isso (financiar as grandes empresas), tudo bem. Mas deve haver um BNDES para os pobres – apenas para os pobres. Assim a coisa não se confunde. Se o banco faz um pouquinho aqui, outro pouquinho ali, não funciona.  É importante que as políticas e as intenções sejam claras para o financiamento dos mais carentes.”

Livro que relata envolvimento de FHC com a CIA esgota edição

FHC é citado por três jornalistas quanto ao seu envolvimento com a espionagem dos EUA. Com a cobertura e o dinheiro dos norte-americanos, FHC tornou-se, segundo o Pravda, “uma ‘personalidade internacional’ e passou a dar ‘aulas’ e fazer ‘conferências’ em universidades norte-americanas e européias. Era ‘um homem da Fundação Ford’. E o que era a Fundação Ford? Uma agente da CIA, um dos braços da CIA, o serviço secreto dos EUA”.

Sempre é possível uma auto-correção e um recomeço

Leonardo Boff – 24/05/2015  “Antes de qualquer iniciativa nova, o PT, que hegemonizou o processo novo na política brasileira, deve fazer o que até agora nunca fez: uma autocrítica pública e humilde dos erros cometidos, de não ter sabido usar do poder realmente como instrumento de mudanças”