Por que a democracia já está vencendo o golpe?

A vitória da legitimidade democrática está criando bases para decisões que respeitem a Constituição e abre espaço para a construção da governabilidade Juarez Guimarães – 4/04/2016 – Copyleft Créditos da foto: Roberto Stuckert Filho/PR Em um golpe na democracia que se realiza por dentro das instituições jurídicas e parlamentares contra a Constituição e a soberania popular, a relação entre o uso da legitimidade e da força é diferente daquela necessária a um golpe militar. Neste último, como em 1964, o uso da força militar resolve o impasse da disputa de legitimidade.

Para além do noticiário: comunicação alternativa como elemento para ampla formação cidadã. Entrevista especial com Ermanno Allegri

“Um dever absoluto nosso é construir meios alternativos de comunicação”, frisa o idealizador da Adital  João Vitor Santos  – Segunda, 04 de abril de 2016 Foto: Portal Adital “Uma coisa é querer fazer a cabeça oferecendo informações idiotas, outra coisa é oferecer para as pessoas o tipo de material que as faz pensar”. É assim que Ermanno Allegri, ao mesmo tempo, defende veículos de informação alternativa e critica a chamada mídia tradicional. Para o italiano, que está no Brasil há mais de 40 anos, em momentos de ebulição como o que vive o país é que se evidencia a necessidade de fazer circular a chamada informação alternativa.

CNBB defende punição para envolvidos em atos de corrupção

Mariana Tokarnia, Agência Brasil 07/04/2016 “As pessoas consideradas culpadas devem ser punidas rigorosamente dentro da legislação que temos no país”, disse o bispo auxiliar de Belo Horizonte, dom Joaquim Giovani Mol  Para dom Joaquim, país passa por uma crise estrutural, com enfraquecimento das instituições

“Crise política é sobre dinheiro”, diz Jessé Souza, presidente do Ipea

Felipe Pontes – 07 de abril de 2016  A crise política enfrentada no momento pelo Brasil é induzida por uma seleta elite econômica que busca – por meio da compra de outras elites, de parte dos políticos e da mídia – demonizar a política e o Estado, com o objetivo de tornar invisível sua própria corrupção, segundo análise feita pelo presidente do Instituto de Pesquisa Econômicas e Aplicadas (Ipea), Jessé Souza, em entrevista ao programa Espaço Público, da TV Brasil.

“Na busca da Justiça e da Paz”. Bispos e Magistrados assinam manifesto

06/04/2016 –  A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), a Associação dos Magistrados Brasileiros, a Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho e a Associação dos Juízes Federais do Brasil assinaram, na manhã desta segunda-feira, 4 de abril, o manifesto “Na busca da Justiça e da Paz“. Texto pede a união da sociedade civil na superação da intolerância e na busca de soluções que priorizem o compromisso com o interesse comum do país.  – A informação foi publicada pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB, 04-04-2016.

O maniqueísmo é o ópio dos tolos

O Brasil encontra-se dividido entre as pessoas que pensam como nós (os bons, inteligentes e honestos) e as que pensam diferente de nós (os maus, burros e corruptos) Luiz Ruffato – 30 MAR 2016    Foto: Ricardo Moraes Reuters – Tensão entre manifestantes contrários e a favor ao Governo Dilma, em Brasília, no dia 17 de março.  “O dramaturgo e cronista Nelson Rodrigues definiu certa vez o Brasil como a “pátria de chuteiras”. … O país mudou, o futebol entrou em decadência, e transferimos e aprofundamos nosso ardor para a política.  Envergando a toga da intolerância e sentados na cadeira das certezas absolutas, avaliamos implacáveis uns aos outros, condenando, cegos pelo ódio e pelo ressentimento, todo aquele que de nós ousar divergir, mesmo que minimamente.”

O xadrez do fim da síndrome de Pilatos no STF

Luis Nassif Sexta, 01 de abril de 2016  “Hoje, as nuvens que se formam no céu político indicam o seguinte: 1. Boa probabilidade da tese do impeachment na Câmara não ter quórum; 2. Rearticulação da base política do governo, em bases precárias; 3. Novas tentativas de golpe através do TSE”, escreve Luis Nassif, jornalista, em comentário publicado por Jornal GGN, 01-04-2016. Segundo ele, há a “necessidade de se passar à opinião pública o sentimento de urgência para abrir espaço para um pacto que impeça o aprofundamento da crise”.

Fora Rede Globo: democratização da comunicação deve passar pelo debate

Tatiana Félix – 31.03.2016 – Adital Para transmitir conteúdo televisivo, as empresas privadas concorrem à concessão de um espectro público, que é renovado de tempos em tempos. A Rede Globo, por exemplo, principal emissora do país, utiliza um espaço público para veicular sua programação. Embora tenha a maior audiência, também recebe muitas críticas, sobretudo, em relação ao seu noticiário envolvendo política, no qual demonstra parcialidade e desigualdade nas informações.

Um elefante na sala do Brasil

 Antonio Martins – 28.03.2016 Foto: Willian Bonner lê, no “Jornal Nacional”, texto sobre a “superplanilha”. Emissora tenta abafar documento, que demonstra como é pueril ideia de Sérgio Moro e Rodrigo Janot sobre corrupção brasileira Na Lista Odebrecht, retrato da democracia sequestrada. A Lava Jato só pode prosseguir como farsa. Reforma Política nunca foi tão necessária – mas governo parece não compreender.

Golpe parlamentar não pode ser confundido com impeachment.  Entrevista especial com Luiz Moreira

“O processo de impeachment hoje em curso na Câmara dos Deputados é claramente um artifício para dar ares de legalidade a um golpe parlamentar”, afirma o ex-integrante do Conselho Nacional do Ministério Público.  A conjuntura dos últimos dias, que tem acentuado a crise política, segue um “roteiro” “por todos conhecido”, o qual envolve uma “aliança” entre o Judiciário, o Ministério Público e a polícia e a mídia, “com o propósito de obter apoio de parcelas da população às chamadas fases da operação Lava Jato”, diz Luiz Moreira à IHU On-Line, na entrevista a seguir, concedida por e-mail. Através desse “pacto”, frisa, está em curso “um projeto que estabelece supremacia do sistema de justiça criminal sobre a democracia”.