‘Há um país novo, produtivo, criativo, solidário querendo existir, mas sem contar com vias adequadas de representação”

“Depois de domingo, ninguém pode dizer que ignora a pequenez majoritária na suposta casa de representação popular”, diz o professor do PPG em Direito da PUC-Rio. Foto: www.camara.gov.br Patrícia Fachin – 24 de abril de 2016 “Uma farsa. Um ato vil de retaliação política e vingança pessoal, sem base jurídica, tomado por uma maioria destituída de qualquer autoridade moral para tanto, uma decisão ilegítima e vergonhosa. Acrescente-se a isso o formidável espetáculo de cinismo e baixeza que foi a sessão de votação, um momento repulsivo, simplesmente”.A análise contundente é de Adriano Pilatti em entrevista concedida por e-mail à IHU On-Line.

Lava Jato encara teste de fogo em um eventual Governo do PMDB

 Com Michel Temer, Eduardo Cunha e Renan Calheiros na mira, cresce receio de ‘operação abafa’ Gil Alessi – Segunda, 25 de abril de 2016 Foto: L. Marques Ag. PT .  Cunha, Temer e Calheiros, o trio de ferro do PMDB.  A Lava Jato enfrentará em breve um de seus mais difíceis desafios. Na medida em que o processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff avança e o vice Michel Temer fica mais próximo de ocupar o Palácio do Planalto, surge a pergunta: o que será da operação com o PMDB no poder? Caso se confirme o afastamento da petista em votação no Senado, o Executivo e as duas casas do Legislativo estarão sob o comando de peemedebistas. Os três chefes do Executivo e do Legislativo – Temer, Renan Calheiros e Eduardo Cunha – foram citados por delatores do esquema de corrupção da Petrobras.

Baltasar Garzón denuncia o golpe brasileiro e compara ao Paraguai e Honduras

Baltasar Garzón Real –  24/04/2016 Juiz reconhecido mundialmente pela prisão de Pinochet se diz indignado com o risco que a democracia corre no Brasil e compara o golpe em curso com o que ocorreu no Paraguai e em Honduras.  – No artigo a seguir, o juiz espanhol que condenou o ex-presidente do Chile Augusto Pinochet pela morte e tortura de cidadãos espanhóis, na ditadura chilena, Baltasar Garzón, que ficou conhecido na história da Espanha como “super-juiz” e “juiz-estrela”, reflete sobre a crise política e institucional brasileira. 

A razão real por que os inimigos de Dilma Rousseff querem seu impeachment

 David Miranda – 23 de abril de 2016 Foto: Fernando Bizerra/EPA  O jornal britânico The Guardian publicou artigo imprescindível para que se entenda o golpe. Assinado pelo brasileiro David Miranda, o artigo coloca a mídia brasileira no centro da discussão, em especial a Globo.Corrupção é só um pretexto para os ricos e poderosos que falharam em derrotá-la nas eleições • Para ler este artigo em Inglês, clique aqui

A crise brasileira e a geopolítica mundial

O Brasil é o principal atingido e o impedimento da presidenta Dilma é apenas um capítulo de uma estratégia global, especialmente das grandes corporações e pelo sistema financeiro articulado com os governos centrais. Leonardo Boff – 20/04/2016 “Seria ingenuidade imaginar que não há interesses internacionais e geopolíticos de norte-americanos, russos, venezuelanos, árabes. Só haveria mudança na Petrobras se houvesse nova eleição e o PSDB ganhasse de novo. Nesse caso, se acabaria o monopólio de exploração, as regras mudariam. O impeachment interessa às forças que querem mudanças na Petrobrás: grandes companhias de petróleo, agentes internacionais que têm a ganhar com a saída da Petrobrás da exploração de Petróleo. Parte desses agentes quer tirar Dilma “.

Por que Aloysio Nunes foi aos EUA às pressas?

Por Glenn Greenwald, Andrew Fishman e David Miranda, no The Intercept – 18 de abril de 2016 Foto: O Senador Aloysio Nunes (esquerda) com o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (direita) e o Senador José Serra. Horas após o impeachment, senador tucano embarcou para agenda desconhecida em Washington. Além de histórico de intervenções, país está de olho no pré-sal

“Preocupa o processo contra Dilma, que não é acusada de nada”, diz Secretário-geral da OEA

Luís Barbero –  13 de abril de 2016 Foto: O secretário-geral da OEA, Luis Almagro, em Tegucigalpa em agosto de 2015. reuters Luis Almagro (Uruguai, 1963) está prestes a completar um ano como secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA). Nesse período, seu objetivo foi levantar uma instituição que havia perdido peso no continente. O ponto fundamental para Almagro, ex-ministro das Relações Exteriores do Uruguai, passa por um aprofundamento democrático. Somente assim, afirma, os males da região como a violência, a desigualdade e a corrupção poderão ser combatidos. A entrevista é de Luis Barbero, publicada por El País, 12-04-2016.