STF, a última trincheira institucional, arrastado de vez para a crise

Gil Alessi –27-05-de 2016 Foto: Ministros da Corte. R. Coutinho STF O Supremo Tribunal Federal (STF), mais alta corte de Justiça do país, voltou aos holofotes esta semana após a divulgação de áudios gravados pelo ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado. Nos diálogos, com o senador Romero Jucá(PMDB-RR), ex-ministro do Governo interino de Michel Temer, e Renan Calheiros (PMDB-AL), presidente do Senado, e o ex-presidente José Sarney falam sobre tratativas com ministros do STF ou planos de fazê-las envolvendo a saída da presidenta Dilma Rousseff do cargo, freios na Operação Lava Jato e a crise. A reportagem é de Gil Alessi, publicada por El País, 27-05-2016.

E se os mais ricos ajudassem a pagar o rombo nas contas públicas?

Só volta da tributação sobre lucros e dividendos, isenção criada em 1995, daria estimados 43 bi ao caixa Heloísa Mendonça – SP 25 MAI 2016  Foto: ministro da Fazenda, Henrique Meirelles. “Hoje, grande parte do que os empresários ricos ganham não é tributada. Um trabalhador com salário de 8.000 reais paga um imposto de renda de 27,5%. Já um dono de uma grande empresa que fatura mais de 500.000 reais a título de lucros e dividendos pode não pagar nada como pessoa física”, explica Orair, que ressalta que o Brasil é um dos poucos países que ainda isentam esse imposto.

Pacote sinaliza para desconstrução da atuação do Estado na economia, diz economista

 Eduardo Maretti – 25-05-2016 Foto – Rede Brasil Atual : BNDES, como agente do Estado incentivador da economia e do emprego, será reduzido com medidas. Por trás da difícil terminologia da ciência econômica, o pacote de medidas que o governo interino de Michel Temer anunciou hoje (24) traz uma mensagem política e conceitual clara: ele sinaliza para a desconstrução da atuação do Estado na economia e do chamado Estado de bem-estar social, que começou a ser estruturado com a Constituição de 1988. 

“Modelo do Brasil não é capitalismo, é socialismo para os ricos”

 Nesta segunda-feira, quando mais um vazamento de conversa entre políticos de alto escalão levantou suspeitas de tráfico de influência Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro da Corte Luís Roberto Barroso afirmou que ninguém tem poder para obstruir a Operação Lava Jato no tribunal. Desta vez, foi Romero Jucá quem disse ter conversado com ministros do STF e sugeriu até incluir o Supremo em um suposto acordo para deter as investigações, de acordo com áudios publicado pela Folha de S. Paulo.

Para 63% dos brasileiros, interesses privados de políticos movem impeachment

Pesquisa realizada pelo Ibope Inteligência entre os últimos dias 12 e 16 mostra que os brasileiros estão longe de estar otimistas quando ao futuro do país. Segundo o estudo, 34% dos entrevistados estão pessimistas, contra 31% de otimistas e 30% neutros, nem otimistas e nem pessimistas. Os que disseram não saber são 5%.  24/05/2016 Publicação da Rede Brasil Atual – RBA, 23-05-2016.

Em diálogos gravados, Jucá fala em pacto para deter avanço da Lava Jato

Foto:Romero Jucá, ministro do Planejamento – Marcos Alves / Agência O Globo – 23 de maio de 2016   Em conversas ocorridas em março passado, o ministro do Planejamento, senador licenciado Romero Jucá (PMDB-RR), sugeriu ao ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado que uma “mudança” no governo federal resultaria em um pacto para “estancar a sangria” representada pela Operação Lava Jato, que investiga ambos. Gravados de forma oculta, os diálogos entre Machado e Jucá ocorreram semanas antes da votação na Câmara que desencadeou o impeachment da presidente Dilma Rousseff. As conversas somam 1h15min e estão em poder da PGR (Procuradoria-Geral da República).

  Brasil: contra-revolução social?

 Álvaro Vasconcelos  – 18/05/2016   Na Foto: Temer com Paulo Skaff, da FIESP, grande financiadora dos protestos de rua contra Dilma “O governo Temer fracassará se, em nome da racionalidade macroeconómica, a sua principal prioridade, tentar pôr em prática uma agenda de contra-revolução social. Já começaram os retrocessos, como se viu na composição de um governo exclusivamente masculino e branco, mas todas as tentativas de pôr em causa as conquistas sociais da última década enfrentarão uma forte oposição. “

Organizações ecumênicas se manifestam sobre a conjuntura brasileira

O Fórum Ecumênico ACT-Brasil (FEACT) denuncia para parceiros ecumênicos internacionais a ruptura democrática ocorrida no Brasil. Em sua carta, o FEACT destaca pontos que considera preocupantes na conjuntura política brasileira atual. O documento afirma que, desde 2013, com as mobilizações de rua, o Brasil passou a viver um processo de desestabilização democrática. “Inicialmente, estas mobilizações foram resultado da ação organizada do movimento estudantil pelo passe livre. No entanto, gradativamente, elas foram se transformando.

Golpe no Brasil: a conexão internacional

Como fundações norte-americanas financiaram grupos como o MBL, que dizem agir “pelo bem do Brasil”. Os encontros de Aloysio Nunes em Washington, e a visita de Temer ao cônsul geral dos EUA    –   Por:  Pedro Marin    Foto: Thomas Shannon, com quem senador Aloysio se encontrou nos USA logo após o impeachment na Câmara.   “Fundada em 1981 com objetivo de “promover políticas econômicas do livre mercado pelo mundo”, a Atlas é um think-tank que financia declaradamente as atividades da direita em mais de 90 países.  Com um orçamento anual de US$ 11,5 milhões, ela atua patrocinando a formação de quadros neoliberais. Como a legislação dos EUA impede que essas entidades financiem agitações políticas mundo afora, cada movimento é amparado por “institutos de formação”, que estão liberados para receber os recursos.”

POBRE PAGA CONTA DE RICO

Frei Betto – 17/06/2015 Um dos equívocos dos governos do PT foi implementar uma política neodesenvolvimentista que nem sequer pode ser qualificada de pós-neoliberal.  Enquanto o orçamento do Bolsa Família para este ano é de R$ 28 bilhões, e o déficit primário do governo chega a R$ 120 bilhões, o “bolsa empresário” é de R$ 270 bilhões – quase dez vezes superior. Pai severo com os pobres, o governo atuou como mãe supergenerosa com os ricos. Nem assim o PT logrou aplacar o ódio de classe contra o partido.